Ator brasileiro, de 34 anos, revela viver com HIV e como recebeu diagnóstico de doença: “Mexeu comigo”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Ator expõe momento em que descobriu que tinha HIV
Evandro Manchini, ator de 34 anos de idade, foi diagnosticado com HIV em 2015 e hoje em dia, busca levar informação e fazer reflexões sobre suas vivências nas redes sociais.
Em vídeos em seu perfil oficial no Instagram, o ator faz depoimentos e escreve alguns textos para humanizar e acabar com esse preconceito com as pessoas que vivem com a doença.
Inclusive, para quem não sabe, segundo um levantamento do Ministério da Saúde, de 2007 a 2021, foram notificados 381.793 casos de HIV no país, sendo 69,8% em homens e 30,2% em mulheres.
E com seu jeito ‘jovem’, Evandro Manchini acredita que ao falar abertamente sobre o tema, encorajou outras pessoas a fazerem o mesmo e pessoas que achavam o assunto um ‘tabu’, entenderem mais sobre o assunto.
Evandro Manchini (Foto: Reprodução/ Internet)
Leia também
MAIS SOBRE O ASSUNTO
Em uma entrevista à ‘CNN Brasil’, o ator abriu o jogo e comentou sobre como recebeu o diagnóstico de HIV.
“Quando recebi o diagnóstico, em 2015, tinha muitos preconceitos e pouca informação. Lembro que o que mais mexeu comigo naquele momento não foi a possibilidade da morte física – mesmo com a minha desinformação eu tinha noção que o tratamento estava avançado, mas sim, a morte ‘civil’, como tão brilhante definiu Herbet Daniel”, começou ele.
E continuou: “Eu entendi rapidamente o tamanho dos estigmas e dos preconceitos, e a necessidade de que eu me reinventasse”.
Além disso, o ator Evandro Manchini ainda comentou que sempre teve apoio de sua família e amigos e que isso foi algo essencial em sua vida.
“O acesso à informação de qualidade, o fato de ter ficado com a carga viral indetectável e o privilégio de ter uma rede de apoio fenomenal, incluindo o suporte familiar e de amigos, e um acompanhamento médico humanizado, foram fundamentais para que eu conseguisse elaborar tudo com mais leveza”, começou ele.
E continuou: “A arte, a psicanálise e a prática do budismo – cada um deles à sua maneira – também me fortaleceram bastante neste processo”.