294 milhões em dívidas: Maior shopping center de país confirma falência e vai a leilão

Entenda a crise financeira de mega shopping que acumulou € 294 milhões em dívidas e teve venda autorizada pela Justiça comercial.

07/08/2026 11:28

4 min

Ilustração de falência de shopping (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Lennita/Canva/)
Ilustração de falência de shopping (Foto Reprodução/Montagem/Tv ...
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Um dos maiores shoppings de país enfrentou crise societária e impasses bilionários, mas operação segue ativa após venda judicial

Falência estrutural e reviravoltas financeiras no setor de grandes empreendimentos comerciais ganharam destaque internacional nos últimos meses. Isso porque o maior shopping da Espanha desmoronou sob o peso de dívidas milionárias.

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Inclusive, o caso se transformou em um exemplo clássico de estudo de insolvência no varejo global.

Trata-se do megacomplexo Oasiz Madrid, localizado em Torrejón de Ardoz, na Comunidade de Madrid, que se tornou o epicentro de uma crise histórica no mercado imobiliário.

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Inclusive, tais dívidas astronômicas ingressaram o empreendimento em processos judiciais de insolvência.

Ficou na promessa

O projeto prometia ser o maior centro comercial, de lazer e gastronomia ao ar livre da região, com mais de 250 mil metros quadrados.

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No entanto, a estrutura financeira ruiu após impasses societários, divergências de avaliação e o fracasso nas negociações para converter € 294 milhões de passivo em capital.

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A crise culminou na autorização judicial para a venda do ativo à sociedade Terox SPV 2025.

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O sonho de Philippe Journo

A época dourada dos centros comerciais em Madrid transformou-se em um cenário de alerta.

O encerramento de grandes lojas em espaços clássicos como La Vaguada ou Alcalá Norte evidencia a fragilidade do modelo atual.

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No centro dessa tempestade está o Oasiz Madrid, projetado por Philippe Journo, fundador do grupo imobiliário Compagnie de Phalsbourg.

Idealizado para ser um marco de inovação, o complexo prometia um mega centro de lazer com:

  • Karting;
  • Trampolins;
  • Um circuito de motocross;
  • Lago central;
  • Áreas verdes;
  • Praia e grifes renomadas como Nike, Mango e Fnac;
  • 117 locais de área e 4 mil vagas de estacionamento.

Desde a sua inauguração em 2021, o empreendimento não atraiu o fluxo de visitantes esperado.

Mesmo com a gestão posterior do Eurofund e da Savills, que elevou a ocupação para 81 espaços (cerca de 75% da capacidade total).

Mas o ritmo ficou aquém do necessário para sustentar os custos bilionários de construção e operação.

Caminho da falência

Conforme citamos acima, a situação financeira da proprietária Carlotta Iberia deteriorou-se drasticamente após o fracasso nas tentativas de acordo entre os parceiros para converter € 294 milhões de dívida em empréstimos de capital.

De acordo com o portal Madrid Secreta, a crise interna aprofundou-se quando o investidor Philippe Journo recusou-se a assinar as contas de 2023.

Ele discordou da avaliação imobiliária do complexo, fixada em € 130 milhões, segundo informações do Economia Digital.

O valor contrastava com passivos totais que fontes especializadas apontam em € 318,6 milhões.

Em meio ao impasse, a administração confirmou a falência e deu inicio ao pedido de pré-insolvência (pré-concurso de credores).

Em nota oficial enviada ao Madrid Secreto, a empresa declarou:

“O objetivo da Carlotta continua a ser o de proteger os interesses de todas as partes envolvidas, incluindo credores, lojistas e colaboradores, ao mesmo tempo que maximiza o impacto econômico e social positivo do centro comercial em Torrejón de Ardoz e arredores”.

A empresa também ressaltou que a medida jurídica preventiva “responde a uma situação jurídica herdada e não afeta de forma alguma a gestão corrente da Oasiz, que continua a funcionar normalmente”.

Mas como ficou a situação atual do Oasiz Madrid?

Com o avanço do processo sob a legislação espanhola, amparado pela reforma da lei concursal introduzida pela Lei 16/2022, publicada no BOE para agilizar reestruturações, o caso evoluiu para um concurso de credores na Justiça comercial.

Conforme também citado acima, o desfecho se deu em um leilão que culminou na venda da unidade produtiva à Terox SPV 2025.

A sociedade é ligada ao fundo britânico Cale Street, que já detinha a maioria dos votos e liderava a estrutura financeira.

O negócio foi fechado por € 140,3 milhões, quantia expressivamente inferior às avaliações prévias do ativo, evidenciando a desvalorização gerada pelo endividamento excessivo.

Como destacado pela empresa, apesar da mudança de controle, as operações seguem ativas para o público.

Mas, para saber mais informações sobre outras redes, clique aqui*.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.