Adeus, idas ao cartório: Justiça confirma substituto de serviço essencial em 2026

Justiça reconhece em 2026 o substituto de serviço essencial e acaba com a dependência do cartório; Veja os detalhes

02/02/2026 19:15

3 min

Cartório (Reprodução: Internet)
Cartório (Reprodução: Internet)
Continua depois da publicidade

Justiça reconhece em 2026 o substituto de serviço essencial e acaba com a dependência do cartório

A Justiça brasileira confirmou em 2026 um avanço relevante na desburocratização dos atos judiciais e administrativos. O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a procuração assinada pelo portal Gov.br possui validade jurídica plena.

Continua depois da publicidade

Assim, o documento dispensa o reconhecimento de firma em cartório. A decisão não extingue os cartórios, mas elimina a exigência presencial para esse serviço específico.

Blog post image
Cartório - Foto: Internet

O entendimento reforçou a adaptação do Judiciário ao ambiente digital e ampliou o acesso à Justiça em todo o país.

Continua depois da publicidade

A decisão partiu da ministra Daniela Teixeira, que anulou uma ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo. O TJ havia impedido o andamento de um processo devido à assinatura digital. Segundo a relatora, a legislação atual reconhece a validade das assinaturas eletrônicas avançadas.

Portanto, o Judiciário não pode criar exigências adicionais sem base legal. Além disso, a ministra afirmou que o poder geral de cautela não autoriza barreiras ao direito de ação.

Continua depois da publicidade

Por que essa mudança aconteceu?

O caso envolveu uma consumidora que moveu ação contra o Banco Bradesco e empresas de recuperação de crédito. A autora apresentou procuração assinada digitalmente pelo Gov.br. Mesmo assim, o juízo de primeira instância exigiu firma reconhecida em cartório.

Leia também

O magistrado justificou a exigência como forma de combater a chamada litigância predatória. Diante da recusa em apresentar novo documento, o juízo extinguiu o processo sem analisar o mérito.

Continua depois da publicidade

Ao examinar o recurso, a ministra Daniela Teixeira criticou a postura adotada na origem. Segundo ela, classificar uma procuração digital válida como cortina de fumaça representa excesso de formalismo.

Além disso, a decisão destacou que a Lei 14.063 de 2020 e o Código de Processo Civil garantem validade plena às assinaturas eletrônicas. Portanto, exigir ratificação presencial sem apontar vício concreto viola o acesso à Justiça.

Continua depois da publicidade

A relatora explicou que o portal Gov.br utiliza tecnologia capaz de assegurar autenticidade e integridade dos documentos. Assim, o sistema dispensa qualquer intervenção cartorária nesse tipo de ato. Ainda que o combate a abusos processuais seja necessário, a ministra alertou para limites claros.

Segundo o entendimento, o Judiciário não pode ignorar a legislação federal nem impor exigências desproporcionais aos cidadãos.

Fim da dependência do cartório

Além disso, a decisão determinou o retorno do processo à primeira instância. O juízo deverá dar prosseguimento normal à ação. Caso exista discussão sobre gratuidade de Justiça, o magistrado deverá permitir o recolhimento das custas.

Portanto, a Corte afastou a extinção automática do processo por formalidades consideradas ilegais. O entendimento fortaleceu a segurança jurídica no uso de ferramentas digitais.

  • A procuração assinada pelo Gov.br possui validade jurídica plena.
  • O reconhecimento de firma em cartório não se aplica a esse serviço.
  • O Judiciário não pode criar exigências sem previsão legal.
  • O combate à litigância predatória não justifica formalismo excessivo.

Por fim, a decisão do STJ sinalizou uma mudança clara de postura institucional. O tribunal deixou evidente que a tecnologia deve servir ao direito. Portanto, o uso de plataformas digitais não pode se transformar em obstáculo processual.

Em 2026, o Judiciário confirmou que a inovação jurídica avança, sem eliminar cartórios, mas redefinindo exigências que já perderam sentido prático.

Quer receber avisos de notícias no seu dispositivo? Ative as notificações do TV Foco.

Continua depois da publicidade

Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu