Cabelo fica mais liso sem progressiva com truque simples que você pode fazer em casa sem precisar ir ao salão
Uma mistura com maizena voltou a chamar atenção nas redes sociais entre pessoas que desejam deixar o cabelo mais alinhado sem recorrer imediatamente à progressiva. A receita caseira ganhou espaço justamente pela promessa de reduzir frizz, volume e aparência ondulada.
Entretanto, apesar da popularidade, especialistas fazem uma distinção importante. O amido de milho pode participar de cuidados cosméticos, mas não possui capacidade comprovada para alterar a estrutura interna do cabelo e produzir um alisamento semelhante ao químico.
Mistura viral ganhou espaço nas redes sociais
A receita com maizena circula há anos em vídeos e publicações sobre cuidados caseiros. Além disso, diferentes versões combinam o amido de milho com ingredientes como leite, óleos vegetais ou máscaras hidratantes.

Na prática, essas misturas são apresentadas como alternativas econômicas para quem busca um cabelo mais disciplinado. Porém, o resultado esperado precisa ser interpretado com cautela, porque alinhamento visual não significa alisamento permanente.
Segundo o cabeleireiro Rodrigo Cintra, o amido de milho não consegue penetrar no córtex para modificar as estruturas responsáveis pelo formato dos fios. Por isso, a substância não reproduz o mecanismo de um alisante químico.
Ainda assim, uma aplicação pode deixar o cabelo com aparência temporariamente mais organizada. Isso ocorre principalmente pela sensação de maciez e pelo controle visual do frizz, e não por uma mudança definitiva da fibra.
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O que realmente acontece com os fios
Para compreender a diferença, é necessário separar tratamento cosmético de alisamento. Produtos destinados a alisar modificam a estrutura química capilar e alteram o formato dos fios após o enxágue.
Por outro lado, a maizena não integra a lista de ativos alisantes regulamentados pela Anvisa. Portanto, não existe comprovação de que uma mistura doméstica consiga substituir uma progressiva ou outro procedimento profissional.
Além disso, a busca por um cabelo liso não elimina os cuidados necessários antes de qualquer procedimento. A própria Anvisa alerta que produtos alisantes irregulares podem provocar queimaduras, quebra e queda dos fios.
Cuidado com promessas de efeito permanente
Outro ponto importante envolve as receitas encontradas nas redes sociais. Embora muitas publicações chamem a técnica de “progressiva natural”, essa denominação pode criar uma expectativa que o ingrediente não consegue cumprir.
A Anvisa explica que somente produtos regularizados podem ser utilizados como alisantes. Além disso, a agência mantém uma lista de produtos autorizados para essa finalidade.

Por isso, quem deseja modificar permanentemente a textura do cabelo deve procurar orientação profissional. O diagnóstico também ajuda a identificar possíveis danos anteriores e escolher procedimentos compatíveis com a fibra.
Assim, a maizena pode aparecer em rotinas de hidratação ou cuidados cosméticos, mas não deve ser apresentada como substituta comprovada da progressiva. Para quem busca apenas fios mais alinhados, o efeito visual pode ser interessante, porém tende a ser temporário.
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Autor(a):
Wellington Silva
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