Morta aos 68 anos, atriz da Globo lidou com ausência de famosos no velório

Morte de atriz revelou um doloroso isolamento na despedida; Entenda o motivo do afastamento dos famosos no velório e trajetória na Globo.

10/07/2026 05:00

4 min

Maria Zilda, Elizângela e Miguel Magno em cena da novela "A Lua Me Disse"(Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
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O triste fim de grande atriz da Globo e o motivo real do sumiço dos famosos no momento de despedida

A Globo, emissora que consolidou trajetórias de décadas de inúmeros nome s do meio artístico, principalmente de atores, testemunhou, em novembro de 2023, o capítulo final de uma atriz inesquecível.

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Trata-se de Elizângela, que, embora tenha marcado gerações com seu talento e versatilidade por cerca de cinco décadas, viveu um isolamento simbólico em sua despedida, trazendo à tona um debate necessário sobre a volatilidade das relações no mundo da fama e o peso do julgamento público em um ambiente cada vez mais polarizado.

Elizângela foi uma das grandes atrizes do canal da família Marinho, mas, após se recusar a tomar a vacina contra o coronavírus, ela foi impedida de atuar nas novelas da casa (Foto: Reprodução / TV Globo)
Elizângela (Foto: Reprodução / TV Globo)

Um nome de peso

De acordo com o portal G1, Elizângela do Amaral Vergueiro não foi apenas uma atriz de papéis secundários ; ela foi um verdadeiro pilar da história da teledramaturgia nacional.

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Iniciando sua carreira aos tenros 7 anos de idade na extinta TV Excelsior, ela cresceu diante dos olhos do telespectador, consolidando-se como um dos rostos mais familiares e versáteis da televisão brasileira.

Sua capacidade de transitar entre o drama e a comédia com naturalidade fez dela uma peça fundamental no tabuleiro de diversas emissoras ao longo de meio século.

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Em 1966, fez sua estreia na Globo atuando no programa infantil Capitão Furacão, como assistente de Pietro Mario.

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Elizângela morreu aos 68 anos de idade (Foto: Reprodução / TV Globo)

Em 1971, deu vida à personagem Dalva no sucesso “O Cafona”, marcando sua entrada definitiva no gênero das novelas.

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Em 1985, brilhou no papel de Marilda em Roque Santeiro, uma criação especial do autor Dias Gomes que ficou gravada na memória nacional.

Já em 2008, em “A Favorita”, interpretou Cilene, a cafetina que se tornou peça-chave da trama central de João Emanuel Carneiro.

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Mais recentemente, em 2017, emocionou o país como Aurora, a sofrida e emblemática mãe da protagonista Bibi Perigosa (Juliana Paes), em A Força do Querer.

Por fim, o último trabalho da atriz Elizângela foi no longa-metragem póstumo Oficina do Diabo”, lançado em 2024, no qual interpretou a personagem Maria.

Já na televisão, sua última participação em novelas foi em “A Dona do Pedaço”, exibida pela Globo em 2019.

Como foi a despedida de Elizângela?

Conforme mencionamos, o seu falecimento ocorreu no dia 3 de novembro de 2023, aos 68 anos, após uma parada cardiorrespiratória em Guapimirim, no Rio de Janeiro.

Porém, a ausência expressiva de figuras públicas e colegas de elenco no velório da atriz, realizado em 4 de novembro de 2023, chamou profundamente a atenção do público.

Esse distanciamento foi atribuído à sua militância política declarada nos últimos anos de vida.

Elizângela tornou-se uma figura polarizadora ao expressar opiniões contundentes e críticas severas à vacinação contra a Covid-19.

Em um ambiente em que o pertencimento político muitas vezes dita a validade das relações sociais, suas posições, consideradas radicais por grande parte da classe artística, funcionaram como um elemento de afastamento.

A atriz já havia sido internada anteriormente, em 2022, e, mesmo diante de sequelas graves da doença, ela manteve seu posicionamento insistente contra a obrigatoriedade da vacina.

Esse cenário gerou amplo repúdio no meio artístico.

Ao cruzar a linha entre a esfera artística e o ativismo político de oposição aos consensos da categoria, ela sofreu um ostracismo simbólico antes mesmo de sua morte.

É importante notar, contudo, que o silêncio da classe não foi absoluto. Gestos pontuais, como a coroa de flores enviada pela Globo, indicaram uma tentativa institucional de separar a “cidadã-ativista” da “artista-mestra” que dedicou décadas à televisão.

Para a filha da atriz, Marcelle, o apoio veio de amigos próximos e de uma legião de fãs anônimos que, independentemente da ideologia, reconheceram seu legado.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.