Vício fatal: Qual protagonista de A Grande Família morreu aos 70 anos?

Estrela de A Grande Família morreu após se afundar em vício (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/Globo)
Do ápice ao isolamento: Relembre a trajetória marcante de uma relevante protagonista da série ‘A Grande Família’, da Globo, e sua batalha longe dos refletores
Ao longo da história da TV brasileira, milhares de estrelas brilharam com intensidade máxima, deixando marcas profundas na cultura popular, ainda mais em séries consagradas como “A Grande Família”, da Globo.
Porém, os bastidores da fama nem sempre refletem o glamour exibido nas telas. Um dos casos mais emblemáticos e tocantes desse contraste entre o sucesso estrondoso e o declínio pessoal é o da atriz Djenane Machado.
Responsável por dar vida à primeira versão de uma das personagens mais queridas do subúrbio carioca na ficção, a Bebel da série, ainda nos anos 70.
De acordo com o portal Wiki, após experimentar o ápice do reconhecimento nacional, sua trajetória também foi marcada por batalhas intensas contra um vício fatal, culminando em um afastamento precoce dos estúdios de gravação e em uma despedida discreta do grande público.

Uma ascensão meteórica na Globo
Nascida em berço de ouro para o mundo do entretenimento, Djenane carregava o DNA do espetáculo. Ela era filha de Carlos Machado, lendário produtor cultural conhecido historicamente como o “Rei da Noite” carioca.
Essa proximidade com a arte moldou uma sensibilidade artística visceral, fazendo com que sua estreia nas telas ocorresse já no final da década de 1960.
Sua rápida evolução na televisão levou-a a colaborar com os maiores autores da época, transitando com extrema facilidade entre o drama denso e o humor popular.
Entre suas participações mais marcantes, destacam-se:
- Véu de Noiva (1969): Obra fundamental de Janete Clair que modernizou o formato das novelas brasileiras;
- O Cafona (1971): Trama de Dias Gomes em que Djenane interpretou a marcante Lucinha Esparadrapo, personagem que se tornou um verdadeiro ícone da estética hippie daquele período;
- Estúpido Cupido (1976): Um retorno triunfante na pele da rebelde Glorinha, papel escrito sob medida pelo autor Mário Prata e que desafiava os padrões conservadores da época.
O fenômeno “A Grande Família”
Mas foi no ano de 1973 que Djenane Machado alcançou o ponto mais alto de sua projeção nacional.
Ao ser escalada para interpretar a mimada e carismática Bebel na primeira versão do seriado “A Grande Família”, a atriz conquistou os lares brasileiros.
A dinâmica suburbana da família Silva virou um fenômeno instantâneo de audiência, impulsionada pela atuação vibrante da jovem artista.
Porém, o peso do sucesso estrondoso começou a cobrar o seu preço nos bastidores.
Problemas relacionados à pontualidade e ausências frequentes nas sessões de gravação passaram a desgastar severamente a relação da atriz com a equipe de produção da emissora.
Diante dos impasses crônicos, Djenane acabou não retornando para a segunda temporada do seriado, sendo substituída na época por Maria Cristina Nunes.
O desligamento gerou um hiato de dois anos sem convites na televisão, fazendo com que ela buscasse abrigo no cinema nacional, destacando-se em produções da pornochanchada e em obras densas, como a adaptação de “Ópera do Malandro”, dirigida por Ruy Guerra.

Uma luta contra o vício
O encerramento definitivo de sua carreira artística em meados dos anos 1980, após passagens por novelas da TV Manchete como “Tudo em Cima” e “Novo Amor”, não foi motivado pela escassez de talento, mas sim por uma necessidade urgente de saúde.
Djenane enfrentava uma longa e dolorosa batalha contra a dependência química, vício que envolveu o uso abusivo de álcool e anfetaminas.
As crises decorrentes da dependência minaram progressivamente suas chances de continuidade nos grandes veículos de comunicação.
Ao se afastar voluntariamente dos estúdios, a ex-estrela buscou refúgio na escrita de poesias e em tratamentos terapêuticos.
Seus últimos anos de vida foram vividos de maneira extremamente simples e reservada em um apartamento no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Longe de qualquer badalação social ou assédio da imprensa, ela contava com o suporte diário de uma cuidadora e de seus familiares próximos.
Quando Djenane Machado morreu?
Em março de 2022, aos 70 anos, Djenane Machado faleceu.
Embora a causa exata de sua morte tenha sido preservada pela família, sem divulgação de boletins médicos detalhados na ocasião, a notícia de sua partida chocou milhares de telespectadores e fãs.
Apesar das sombras provocadas pelas crises de saúde em sua vida pessoal, o legado artístico de Djenane permanece intacto na história da cultura nacional.
Suas atuações autênticas, sua veia cômica natural e a capacidade de dar voz aos anseios da juventude dos anos 70 continuam servindo de referência para a comédia e para o audiovisual brasileiro, provando que a luz de seu talento sobrevive ao tempo.
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