Banco Central informa clientes: Quais são os dois bancos que faliram no Brasil?

2 bancos foram extintos após falência e intervenção do Banco Central (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/BC)
Dois grandes bancos entraram em falência após intervenção do Banco Central; Entenda as regras do BC e como funciona o FGC para 2026
Embora o sistema bancário brasileiro seja conhecido por sua robustez, nenhum mercado está totalmente imune a tempestades financeiras. Inclusive, quando o Banco Central intervém em uma instituição, o objetivo principal é proteger o ecossistema econômico, evitando que um desequilíbrio local se transforme em um efeito dominó.
Tanto é que, nos últimos meses, o Brasil passou a acompanhar o caso do Will Bank e do Banco Master, o que passou a gerar um cenário de incertezas.
No entanto, além desses dois, em meados de 2023, o Banco Central chegou a informar, por meio do seu portal oficial, outros dois bancos que caíram na falência no Brasil.
Sendo assim, com base em informações do Banco Central e nos próprios portais envolvendo ambas as financeiras, detalhamos os episódios que sacudiram o mercado recentemente:
- Por que o Banco Central intervém?
- O caso BRK Financeira;
- A queda da Portocred;
- O papel da FGC;
- Guia de sobrevivência.

Por que o Banco Central intervém?
A intervenção do Banco Central não acontece do dia para a noite. Ela é o resultado de um monitoramento rigoroso que identifica quando uma instituição financeira não possui mais patrimônio suficiente para honrar seus compromissos ou quando há violações graves nas normas de risco.
Casos como os do Conglomerado Master e da Will Financeira, por exemplo, frequentemente entram no radar devido a episódios de insolvência que geram instabilidade.
Mesmo porque, quando o BC percebe que o desequilíbrio é incurável, ele afasta os controladores para evitar que o prejuízo aos clientes aumente.
O caso BRK Financeira:
Conforme citamos, a BRK Financeira viveu seu momento crítico em 2023, culminando na decretação de sua autofalência em março de 2024.
O caso foi emblemático por gerar um dos maiores acionamentos da história do FGC.
Enquanto o Banco Central apontava a falta de ativos para cobrir as dívidas, a defesa da BRK alegava que a intervenção foi precipitada, interrompendo negociações de aportes estrangeiros que poderiam salvar a operação.
Além disso, a alta da taxa Selic foi citada pela gestão como um fator que gerou uma crise de liquidez passageira, mas letal para a instituição.

Veja toda a situação da instituição aqui*.
A queda da Portocred:
Praticamente ao mesmo tempo que a BRK, a Portocred S.A., focada em crédito para pessoas físicas, também teve suas atividades encerradas pela autoridade monetária.
O BC justificou a liquidação devido a violações graves nas normas de exposição de risco.
Por outro lado, a diretoria da Portocred rebateu as acusações, afirmando que o rigor do Banco Central ao reclassificar devedores transformou créditos recuperáveis em prejuízos contábeis imediatos.

Para os gestores, a parada forçada destruiu ativos que ainda tinham valor de mercado.
Veja toda a situação da instituição aqui*.
Papel decisivo do FGC
A boa notícia para o investidor é que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) oferece uma rede de segurança.
Em casos de quebra de bancos ou financeiras, o fundo devolve valores depositados em conta corrente, poupança e investimentos como CDB, LCI e LCA até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição.
Esse processo é fundamental para manter a confiança do público, garantindo que pequenos e médios poupadores não percam tudo o que construíram em caso de uma liquidação forçada.
O que fazer caso o meu banco entre em falência?
Se o seu banco teve a falência decretada, mantenha a calma e siga este roteiro prático:
- Acesse o app do FGC: Faça a solicitação do ressarcimento de forma digital para agilizar o recebimento;
- Mude sua conta salário: Comunique o RH da sua empresa imediatamente para que o próximo pagamento não caia na conta bloqueada;
- Dívidas não somem: Se você deve ao banco, as parcelas continuarão vencendo. O liquidante informará novos canais para quitação; não deixe de pagar para evitar juros;
- Cartões bloqueados: Guarde os cartões da instituição, pois eles deixam de funcionar instantaneamente após a publicação no Diário Oficial;
- Monitore editais: Acompanhe os comunicados oficiais do liquidante para saber a previsão de pagamentos que superem o teto do FGC.
Mas, para outras regras do BC, clique aqui*.
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