Falência: confira tudo sobre quebra de empresas

Falência: confira tudo sobre quebra de empresas

Chororô, despejo e demissão em massa: 3 lojas mais amadas dos shoppings e falência devastadora

Varejistas amadas passaram por despejo, demissões e falências devastadoras (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)
Varejistas amadas passaram por despejo, demissões e falências devastadoras (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)

3 lojas famosas, espalhadas em milhares de shopping, enfrentam cenário conturbado e falências devastadoras

O ano de 2023 foi um dos anos mais difíceis para milhares de varejistas. Após o rombo de 40 bilhões das Americanas, uma das principais do ramo, vir à tona, muitas outras acabaram entrando em uma crise violenta e até mesmo chegaram a falir.

Isso sem falar nas consequências desastrosas herdadas pelo período crítico da pandemia da Covid-19, que acabou arrastando milhares dessas empresas, incluindo as lojas vistas como as mais amadas dos shoppings.

Para relembrar esses fatos, separamos 3 casos dessas famosas e amadas varejistas (que assim como tantas outras) chegaram a passar  por despejos, demissões em massa e até mesmo falências devastadoras, o que causou o chororô de milhares de consumidores.

Livraria Cultura

De todas as notícias do gênero, a falência devastadora da Livraria Cultura, foi a que mais doeu em muitos brasileiros, principalmente no coração dos paulistanos.

Mesmo porque, você pode frequenta-la não apenas para comprar livros, mas também para tomar um café com amigos e passar horas dentro de um “dragão” feito de madeira, na unidade localizada em um dos shoppings mais amados de São Paulo.

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Segundo o portal Info Money, o decreto do seu primeiro fechamento aconteceu após a crise administrativa que a livraria já atravessava, em decorrência aos anos de prejuízos financeiros, na qual incluiu também diversos fechamentos das unidades físicas também no Rio de Janeiro.

1-A crise

Vale dizer que a Livraria Cultura, já estava uma forte crise desde meados de 2015, após o encolhimento do mercado editorial.

Fora isso, segundo o portal G1 o processo de recuperação judicial se estendia por mais de quatro anos, quando a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível decidiu aceitar o pedido da companhia.

Em 2020, a Justiça já havia rejeitado um pedido de mudança no plano de recuperação da empresa, e apontado que a falência poderia ser decretada.

Inclusive, no início de fevereiro deste ano, a Justiça de São Paulo decretou a falência da empresa.

Na época de entrada de recuperação judicial, a livraria já alegava estar em crise econômico-financeira e havia informado dívidas de R$ 285,4 milhões, desde o ano de 2018, sendo a maior parte com fornecedores e bancos.

Ainda de acordo com o Exame, após a pandemia, no entanto, a companhia descumpriu o plano de recuperação judicial aprovado por seus credores, embora tenha conquistado um aditivo ao plano com melhores condições para o pagamento das dívidas.

Para justificar o decreto, Barros Monteiro declarou que esse novo plano de recuperação não foi cumprido pela Cultura.
O juiz também acrescentou motivos como a não-quitação das dívidas trabalhistas. Só com a Alvarez & Marsal, a dívida acumulada é de R$ 806 mil.

De acordo com o magistrado Ralpho Waldo De Barros Monteiro Filho, o plano de recuperação, firmado em 2021, também não foi cumprido pela empresa.

Monteiro Filho listou uma série de pendências, como ausência de quitação das dívidas trabalhistas que deveriam ter sido integralmente quitadas até junho de 2021 e a falta de envio de documentos. Ele também destacou o vencimento do período de pagamento a credores.

Segundo o juiz, a inadimplência da empresa passava de R$ 1,6 milhão, e não foi verificado nenhuma perspectiva quanto à possibilidade do cumprimento quanto q quitação da dívida.

Desde então, a Justiça analisou a situação da Livraria Cultura, para verificar se seria possível cumprir o plano de recuperação proposto. Mas, não teve mesmo nenhuma saída, e a solução foi decretar a “falência definitiva”

2- Ressurgiu

Porém , quando tudo parecia perdido e a falência mais que certa,  Livraria Cultura, como uma “fênix” surpreendeu ao conseguir reverter o que parecia impossível.

Isso porque a Livraria Cultura conseguiu uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender sua falência.

Na decisão, o ministro Raul Araújo, do STJ, determinou que seriam retomadas as obrigações do plano de recuperação judicial da empresa, que foi aprovado pela assembleia geral de credores e homologado pela Justiça em 2018.

