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Em batalha nos tribunais contra a Igreja Universal, Band afirma que abriu mão de R$ 222 milhões de reais

Band tem batalha nos tribunais cnntra a Igreja Universal exposta
Band tem batalha nos tribunais cnntra a Igreja Universal exposta (Montagem)

Band afirma que abriu mão de 50% do que a Igreja Universal devia ao Grupo

Um novo capítulo da batalha judicial entre a Band e a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo Bispo Edir Macedo, vem à tona com um outro valor exposto muito maior do que o noticiado anteriormente.

A Band alega que a Igreja Universal tem uma dívida com eles de R$ 222,3 milhões de reais. O valor absurdo se refere a 22 horas de programação comprada pela igreja que foi transmitida pela Rede 21, canal UHF com abrangência na Grande São Paulo, pertencente ao Grupo Bandeirantes.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a Band teria aceitado receber um valor reduzido, durante um período de 19 meses, mas mesmo com a ‘facilidade’ de pagamento das prestações devidas, a Igreja Universal não teria cumprido o acordo e prejudicado o bom relacionamento entre o Grupo Bandeirantes e a instituição religiosa locatária de horário.

Durante nove anos, a Band e a Igreja Universal tiveram uma boa relação comercial, juntos eles dividiam a cessão e concessão da Rede 21, desde 2013. No entanto, o site Notícias da TV, que teve acesso com exclusividade aos autos processuais, trouxe informações mais amplas do impasse entre a Band e a Igreja de Edir Macedo.

A Band afirma no processo que aceitou em duas ocasiões receber o montante da Igreja Universal com facilidade de pagamentos e redução em até 50% do valor estipulado anteriormente em contrato firmado. Entre abril de 2020 e novembro de 2021, a Band ofereceu a facilidade que não foi cumprida.

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Grupo Band processa Igreja Universal
Grupo Band processa Igreja Universal (Montagem/ Reprodução)

Mesmo com redução de 50% devido ao período de pandemia da Covid-19, em contrato, a Band propôs que as parcelas voltassem a normalidade assim que as vacinações avançassem no país. A Band afirma que cada parcela chegava a R$ 5 milhões ao mês, mas a Igreja Universal fala de parcelas no valor de R$ 11,7 milhões.

No entanto a redução das parcelas começou em abril de 2020 devido ao fechamento das igrejas por conta da pandemia, reduzindo a arrecadação da igreja para sanar seus compromissos e foi prontamente entendido pela Band. A partir de julho do ano passado, conforme a pandemia estava ficando mais estabilizada e os cultos religiosos puderam ser retomados, foi solicitado que a igreja cumprisse o valor integral mensal.

SEM CRISE PARA A IGREJA

Acontece que a Band foi atrás e apurou por conta própria no mercado que a Igreja Universal não diminuiu seus pagamentos à Record, por exemplo, desembolsando até R$ 400 milhões por compras de horário nas madrugadas. Ao que tudo indica, parece que não houve crise para a Igreja e a Record não deixou de receber os valores de forma integral durante a pandemia.

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Sem receber os pagamentos em sua totalidade, nem os acordos, a Rede 21 do Grupo Bandeirantes alega nos autos processuais que teve reflexo por conta da inadimplência da Igreja Universal. “[A Rede 21] teve de adaptar aos desafios e compromissos financeiros que deixou de cumprir sem receber o valor devido”, diz trecho do processo que o site Notícias da TV  teve acesso.

A Rede 21 se viu obrigada a reduzir o salário de seus funcionários durante a pandemia e teve que brecar os investimentos de modernização da emissora ou expansão do seu sinal. O Grupo Bandeirantes ainda afirma que a Igreja Universal é uma boa pagadora, mas que quer reduzir ainda mais o valor combinado sem qualquer motivo mais específico, por conta disso, o processo segue em aberto e sem decisão até o momento.

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