Falência batendo à porta: Rede tradicional de farmácias se afunda e está prestes a fechar

Com 67 anos de história, a rede gaúcha de farmácia enfrenta dívida de R$ 100M e pede recuperação judicial para fugir da falência.

06/11/2025 06:30

4 min

Falência de farmácias choca milhares (Foto: Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)
Falência de farmácias choca milhares (Foto: Reprodução/Montagem/...
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Com 67 anos de história, a rede gaúcha de farmácia enfrenta dívida de R$ 100M e pede recuperação judicial para fugir da falência

As farmácias, no geral, cumprem um papel essencial no cotidiano brasileiro . Mais do que estabelecimentos comerciais, elas são parte fundamental da rede de saúde e acolhimento da população, especialmente em cidades menores, onde o acesso a hospitais e serviços médicos é limitado.

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Inclusive, com o passar das décadas, muitas se consolidaram como verdadeiras instituições locais.

No entanto, tradição nem sempre é sinônimo de estabilidade, e uma das redes mais antigas do Rio Grande do Sul é exemplo, uma vez que enfrenta agora o momento mais crítico.

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Trata-se da Maxxi Econômica, fundada há 67 anos em Canoas, que entrou oficialmente com pedido de recuperação judicial, em um movimento que antecede uma possível quebra.

De acordo com o portal Diário do Comércio, o grupo, que já chegou a operar 200 lojas e empregar 1,5 mil pessoas, reduziu drasticamente seu porte nos últimos anos.

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Hoje, mantém 60 unidades e 620 funcionários, tentando reverter um colapso financeiro que ameaça sua continuidade, com uma possível falência batendo à porta.

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Da expansão ao endividamento

Fundada ainda na década de 50, a Maxxi Econômica cresceu acompanhando o desenvolvimento urbano e o aumento do consumo farmacêutico no Rio Grande do Sul.

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Ao longo das décadas seguintes, a empresa:

  • Conquistou espaço em cidades médias e pequenas;
  • Foi reconhecida pela oferta de medicamentos a preços acessíveis;
  • E tinha preferência pelo atendimento personalizado.

No entanto, o cenário começou a se deteriorar somente nos últimos anos, quando a rede passou a enfrentar:

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  • Elevação dos custos operacionais;
  • Aumento do endividamento bancário;
  • Queda no poder de compra dos consumidores.

A pandemia de Covid-19, que provocou fechamento de lojas e redução da circulação de clientes, intensificou as dificuldades.

Em 2024, a situação financeira se agravou de forma drástica após a enchente histórica que atingiu o Rio Grande do Sul.

De acordo com a própria empresa, 20 unidades foram diretamente afetadas, comprometendo estoques, estrutura física e receitas.

Dívida bilionária e colapso operacional

O processo de recuperação judicial, protocolado neste ano de 2025, revelou um passivo total de R$ 71,5 milhões, composto majoritariamente por dívidas com:

  • Bancos;
  • Fornecedores;
  • Ex-funcionários.

Quando incluídas as obrigações tributárias e débitos com cooperativas farmacêuticas, o montante ultrapassa R$ 100 milhões.

Com a falta de liquidez e a pressão dos credores, a Maxxi Econômica optou pela reestruturação judicial, considerada a última tentativa de evitar a falência.

O plano apresentado à Justiça prevê:

  • Negociações diretas com credores;
  • Substituição de dívidas mais caras por financiamentos de longo prazo;
  • Se necessário, a venda de ativos estratégicos para preservar o funcionamento das lojas ainda abertas.

A defesa da empresa:

Em nota oficial, a rede afirmou que o pedido de recuperação visa “preservar empregos, reorganizar passivos e assegurar a continuidade da prestação de serviços essenciais de saúde à população gaúcha”.

A empresa destacou ainda o impacto das crises externas sobre o setor e reforçou que não há planos imediatos de fechamento total das unidades, embora admita dificuldades severas de caixa.

Até o momento, não há novas declarações extras por parte dos responsáveis, além da nota encaminhada à imprensa.

Porém, se assim desejar, o espaço segue em aberto para dar mais detalhes e estimativas.

Quais serão as consequências se a Maxxi Econômica não resistir?

A possível falência da Maxxi Econômica representa uma ameaça não apenas aos seus empregados, mas também a comunidades inteiras que dependem de suas lojas para acesso a medicamentos básicos.

A situação também reflete os desafios do varejo farmacêutico regional, pressionado pela concentração de mercado nas grandes redes nacionais e pelos custos crescentes do crédito e da logística.

No entanto, o seu desfecho dependerá agora da aprovação judicial do plano de recuperação e da capacidade de manter o equilíbrio entre a sobrevivência financeira e a manutenção de um serviço essencial.

Mas, para saber sobre mais casos sobre outras falências, clique aqui*.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.