Atriz da Globo diz que foi rejeitada para personagens por ser considerada “trágica”

[caption id="attachment_441815" align="aligncenter" width="620"] Aracy Balabanian em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews (Foto: Globo/João Miguel Júnior)[/caption] Com mais de 50 anos de profissão, consagrada por papéis dramáticos e cômicos, como a Cassandra, de ‘Sai de Baixo’ e a…

01/06/2016 17:38

3 min

Aracy Balabanian em entrevista ao programa Ofício em Cena, na GloboNews (Foto: Globo/João Miguel Júnior)
Aracy Balabanian em entrevista ao programa Ofício em Cena, na Gl...
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Aracy Balabanian em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Aracy Balabanian em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews
(Foto: Globo/João Miguel Júnior)

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Com mais de 50 anos de profissão, consagrada por papéis dramáticos e cômicos, como a Cassandra, de ‘Sai de Baixo’ e a Dona Armênia, de ‘Rainha da Sucata’, entre muitos outros, Aracy Balabanian revela que sempre tem a sensação de que não vai alcançar a plenitude com o próximo trabalho. “Sempre que começo a ler um novo texto, vejo ali uma pessoa que ainda não tem vida. É sempre um ser novo que eu vou conhecer e vou dar vida. E não sei se dessa vez vou conseguir”, revela. E essa incerteza é o que a motiva nos novos desafios. “Acho que isso é o que me mantém viva, com vontade de aprender. É a curiosidade, o desassossego de fazer melhor. Porque eu não tenho nunca a certeza de que vou fazer o melhor”, conta a experiente atriz.

Sobre o sucesso como Dona Armênia, em ‘Rainha da Sucata’, Aracy Balabanian contou em entrevista ao programa "Ofício em Cena", que o sotaque inconfundível veio de suas memórias de infância, quando ela via o esforço dos pais, armênios, para tentar aprender a falar português. “Lembro muito dos meus pais convivendo com os amigos, tentando falar português e mal conseguindo porque é uma língua muito diferente; não é uma língua latina, tem um alfabeto próprio e não tem referência nenhuma com outras línguas. Eu sabia que eles trocavam o feminino com o masculino e se atrapalhavam com o tempo dos verbos”, exemplifica a atriz. Ela lembra, ainda, que começou a perceber o sucesso da personagem ainda no estúdio, já que os funcionários da limpeza e da técnica se divertiam nas gravações. E o sotaque passou a fazer parte da personagem a ponto de o autor Silvio de Abreu incluí-lo nos textos quando escrevia os roteiros.

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Aracy lembra ainda que esse personagem foi libertador, pois abriu para ela um novo universo de personagens cômicos. “Eu era a dramática, a trágica, chamada pelo Sabato Magaldi de “a trágica brasileira”. Então ninguém ousaria me dar uma comédia, uma coisa mais leve para fazer”, conta. E foi o autor Silvio de Abreu quem acreditou no seu potencial. “Ninguém sabia que eu era engraçada. Você até acha que pode fazer, mas o tempo vai passando e só dão um tipo de papel pra você fazer, o que te deixa até na dúvida se você vai conseguir fazer outra coisa”, reflete a atriz.

Depois de ‘Rainha da Sucata’, Aracy fez alguns papéis muito engraçados, como a Cassandra de ‘Sai de Baixo’. E ela lembra como foi: “Todo o elenco tinha um tipo de humor que eu não sabia fazer e eu, que tenho o riso frouxo, morria de rir com as improvisações deles”, diverte-se.

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Formado em jornalismo, foi um dos principais jornalistas do TV Foco, no qual permaneci por longos anos cobrindo celebridades, TV, análises e tudo que rola no mundo da TV. Amo me apaixonar e acompanhar tudo que rola dentro e fora da telinha e levar ao público tudo em detalhes com bastante credibilidade e forte apuração jornalística.