Queridinhas das mulheres dão adeus: 2 varejistas tem despejo de shopping e até gigante da Riachuelo fecha em SP
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Cenário varejista brasileiro atravessa um dos seus piores momentos e até mesmo algumas lojas amadas pelas mulheres, incluindo uma gigante da Riachuelo, acabaram sofrendo com esses efeitos devastadores
Já dissemos em matérias anteriores o quanto o cenário do varejo está cada vez mais desafiador. O pior é que nem mesmo as maiores marcas e lojas estão conseguindo passar ilesas por esse caos pós pandêmico somado a crescente absurda que o e-commerce conquistou em meio a esse processo de retomada.
Só para sentir o drama, segundo o portal e-commerce Brasil, analistas preveem o fechamento de cerca de 45 mil lojas físicas nos próximos cinco anos, à medida que as compras online e grandes players como o recém chegado site chinês de descontos Temu e a gigante da fast-fashion de Singapura, Shein, se tornam cada vez mais populares.
E digo até mais, mesmo com as novas medidas do governo na tentativa de fortalecer o nosso comércio com a famigerada "taxa das blusinhas", caso algumas varejistas não consigam se recuperar ou encontrar estratégias para atrair e voltar a fidelizar a preferência dos seus consumidores, essa situação tende a se agravar.
Falando nisso, nos últimos 3 anos, a situação começou a apertar e muito para algumas lojas em específico, vistas como as mais queridinhas entre o público feminino do Brasil, com direito a pedido de recuperação judicial e até mesmo despejos e fechamentos nos principais shoppings do país como:
- Marisa
- TNG
- Riachuelo
1- Marisa
Segundo o portal Uol, logo no primeiro semestre de 2023, a Marisa enfrentou pelo menos umas 10 ações de despejo relacionadas à inadimplência em contratos de aluguel.
Tais processos começaram a ser protocolados na Justiça ainda em fevereiro de 2023, após a empresa admitir que não conseguiria honrar pagamentos.
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Segundo as informações apuradas pelo jornal O Estado de S.Paulo, um dos casos foi registrado ainda no dia 3 de maio de 2023, aonde consta a exigência do pagamento de R$ 413.113,32.
Ainda de acordo com o portal, o montante total das ações referente aos aluguéis atrasados chegou na faixa de R$ 10,1 milhões.
Em meio ao caos, a Marisa chegou a divulgar uma nota oficial afirmando havia negociado os contratos com diversos fornecedores, incluindo proprietários de imóveis.
A empresa ainda destacou que a maior parte dessas renegociações já foi concluída e que pretendia buscar um acordo amigável entre os demais credores.
Se não bastasse tudo isso, a Marisa ainda enfrentou alguns pedidos de falência, cujas quais partiram dos seus credores.
Só nesse período mencionado, foram exatos três pedidos solicitando a falência da empresa, cujas dívidas somadas chegam no valor de aproximadamente R$ 800 mil.
Inclusive, na mesma época, a Marisa anunciou uma reformulação de comitês e um plano de reestruturação que incluiu o fechamento de 30% das lojas físicas.
A expectativa era que tais medidas promovessem uma economia de R$ 50 milhões.
Segundo foi avaliado por Dierson Richetti, especialista em investimento e sócio da GT Capital, apesar de todo esse cenário adverso, a empresa conseguiu até que uma receita liquida positiva no ano de 2022 comparado ao ano de 2021, tendo um faturamento de R$ 440,5 milhões.
Porém, o maior desafio da Marisa , segundo Richetti, ainda é justamente o comércio eletrônico. Mesmo com toda sua popularidade, diante da pandemia da Covid-19, a rede perdeu alguma de suas vantagens competitivas.
Isso porque, segundo o analista, a Marisa demorou muito a se posicionar no comércio digital, o que contribuiu ainda mais pra sua queda de vendas. Com isso oseu diferencial como marca não foram suficiente para segurar seus clientes durante o período pandêmico e as vendas não foram recuperadas.
Por meio de comunicado, divulgado em maio de 2023, a empresa disse que se encontrava em "rota de ajuste".
A Marisa ainda afirmou possuir "números positivos na operação de varejo, notadamente na receita e margem bruta" e mostrou uma certa "resiliência" diante de cenário adverso".
Ela ainda atribuiu a sua crise a uma série de fatores como consumo enxuto dos clientes e ás importações ilegais da concorrência sem a devida tributações, as elevadas taxas de juros e restrições mais rígidas de capital de giro
Logo, as empresas que não se modernizaram rapidamente acabaram sofrendo mais.
Em março de 2024, a Marisa divulgou uma prévia dos resultados do quarto trimestre, na qual aponta para uma queda de 28% nas vendas (na comparação entre as mesmas lojas) no quarto trimestre de 2023, ante o mesmo período de 2022.
Na mesma época, de acordo com o portal Seu Dinheiro, quase um mês depois de nomear a conselheira Andrea Maria Meirelles de Menezes como CEO, a varejista de moda decidiu passar a liderança da empresa para um novo executivo, em mais uma “mudança estratégica”.
