Aos 95 anos, morre Herbert Lom, astro de “Pantera Cor-de-Rosa”

O astro do cinema Herbert Lom, mais conhecido como o lunático inspetor-chefe Charles Dreyfus nas comédias "Pantera Cor-de-Rosa", morreu aos 95 anos, de acordo com a mídia britânica. O agente do ator nascido na República Tcheca não pôde imediatamente confirmar…

28/09/2012 07:00

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O astro do cinema Herbert Lom, mais conhecido como o lunático inspetor-chefe Charles Dreyfus nas comédias “Pantera Cor-de-Rosa”, morreu aos 95 anos, de acordo com a mídia britânica.

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O agente do ator nascido na República Tcheca não pôde imediatamente confirmar os relatos de que Lom morreu tranquilamente durante o sono nesta quinta-feira. A mídia não especificou onde ele morreu, mas o ator morava em Londres.

Nascido em uma família aristocrática pobre em Praga, em 1917, ele encurtou seu nome complicado para Lom e apareceu em vários filmes feitos localmente até emigrar para a Grã-Bretanha antes da 2a Segunda Guerra Mundial e fixar residência no país.

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Lá, ele construiu uma carreira que abrangeu mais de 100 filmes e incluiu uma boa parcela de vilões.

“Aos olhos dos ingleses, todos os estrangeiros são sinistros”, teria dito ele, resignadamente, em 1991.

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Lom interpretou Napoleão Bonaparte duas vezes, incluindo em “Guerra e Paz”, de 1956, ao lado de Henry Fonda e Audrey Hepburn, e o rei de Sião na primeira produção londrina do musical “O Rei e Eu”, em 1953.

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Dois anos mais tarde, ele colaborou com Peter Sellers na comédia de humor negro “Matadores de Velhinhas”, e eles trabalhariam juntos novamente em 1960 e 1970 na série “Pantera Cor-de-Rosa”.

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Nela, Lom era o cada vez mais enlouquecido Dreyfus, ao lado do desafortunado inspetor Clouseau, e o sucesso de seu personagem se deveu muito às improvisações próprias de Lom.

Em uma entrevista para o jornal The Independent, em 2004, Lom lembrou que foi ele quem inventou o tique nervoso de Dreyfus, que se tornou sua marca registrada.

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“Eu comecei a piscar de nervosismo, e não conseguia parar”, disse ele. “Não estava no roteiro, mas (o diretor) Blake Edwards adorou. Mas se tornou um problema. Fiz esses filmes por 20 anos, e depois de 10 anos, eles ficaram sem bons roteiros.”

“Eles costumavam dizer: ”Herbert, pisca aqui, pisca. E eu disse, ”Eu não vou piscar. Você escreva uma boa cena e eu não vou ter de piscar.”

Ele também escreveu dois romances, “Enter a Spy”, publicado em 1971, e “Dr. Guilhotina”, em 1993.

Reportagem de Mike Collett-White com editação do Portal Terra.

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Aloizio Júnior ingressou na faculdade de Direito, mas é encantado por Medicina e hoje em dia é um vestibulando. Falar sobre TV sempre foi um hobby e faz isso desde 2008. Atento sobre todas as novidades no mundo da TV, entrou para a equipe do TV Foco em agosto de 2012.