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Aos 42 anos, Pitty expõe grave preconceito e faz desabafo sobre carreira: “Não tinha opção”

Pitty (Foto: Reprodução/Instagram)

Pitty causou polêmica ao expôr o início de sua carreira publicamente.

Uma das maiores representantes do rock nacional, Pitty deu uma entrevista exclusiva para à revista Quem na qual abordou diferentes assuntos. Um deles acabou sendo a carreira musical. Nascida e criada em Salvador, na Bahia, a artista confessou que teve que se impor para conseguir fazer sucesso em um meio onde só impera o ritmo do axé. A famosa teve que ir contra a corrente do seu povo.

“Eu não tinha outra opção, aquele era o meu lugar. Sabe quando você enxerga a luz da sua alma? O desafio para mim era quebrar os paradigmas, preconceitos, era abrir um viés novo. Era mostrar que é possível se arriscar em lugares ditos não possíveis. Não sei se foi um ato de coragem, mas de sobrevivência”, disparou Pitty em sua conversa. Além disso, ela acabou tocando no viés do feminismo e nos rótulos.

“As pessoas precisam de rótulos para se sentirem seguras. Não é para mim. Elas precisam de um lugar para se localizar. Eu que não posso me deixar aprisionar por eles. Sinto um pouco de pesar, porque quando a gente fica preso em um estereotipo de alguém, a gente deixa de ver a amplitude dessa pessoa. É um pouco triste, mas o que eu posso fazer? Continuar vivendo e sendo”, disparou Pitty.

Em meio as inúmeras polêmicas políticas, Pitty mandou um importante recado: “Estamos em um momento que a cultura está virando uma coisa supérflua, mas é ela que dá material para a gente se fortalecer enquanto sociedade. Temos que ir aos eventos locais, da nossa cidade, do nosso bairro. Tudo o que tiver de artístico para vermos e nos inspirarmos. Para a gente continuar vendo a importância e a beleza da cultura. Senão vamos virar só robôs, máquinas de trabalho”.

A cantora Pitty (Foto: Reprodução)
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