Amor de Mãe vira aposta da Globo com elenco de ouro e investimento de milhões
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Adriana Esteves está no elenco de Amor de Mãe e interpreta Thelma, uma das protagonistas da novela das nove da Globo (Foto: Globo/João Cotta)
Amor de Mãe estreia no horário das nove como uma das grandes apostas da Globo, que escalou elenco de peso e fez grande investimento
Nova novela das nove, Amor de Mãe é uma aposta alta da Globo, que escalou um elenco de ouro. A trama de Manuela Dias ainda utilizará o novo complexo de estúdios, um mega investimento da emissora que custou mais de R$ 200 milhões.
O elenco do folhetim das 21h traz nomes de peso, como Adriana Esteves, Taís Araújo, Regina Casé, Murilo Benício, Vladimir Brichta, Vera Holtz, entre outros. A Globo vai apostar em nomes que estiveram no elenco de Avenida Brasil (2012), atualmente reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. Além de Adriana, Murilo e Vera, também estão presentes Isis Valverde e Juliano Cazarré.
A aposta no elenco é alta, tanto que a autora Manuela Dias e o diretor artístico José Luiz Villamarim convenceram Regina Casé a voltar às novelas após 18 anos para viver a sofredora Lurdes. A atriz contou que recusou até um novo programa na Globo para voltar a atuar.
Alto investimento
Amor de Mãe é a primeira novela gravada nos novos estúdios da Globo, inaugurado em agosto deste ano. Em uma área construída de 26 mil m², as novas instalações são uma comunhão do que há de melhor na indústria audiovisual e soluções inovadoras no mercado mundial. O redesenho de processos de gestão e produção, aliados aos novos padrões de tecnologia, pretendem trazer maior flexibilidade para a produção de conteúdo do canal.
Um dos principais benefícios do projeto é o desenvolvimento de um novo conceito de produção de dramaturgia, ampliando os recursos artísticos para a criação, direção e fotografia das novelas da Globo. Com cenários fixos, os módulos de gravação têm sets cenográficos integrados, imprimindo maior realidade para as produções. O espaço possibilita, por exemplo, que uma cena tenha continuidade em uma área externa de 4.000 metros quadrados. Ou, ainda, uma gravação contínua a partir de dois fossos cênicos – solução trazida de teatros internacionais – para dentro dos ambientes. Os estúdios ainda contam com portas de 8X6m, um padrão muito superior ao que existe atualmente no país, que exigiram o desenvolvimento de uma solução de blindagem acústica inédita no mercado.
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Vladimir Brichta vive Davi em Amor de Mãe (Foto: Globo/João Cotta)
Os estúdios são dotados de equipamentos wireless, eliminando os cabos de câmeras e microfones, o que garante maior mobilidade nas gravações, além de um set mais limpo. De olho no futuro, os três novos estúdios nasceram habilitados para os formatos 4K e 4K HDR – que oferece quatro vezes mais resolução do que o Full HD aliado às qualidades do High Dynamic Range, que com maior variação da latitude de cores traz imagens mais vivas e melhores níveis de contraste. Além da percepção de qualidade e da experiência mais imersiva, a produção em altíssima resolução facilita o trabalho de pós-produção.
A cidade cenográfica
É a primeira vez que uma cidade cenográfica construída nos estúdios da Globo é cortada por um viaduto. Local fictício da novela Amor de Mãe, o Bairro do Passeio, onde boa parte da trama se desenrola, foi inspirado em São Cristóvão, bairro do Rio de Janeiro, que abriga de fábricas têxteis a restaurantes tradicionais, passando ainda por uma feira de cultura nordestina e a Linha Vermelha, que atravessa o lugar e deu novos contornos ao espaço quando foi construída. “É o viaduto que determina o traçado da cidade cenográfica de nove mil metros que construímos nos estúdios da Globo. Eu e minha equipe fizemos várias visitas e levantamentos em São Cristóvão e, apesar de se tratar de um bairro fictício, reproduzimos algumas construções do lugar”, conta Alexandre Gomes, que assina a cenografia da novela.
“O mais marcante que destaco no trabalho que estamos fazendo no MG4 é que o cenário fixo permite que não tenhamos o desgaste de montagem e desmontagem diariamente. E, claro, nos dá a possibilidade de usar na cenografia materiais reais, como os pisos, as cerâmicas”, explica Gomes.