Celebridades

Boris Casoy relembra deficiência na infância e apoio ao golpe de 64

Boris no programa da RedeTV!. Foto – reprodução.

Em entrevista ao Sensacional, programa de Daniela Albuquerque na RedeTV!, o jornalista Boris Casoy relembrou sua infância e comentou uma antiga deficiência que o traumatizou.

“Eu e minha irmã gêmea tivemos uma infância diferente das outras crianças porque tivemos paralisia infantil. Não havia vacina ainda. Minha perna direita praticamente era morta, não tinha firmeza nos músculos, dobrava. Colocava-se um aparelho com duas hastes metálicas que prendiam em uma bota e você ficava de pé naquela estrutura. Era quase um saci”, contou o jornalista.

Ele revela que só melhorou desse problema aos 9 anos, quando foi operado nos EUA, e acrescenta uma mágoa: “O que me doía era a piedade: ‘Coitado, é paralítico’, diziam. Isso é de uma crueldade… tem que levantar essas pessoas, estimular”.

Ele ainda comentou as consequências do trauma: “Virei um menino revoltado em casa, desaforento, uma coisa animalesca”.

Ele também comentou sua participação política quando ainda era jovem: “Eu ajudei a fazer 1964. Era estudante, tinha 23 anos, a gente viu um perigo do Brasil se transformar em um país comunista. Em 1968 comecei a divergir do que chamava de revolução. A gente começou a ver que a volta à democracia não acontecia e tomou conhecimento da tortura, que não estava no nosso horizonte”.

Por fim, ele comentou o que o motivou a deixar a Band, sua última emissora: “Não aguentava mais a madrugada. Estava me matando, mexendo com minha saúde, minha cabeça. Você não dorme nem come na hora certa”.

BORIS x GARIS:

No fim de 2009, no Jornal da Band, o jornalista Boris Casoy teceu um comentário que, segundo ele, foi mal interpretado pelo público.

“Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”, disse Boris no jornal em 31/12/2009. Uma falha técnica no áudio foi a responsável pelo vazamento da frase.

A frase do âncora se referia aos garis José Domingos de Melo e Francisco Gabriel de Lima que apareceram em uma vinheta desejando feliz Natal.

No dia seguinte ao ocorrido, Casoy se desculpou durante o jornal que apresentava: “Ontem, durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band”.

Casoy indenizou o gari José Domingos de Melo, que o processou em 2010 por se sentir ofendido após o comentário. O apresentador acaba de pagar o valor de R$ 60 mil a ele.

O depósito foi realizado em 28 de agosto. José Domingos foi representado na Justiça pelos advogados da Femaco, federação que protege os garis do Estado de São Paulo, de acordo com o UOL.

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Sobre o autor

João Almeida

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