Ator da Globo se assume gay após anos e fala abertamente sobre o assunto: “Conheci corpos gays”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Marco Pigossi se assumiu gay no ano passado
No ano passado, o ator Marco Pigossi, de 33 anos de idade, se assumiu gay de forma pública. Sendo assim, acabou se livrando do estereótipo de persona hétero, no qual foi imposto a ele.
De acordo com o próprio ator, o processo de se descobrir gay foi algo que bem complicado, afinal, foi cercado de solidão e sofrimento.
Durante uma entrevista ao jornal ‘O Globo’, Marco Pigossi afirmou que na escola e em casa, se escondia. Com os pais, o ator disse que nunca chegou a ter muita abertura para falar sobre o assunto, o que acabou lhe causando solidão nesse período.
“Eu rezava, pedia a Deus para me consertar. A homofobia é tão enraizada que, por mais que a gente assuma, ainda vai lidar com o preconceito interno. Vesti a máscara heterossexual, sempre fui observado pela beleza”, começou ele.
Continuou: “Fiz esse personagens hétero para me esconder, o que deixou minha vida mais confortável. Eu sou branco, privilegiado, classe média, filho de médicos. Imagina quem está na favela, é negro…”.
Ainda durante a entrevista, o ator revelou que sua salvação aconteceu quando começou a fazer teatro.
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“Conheci corpos gays ali. Era um alívio deixar de ser eu. O que era uma fuga, mas carregada de carga cultural, do despertar como pessoa”, disse ele.
MAIS SOBRE O ASSUNTO
Marco Pigossi também falou abertamente sobre o quão fundamental é fazer as pazes com você mesmo para conseguir se aceitar e viver tudo o que há para viver de forma natural.
“A pessoa que se aceita e está feliz com o que é, conhece uma força enorme. Se sente com poder para ocupar espaços. E o encontro com a comunidade é uma corrente bonita, a gente se sente fortalecido”, começou o ator.
E continuou: “Porque, no fundo, o que a gente mais quer é pertencer. Como homossexual, sentia que não pertencia a nenhum grupo. Todos os corpos passam por isso. E quando passam a pertencer… é do car@lh*”.