Fechamento de 7 fábricas, demissão de 1,8 mil e venda por mixaria: Heineken dá adeus em país com 3 viradas
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Sete fábricas da Heineken são vendidas por uma mixaria, além de ter cerca de 1,8 mil funcionários na rua em país ; Entenda o que aconteceu e saiba tudo sobre essas viradas
Uma coisa é certa, se tem uma coisa que ficou mais que comprovada nos últimos anos é que nem mesmo as mesmas empresas consolidadas e renomadas a nível mundial estão imunes a possíveis reviravoltas que podem ocorrer em seus negócios.
Um exemplo marcante ocorreu com a Heineken, gigante do setor de bebidas, que encerrou suas operações na Rússia em agosto de 2023.
A decisão, resultado de um processo complexo, culminou na venda de suas operações por uma mixaria e ainda por cima o fechamento de 7 fábricas, o qual culminou na demissão de 1,8 mil funcionários.
Sendo assim, a partir de informações coletadas no portal Pipeline, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes sobre tal situação e seus impactos.
Bye, bye Rússia
A Heineken transferiu suas operações russas, incluindo 7 cervejarias e 1.800 funcionários, para a Arnest Group em agosto de 2023, após 18 meses de negociações.
- Apesar do valor irrisório da transação, em torno de 1 euro, o grupo holandês enfrentará uma baixa contábil de 300 milhões de euros.
- Porém, a Heineken não licenciou suas marcas internacionais, como Heineken e Amstel, para a nova proprietária russa.
No entanto, para garantir a continuidade das operações, foi firmado um contrato de licenciamento de três anos para algumas marcas regionais menores , como:
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- As austríacas Gösser;
- Edelweiss;
- Além da tcheca Krusovice.
Além disso, ficou acordado que o Grupo Arnest assumisse um empréstimo de 100 milhões de euros vinculado à unidade russa, mas, mesmo assim, o montante reforçaria o caráter simbólico da venda.
Situação de conflito
A Heineken deixou a Rússia, refletindo as dificuldades de empresas ocidentais em se desfazer de ativos no país, especialmente após o decreto russo de nacionalização.
Tanto que, em julho de 2023, o governo russo já havia assumido o controle das operações de gigantes como Danone e Carlsberg.
Dolf van den Brink, diretor-presidente da Heineken, destacou os desafios enfrentados no processo:
"Agora completamos nossa saída da Rússia." Os acontecimentos recentes mostram os desafios importantes que grandes indústrias têm enfrentado para deixar a Rússia.
Ainda que tenha levado muito mais tempo que o esperado, essa transação garante o sustento dos nossos funcionários e nos permite sair do país de forma responsável."
A Heineken anunciou sua intenção de abandonar o mercado russo em março de 2022, logo após o início do conflito na Ucrânia.
Na ocasião, a empresa declarou estar "chocada e profundamente triste" com a invasão. Em seguida, suspendeu as vendas locais, que eram amplamente apoiadas pela marca Amstel.
Impactos ao redor do mundo
É importante ressaltar que esses acontecimentos não impactaram as operações da Heineken em outros mercados, incluindo o Brasil, onde a marca segue como uma das líderes no setor de cervejas.
A estratégia da empresa manteve-se sólida e direcionada ao crescimento em outros países, com foco em inovação e expansão de portfólio.
Considerações finais:
Em suma, a Heineken vendeu suas operações na Rússia por 1 euro. A invasão da Ucrânia e as sanções internacionais levaram à tomada dessa decisão.
A venda incluiu 7 fábricas e a demissão de cerca de 1.800 funcionários, os quais passaram a ser da nova detentora dos ativos.
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