Criança dando adeus à família e mais: 3 cartas psicografadas por Chico Xavier de arrepiar
Chico Xavier é um dos médium mais conhecidos do Brasil. Ao longo de sua vida, ele realizou a transcrição de várias cartas psicografadas
Chico Xavier é um dos médium mais conhecidos do Brasil. Ao longo de sua vida, ele realizou a transcrição de várias cartas psicografadas
O médium brasileiro Chico Xavier psicografou milhares de cartas ao longo de mais de 60 anos de atividade. Ele recebia mensagens de pessoas falecidas destinadas a familiares que buscavam consolo, contendo detalhes íntimos, nomes de parentes, fatos específicos e assinaturas reconhecidas por entes queridos.
Vale lembrar que os inúmeros registros de sua atuação espiritual acabaram sendo catalogados em livros, cartas e até em aparições televisivas, como nas ocasiões em que psicografou cartas no programa de auditório ‘Pinga-Fogo’, transmitido pela extinta Rede Tupi. Nessa matéria, por exemplo, mostraremos 3 das cartas mais famosas psicografadas por Chico Xavier.
Criança dando adeus a família
Rangel morreu aos 3 anos, após cair de bicicleta. Chico Xavier psicografou uma carta que o menino mandou para mãe, Célia, e ao pai, Aguinaldo. A criança morreu antes da alfabetização, dessa forma, sua carta traz uma caligrafia de traços infantis, de quem começa a desenhar as letras.
“Querido papai Aguinaldo e querida mamãe Célia, com vovó Lia. Sou eu o Tetéo (A) . Estou com o meu avô Lico (B) e com a minha tia Gilda (C). Vovô me auxilia a escrever porque estou aprendendo. Estou vendo a tia Lé (D)
Eu estou vivo e vou crescer. Estou aprendendo a escrever só para dizer ao seu carinho e ao carinho da mamãe Célia que não morri (E).
Vou aprender muitas coisas e muitas lições para saber escrever melhor. Mas já estou mais adiantado que a Mariana (F) e creio que o Aguinaldinho (G) ficará satisfeito. Papai, mamãe, Vó Lia e Tia Lé, não posso escrever mais porque fiquei cansado de fazer letras. Mas quando eu puder, voltarei. Estou com muitas saudades (…)”.
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Professor
Arthur Joviano foi um educador brasileiro conhecido no final do século 19 por ter liderado a primeira reforma no ensino primário de Minas Gerais. Era professor de português e autor de livros pedagógicos. Após sua morte em 1934, ele teria voltado a fazer contato com a família através de Chico Xavier.
“Meus caros filhos e queridos netos, seja a paz de Deus a alegria de vocês todos.Na visita afetuosa de sempre, renovo-lhes minha dedicação de cada dia. Durante quase todo o dia em que se comemorou seu aniversário, minha bondosa Maria (A), estive ao seu lado com os votos paternais de muito amor, pedindo a Deus por sua saúde e tranquilidade. À noite, sua e nossa amiga Helena (B) trouxe muitas flores. Você não as viu, mas recebeu-lhes o perfume no coração (…)”
O filho que não quis partir
William nasceu em Belo Horizonte, em 1924. Aos 17 anos, ingressou no Exército, quando ficou doente por causa de um calo infeccionado. Passou meses no hospital, mas a infecção progrediu e ele morreu em setembro de 1941. Apenas um mês depois, supostamente, o espírito dele começou a enviar cartas psicografadas por Chico Xavier.
“Querida mamãe, peço ao seu bom coração me abençoe e, por minha vez, rogo a Deus que nos ajude a vencer suas lutas de sempre. Sua alma sensível continua atravessando o perigoso mar das provas e prossigo ao seu lado, somando, quando lhe faltam, forças no leme para a condução do barco, sei como lhe dói a tempestade dos últimos dias. Para o espírito materno, as nuvens do horizonte dos filhos são sempre mais pesadas e mais tristes. Multiplicam-se as dores, os receios, as aflições (A)”.
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