No dia 30 de junho deste ano foram tomadas as medidas para retomar o funcionamento das livrarias. Vale dizer que a mesma permanece aberta, até então, mas o 

Livraria Saraiva

De acordo com o portal Metrópoles, a rede de Livrarias Saraiva protocolou de vez o seu pedido de falência através da  2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, em outubro de 2023.

Vale mencionar que a Saraiva já se encontrava em recuperação judicial desde o ano de 2018.

Em meio ao comunicado oficial ela informou que a RSM Brasil Auditores Independentes não prestaria mais serviços de auditoria à rede.

De acordo com o portal Suno, no dia 07 de outubro A 2º Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo decretou em DEFINITIVO a falência da mesma, tendo assim, o sonho oficialmente acabado …

Com isso, agora a empresa oficialmente deixa de existir e seus bens passaram a integrar a massa falida, cuja qual será gerida por um administrador judicial que, deverá colocar os bens em leilões.

Segundo as informações que constam dos documentos da recuperação judicial da Saraiva, a companhia já não possuía mas nenhum imóvel.

Dentre os bens detidos pela empresa estão listados:

  • Bens móveis (máquinas, equipamentos, móveis): R$ 15 milhões
  • Estoque de 486 mil livros, 108 mil itens de papelaria e 28 mil itens de outras mercadorias: R$ 21 milhões
  • Valor a ser recebido em processos judiciais: R$ 250 milhões

Na época, em meio a esteira da recuperação judicial e dos problemas financeiros, as ações da Saraiva mostram queda de 30% desde o início de 2023.

Em uma janela de 12 meses, os papéis somam uma  baixa de 60%, e recuam 99% desde sua estreia na bolsa, em meados de maio de 2006.

Vale destacar que no último dia de negociação dos papéis da Saraiva em bolsa fechou a R$ 1,60.

Ainda de acordo com o portal, a Saraiva, no ano ano de 2018. ela já acumulava dívidas na casa de  R$ 675 milhões, tendo uma média de 1,1 mil credores.

Vale dizer que um pouco antes no fim de setembro, ela já havia encerrado as atividades em todas as lojas físicas, mantendo apenas suas vendas através do meio digital, o que causou a demissão em massa de milhares.

Mas qual é a terceira loja?

Por fim, a terceira loja desta lista que aliás passou por um despejo recentemente, se trata da Starbucks, mais precisamente da unidade localizada no  Boulevard Shopping, no Bairro Santa Efigênia, na Região Leste de BH.

De acordo com o Correio de Minas, o  fato ocorreu em novembro deste ano, cuja decisão partiu do juiz Eduardo Veloso Lago, da 25ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte.

Vale lembrar que no fim de outubro, mais precisamente no dia 31 de outubro, sua controladora, a SouthRock, havia entrado com um pedido de recuperação judicial.

No documento encaminhado à 1ª Vara de Falências da Justiça de São Paulo, o grupo afirma que o total de suas dívidas é de R$ 1,8 bilhão.

Ainda em outubro, a Starbucks Brasil perdeu o direito de uso da marca no país devido ao atraso no pagamento previsto no acordo de licenciamento.

Segundo a determinação judicial, a razão do despejo é a falta de pagamento de três meses de aluguel, e a empresa recebeu 15 dias para desocupar o imóvel sob pena de desalojamento compulsório.

Na decisão, o juiz ainda fixou o pagamento de caução no valor equivalente a três aluguéis vigentes, o que deve ser depositada no prazo de cinco dias.

Ainda de acordo com o perfil, no início de novembro, outra unidade da rede de cafeterias, no Shopping Cidade, no Centro de BH, também foi fechada.

Dentre todas as falências e crises essa foi uma das que mais chocaram e causaram chororô entre consumidores, tanto que o fato foi muito comentado através das redes sociais.

 

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Quem escreve

Lennita Lee

Meu nome é Lennita Lee, tenho 32 anos, nasci e cresci em São Paulo. Viajei Brasil afora, e voltei para essa cidade, afim de recomeçar a minha vida. Sou formada em moda pela instituição "Anhembi Morumbi" e sempre gostei de escrever. Minha maior paixão sempre foi a dramaturgia e os bastidores das principais emissoras brasileiras. Também sou viciada em grandes produções latino americanas e mundiais. A arte é o que me move ... Atualmente escrevo notícias sobre os últimos acontecimentos do cenário econômico, bem como novidades sobre os principais benefícios e programas sociais.