R$176,8bi na mesa: A compra colossal da Magazine Luiza de 3 gigantes do varejo para superar Casas Bahia
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Magalu fez aquisições de gigantes fazendo a varejista superar até nomes renomados do setor como a Casas Bahia e outras; Descubra quais são elas
Talvez você não faça nem ideia, mas desde o início do ano de 2020, a Magazine Luíza, carinhosamente chamada de Magalu, já comprou mais de 20 empresas. De acordo com o portal Exame, somente em agosto do ano de 2019, a gigante varejista anunciou quatro grandes aquisições.
Vale destacar que todas elas fazem parte de um plano maior: criar um ecossistema de negócios no estilo superapp. Ou seja, praticamente a estratégia da todo-poderosa Amazon, fazendo com que a mesma possa superar até mesmo a Casas Bahia, uma das maiores do mesmo segmento.
Em dez anos, a companhia fundada pelos tios de Luiza Helena Trajano saltou de 20.000 investidores, logo que abriu o capital, para mais de 550.000 acionistas. Além disso, o valor de mercado cresceu 50 vezes e, atualmente, já supera os 150 bilhões de reais.
Outro indicativo dos acertos do Magalu é que as vendas nos canais digitais representam 70% da receita (que somavam os 12,5 bilhões de reais no ano de 2021).
Sendo assim e baseados em informações expostas pelo Exame, separamos 3 dessas grandes aquisições que fizeram a varejista chegar a patamares altíssimos.
Setembro de 2020 - AiQFome
Em 3 de setembro de 2020, a startup paranaense AiQFome foi integrada ao Magalu para disputar o segmento de delivery de comida, assim como iFood e Rappi.
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Novamente, essa aquisição foi pensada para aumentar o poder do superaplicativo, também se associando à carteira digital da companhia, batizada MagaluPay. Mesmo antes da negociação, a plataforma movimentava 700 milhões de reais a cada ano.
Dezembro de 2020 - Fintech Hub
Antes do fim de 2020, mais precisamente no dia 21 de dezembro de 2020, a Magalu comprou a fintech Hub, fundada por Carlos Wizard em 2012.
Segundo o portal Exame, o principal objetivo foi integrar novas funcionalidades ao superapp, como: depósitos, transferências, pagamentos, saques, além de serviços como recargas de celular e vale-transporte.
Foram desembolsados 290 milhões de reais para concluir essa negociação, que já incluía 4 milhões de contas digitais.
Julho de 2021- Kabum!
Por fim, em meados do dia 25 de julho de 2021, a Magalu (que, até então, tinha feito 19 aquisições em 17 meses) anunciou a maior negociação desde a sua criação. Isso porque ela pagou 3,5 bilhões de reais pelo Kabum!, plataforma de comércio eletrônico de produtos de tecnologia.
Dias após ela ainda anunciou a compra da Sode, especializada em entregas super-rápidas, realizadas em somente uma hora, e que já prestava serviços ao Magalu.
Vale destacar que, conforme o portal Elas que lucrem, no mesmo dia do anúncio da compra da Kabum, a empresa ganhou R$ 16,5 bilhões em valor de mercado e, segundo um levantamento da Economatica, ela passou de uma avaliação de R$ 159,8 bilhões em 30 de junho daquele mesmo ano, para R$ 176,8 bilhões na mesa.
Com isso, a empresa se tornou a segunda companhia que mais cresceu em valor mercadológico na quinzena, atrás do BTG Pactual.
AiQFome é o aplicativo de delivery comprado pela Magazine Luiza (Foto: Reprodução/ Internet)
Hub Fintech foi comprada em 2020 pela Magalu (Foto: Reprodução/ Internet)
Magalu e KaBuM! uniram forças em 2021 (Foto Reprodução/ Internet)
Qual a origem da Magalu?
A história da Magazine Luiza (Magalu) teve início em 1957, quando Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato adquiriram uma pequena loja de presentes, em Franca, no interior de São Paulo.
De acordo com a própria empresa, ao escolher um nome para a loja foi criado um concurso em uma rádio local, em que os clientes poderiam dar sugestões. Como a fundadora Luiza Donato se destacava nas vendas e era muito popular na cidade, o estabelecimento ganhou o seu nome.
Durante a trajetória da companhia houve orientação por ciclos de desenvolvimento. O primeiro começou com Luiza Helena Trajano, sobrinha dos fundadores, que assumiu a liderança da organização em 1991. Além dos próximos ciclos, que aconteceram sob os comandos de Marcelo Silva e, desde 2016, de Frederico Trajano.
Vale destacar que o Magazine Luiza já passou pelos ciclos de expansão pelo interior do país, o de entrada no mercado de São Paulo, o de consolidação como grande rede de comércio varejista do Brasil, o ciclo de busca por abrangência regional por meio de aquisições e o ciclo da transformação digital.