Assaí, Atacadão e mais abalados: Fim de serviço de empresa alimentícia nº1 faz donas de casa perderem o chão
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Empresa alimentícia vista como nº1 das donas de casa acabou tendo seus serviços encerrados após venda à rival do mesmo setor e deixou mercados como Assaí e Atacadão no chão com notícia
Ao longo de todos esses anos, a indústria alimentícia e empresas do segmento desempenham um papel crucial para a sobrevivência humana, isso sem falar nas mudanças de mercado que (de certa forma) proporcionam melhorias no mesmo.
Fora isso, elas também são cruciais para viabilizar o nosso acesso aos mais variados produtos que vai desde a escolha nos supermercados até chegar na nossa mesa. Agora, o que muitas donas de casa nem imaginam, são as histórias e desfechos surpreendentes envolvendo essas mesmas gigante, fazendo qualquer um perder o chão ...
Inclusive iremos relembrar neste domingo o desfecho de uma das empresas mais importantes desse setor, que mesmo após encerrar seus serviços ainda tem presença e impacta os principais mercados como Assaí e Atacadão.
Trata-se da histórica Ceval Alimentos, fundada ainda em 1974 cuja propriedade pertencia a família Hering, nome bem comum pra quem conhece o setor têxtil.
Uma empresa de destaque
De acordo com o portal Origem das Marcas, aproximadamente 20 anos depois da sua fundação, em 1992, a empresa ultrapassava a marca do bilhão de dólares em faturamento, número esse que poucas corporações brasileiras atingiam na época.
A própria Hering Têxtil, berço do grupo, tendo então já completados 100 anos, mantinha-se na casa dos 300 milhões de dólares.
Leia também
Durante os dezenove anos em que manteve célere o ritmo de crescimento, a Ceval não conseguiu imprimir em suas unidades uma personalidade única, mas esse "problema" era mascarado pela agilidade com que ia ao mercado adquirir frigoríficos, abatedouros, armazéns e indústrias.
Localizada no município de Gaspar, a poucos quilômetros da sede do grupo Hering, em Blumenau, Santa Catarina, a empresa viu nesse período, sua capacidade de produção multiplicar-se dezenas de vezes graças a uma série de aquisições, construções e ampliações.
Seara, a sua até então marca de alimentos industrializados, em apenas quatro anos, saiu do oitavo para o terceiro lugar do mercado, com 8% das vendas (dados do início de 1993), atrás apenas da Sadia e da Perdigão.
Emplacar uma nova marca de alimentos nunca foi fácil, mas a Ceval conseguiu agir rápido com a Seara.
O primeiro frigorífico foi arrematado pelo grupo nos anos 80 e logo se tratou de encorpar a produção. Em apenas dois anos, de 1988 a 1989, a Ceval incorporou meia dúzia de frigoríficos, como o La Villette, de São Paulo, e a avicultura Contibrasil, do Paraná.
Começando a desacelerar ...
Porém a voracidade pela qual a Ceval se apresentou ao mercado, no entanto, deu uma abaixada. Em 1992, a empresa fez uma pausa para respirar e arrumar a casa.
Passou a suspender os investimentos e vulto. Internamente, uma reforma administrativa cortou dezessete cargos de direção e eliminou as diretorias adjuntas, deu mais poder aos gerentes e reduziu de 13.000 para 11.000 funcionários o quadro de pessoal.
Promoveu também o Programa de Qualidade Total e as 16 filiais estaduais ganharam mais autonomia para conceder descontos e prazos de pagamento de entrega de produtos.
Vale destacar que na época, a Ceval também detinha outras marcas como o óleo de cozinha Soya, as margarinas Bonna, All Day e entre outras.
Venda à Bunge
Porém, de acordo com o portal Folha de. S. Paulo, no ano de 1997 a Ceval foi vendida para a multinacional Bunge, uma de suas maiores rivais da época, pela qual foi "engolida", ou seja, integrada à marca no ano de 1998
A venda ocorreu pelas mãos do grupo Hering, que possuía 79,5% do capital votante da companhia e 39,2% do capital total, vende a Ceval, a maior esmagadora brasileira de soja, para o grupo Bunge e a queridinha marca Seara foi junto.
O faturamento da Ceval em 1996 foi de 1,8 bilhão de dólares e essa venda girou entre 550 e 700 milhões de dólares, conforme exposto pelo Origem das Marcas.
Vale mencionar que a compra da Ceval Alimentos pelo grupo argentino Bunge foi confirmado com a grande expectativa de crescimento anunciada em vários relatórios de analistas de investimentos na época.
Vale destacar que não foram encontradas manifestações da Ceval sobre a sua venda à Bunge.
A Ceval era dona da marca Seara, cuja qual foi comprada na década de 80 (Foto Reprodução/Montagem/Memória da publicidade/Youtube)
Bunge (Foto Reprodução/Internet)
Linha Soya pertence a Bunge (Foto Reprodução/Mundo das Marcas)
Quem é dono da Seara e a Soya hoje, marcas queridinhas do Atacadão e Assaí?
Após todos esses desdobramentos, uma notícia acabou deixando o setor no chão, ainda mais mercados que costumam ter as principais marcas da citada marca em suas gôndolas e geladeiras.
A marca Soya permanece sendo parte do portfólio da gigante Bunge até hoje e é considerada uma das mais confiáveis linhas de óleos de girassol e variaveis.
Já a Seara foi revendida novamente ao Grupo Marfrig em 2009, ficou no controle da mesma até meados de 2013 e depois foi comprada pela JBS por R$ 5.5 bilhões naquele mesmo ano.
Vale destacar que, apesar de ter sido repassada muitas vezes, a Seara segue sendo uma das mais fortes em frigoríficos e seus produtos possuem uma reputação inabalável,