O conselho de administração da Marisa elegeu Edson Garcia para o cargo de diretor presidente da companhia.
Conforme exposto pelo portal CNN, a empresa ainda continua em processo de reestruturação e ainda luta para sobreviver.
Importância da Marisa:
A Marisa é a maior rede de moda feminina e lingerie e uma das maiores redes de vestuário masculino e infantil do Brasil. Com 70 anos de mercado, a marca construiu uma forte relação com a mulher brasileira, acompanhando a evoução de suas necessidades e anseios.
2- TNG
Ainda em setembro de 2022 a gigante TNG entrou com um pedido de recuperação judicial para conseguir um certo fôlego em um período pós pandêmico.
De acordo com o portal Valor Econômico, essa medida foi necessária para que a mesma, que já havia fechado 70 das suas 170 lojas, evitasse a sua saída dos shoppings, os quais chegaram a pedir despejo pela inadimplência dos aluguéis.
O valor total da dívida da varejista estava em R$ 267.687.678,40 na época. Ainda de acordo com o portal, essa solicitação foi feita ainda em maio de 2021, quando a TNG já acumulava uma dívida na casa dos R$ 200 milhões com os shoppings, bancos e lojistas.
A empresa recebeu uma carência de até dois anos para pagamento de algumas dívidas e conseguiu desconto de quase 90% em alguns casos.
O objetivo é que a companhia pudesse se reestruturar financeiramente, negociar com credores as dívidas existentes e manter suas atividades, conforme manifestado pelo escritório que assessora e representa a TNG nesse processo, Moraes Jr.
A varejista ainda se encontra em processo de recuperação, porém não foram encontradas informações recentes sobre a situação atualizada de suas dívidas.
Importância da TNG:
A TNG é uma marca fundada ainda em 1984, que usa a estética e o design como elementos que integram o consumidor promovendo diversas experiências por meio dos seus produtos com uma identidade despojada e irreverente.
Ela também revela a expansão de seus negócios da moda, através de um processo de comunicação com o mercado consumidor.
3- Riachuelo
Por fim, em fevereiro deste ano de 2024, a Riachuelo anunciou que encerraria as atividades de uma unidade gigante, localizada no Shopping Santa Úrsula, na região Central de Ribeirão Preto/SP.
De acordo com o portal Cidade ON, essa informação foi adquirida com exclusividade pela assessoria de imprensa da loja.
Segundo informado pelo grupo na época, não havia ainda nenhuma data concreta para o encerramento, porém foi previsto que ocorreria entre aquele mês e março.
Com esse encerramento, essa marca gigantesca marca ficou apenas com quatro lojas em Ribeirão Preto – três em shoppings e uma no Centro da cidade.
Em nota a Riachuelo se manifestou a respeito da decisão de encerrar as atividades no local mencionado:
“A revisão da base de lojas é um movimento natural do varejo e está em linha com o plano de negócios do Grupo Guararapes [a marca faz perte deste grupo], que visa um crescimento saudável pautado por uma estratégia conjunta de otimização e posicionamento”
Mas segundo o portal mencionado, o Shopping Santa Úrsula não quis se pronunciar sobre o caso.
A Marisa atravessa cenário crítico e ainda tenta sobreviver (Foto: Reprodução / Internet)
TNG, também vive situação delicada (Foto Reprodução/Internet)
Riachuelo segue com todas as forças para conseguir se recuperar do pós pandemia (Foto Reprodução/Riachuelo)
Quais são os atuais desafios da Riachuelo?
De acordo com a Startse, em meio a esse período de dois anos para cá, a Riachuelo já fechou fábrica, demitiu funcionários e terminou o ano 2022 com queda de lucro.
Em meio a esse mercado em crise e cenário de insegurança financeira no país, é natural que a varejista mude algumas situações a fim de se reerguer da melhor maneira.
Ainda de acordo com a Startse, a Riachuelo continua na luta para aumentar a margem de lucro da empresa.
Um dos seus maiores movimentos é o investimento em seu marketplace, hoje carro-chefe para a gigante chinesa Shein e que tem virado uma potência para a Amazon no Brasil.
- Segundo a própria Riachuelo, no final do 4T22, a participação do marketplace nos canais digitais aumentou para 17,4%.
Um dos maiores problemas para a empresa agora está na Midway, seu braço financeiro.
Ela registrou o pior desempenho ainda em 2022, com uma queda de 71,1% na margem EBITDA, registrando um resultado negativo de R$ 81,7 milhões.
Isso se deu por conta do endividamento das famílias brasileiras, o que diminui o poder de compra e o cenário de juros altos, que como muitos sabem está ainda bem longe do ideal.
Importância da Riachuelo:
A Riachuelo foi fundada ainda nos anos 50 e adquirida pelo Grupo Guararapes em abril de 1979 com o objetivo de promover a integração entre o varejo e a produção.
A Riachuelo se propõe a facilitar o acesso à moda, levando-a ao consumidor com agilidade e qualidade, por um valor justo.