Proibidas? 5 novelas que nunca poderão ser reprisadas pela Globo

Prática de reaproveitar fitas magnéticas nos anos 70 apagou produções aclamadas da Globo, restando apenas fragmentos; Veja o que rolou Quem ama teledramaturgia sabe o quanto a Globo preserva a história das suas produções em seus acervos. No entanto, o…

20/08/2026 05:30

4 min

Veja o que rolou com alguns acervos de novelas da Globo (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
Veja o que rolou com alguns acervos de novelas da Globo (Foto Re...
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Prática de reaproveitar fitas magnéticas nos anos 70 apagou produções aclamadas da Globo, restando apenas fragmentos; Veja o que rolou

Quem ama teledramaturgia sabe o quanto a Globo preserva a história das suas produções em seus acervos.

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No entanto, o que poucos sabem é que a emissora enfrenta um obstáculo irreversível no resgate de produções pioneiras.

Ao menos cinco novelas da década de 70 jamais poderão ser reprisadas na íntegra na TV aberta ou no canal Viva.

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Mas isso não indica uma proibição ou uma restrição judicial…

Isso porque, naquela época, o alto custo das fitas magnéticas e a ausência de uma cultura de preservação audiovisual levavam a emissora a reaproveitar as mídias e gravar novos conteúdos por cima das mídias antigas.

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Como resultado, produções históricas contam hoje com apenas seis capítulos preservados, inviabilizando exibições contínuas.

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Uma era perdida?

De acordo com um levantamento apontado pelo portal Metrópoles, durante os anos 70, a faixa das 18h consolidou-se com um projeto focado em transformar grandes obras da literatura brasileira em folhetins.

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Embora tenham marcado época, a maior parte do acervo dessas produções se perdeu:

  • Helena (1975): Exibida em 20 capítulos, a obra foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Herval Rossano. Adaptada do romance de Machado de Assis, marcou história como o primeiro folhetim do horário totalmente dedicado às adaptações da literatura nacional;
Helena (1975) (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
Helena (1975) (Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
  • Vejo a Lua no Céu (1976): Esteve no ar em 99 capítulos. Escrita por Sylvan Paezzo e dirigida por Herval Rossano, adaptou o conto de Marques Rebelo. A trama retratou o amor proibido entre o jovem de classe alta Fernando (Eduardo Tornaghi) e a humilde Suzana (Norma Blum), cujo romance terminou com a morte do casal e um reencontro espiritual;
O Feijão e o Sonho (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
O Feijão e o Sonho (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
  • O Feijão e o Sonho (1976): Teve 85 capítulos e foi a primeira novela escrita por Benedito Ruy Barbosa para a faixa, sob direção de Herval Rossano. A trama adaptou o livro de Orígenes Lessa, apresentando o choque entre o poeta idealista Juca (Cláudio Cavalcanti) e sua esposa pragmática, Maria Rosa (Nívea Maria);
Vejo a Lua no Céu (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
Vejo a Lua no Céu (1976) (Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)

Mais tramas:

  • À Sombra dos Laranjais (1977): A produção somou 91 capítulos e inspirou-se livremente na peça de Viriato Correia. Sylvan Paezzo iniciou a escrita da história e Benedito Ruy Barbosa assumiu os roteiros do folhetim. Faltando duas semanas para a estreia, o ator principal Rogério Fróes adoeceu. O diretor Herval Rossano assumiu o papel do protagonista Pedro Lemos no susto. A trama trazia Ary Fontoura como o palhaço Estopim e Marília Barbosa como Ritoca;
A Sombra dos Laranjais (Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo/YouTube)
A Sombra dos Laranjais (1977):(Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo/YouTube)
  • Sinhazinha Flô (1977): Exibida em 82 capítulos, foi escrita por Lafayette Galvão. A obra homenageou o centenário de morte de José de Alencar, unindo os romances A Viuvinha, Til e O Sertanejo. A história acompanhou Flora (Bete Mendes), que lutava pela emancipação feminina e vivia dividida entre Jorge e o vaqueiro Arnaldo (Eduardo Tornaghi).
Sinhazinha Flô (Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo
Sinhazinha Flô (Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo

O que a Globo faz para preservar as memórias das novelas?

Embora uma reexibição completa na televisão seja inviável, a emissora tem dedicado esforços para disponibilizar o material remanescente em suas plataformas digitais.

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Por meio do Projeto Fragmentos, os poucos trechos salvos passam por processos de restauração para que estudantes, pesquisadores e fãs de telenovelas possam ter acesso ao registro histórico das produções que ajudaram a construir a identidade da TV brasileira.

Mas, para saber mais sobre outras histórias do mundo dos famosos, clique aqui*.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.