Bradesco confirma fechamento de 342 agências, gera impacto direto nos correntistas e chama atenção do Banco Central
O Bradesco acabou o primeiro semestre de 2025 com a marca de 342 agências fechadas, segundo o próprio banco. Essa mudança impactou diretamente a rede física de atendimento e alterou profundamente a experiência dos clientes. O numero grande de encerramentos reflete uma estratégia agressiva que reduziu o número total de agências para cerca de 1.930, segundo balanços oficiais.
Segundo o banco, a decisão se baseou não apenas em critérios operacionais e econômicos, mas também na visão de que o digital substitui o físico, mesmo em regiões onde o acesso à internet segue limitado.

No ritmo acelerado dessa limpeza hierárquica da rede, o Bradesco optou por fechar sobretudo unidades de porte médio e pequenos correspondentes de bairro. Ele desligou muitas filiais consideradas “não estratégicas”, concentrou o atendimento nos centros urbanos e empurrou os clientes para o autoatendimento digital e redes de correspondente.
Contudo, a retirada física de agências não se limitou às capitais ou grandes centros. O banco fechou 16 unidade apenas no Maranhão antes de junho, em cidades do interior como Duque Bacelar, Icatu e Matinha.
Essas operações reduziram drasticamente o acesso bancário presencial em regiões onde o Bradesco era o único operador. Mesmo com lucro recorde de R$ 19,6 bilhões em 2024, a instituição manteve o fechamento de agências como parte da “otimização de rede”.
A pressão também recaiu sobre o banco quanto ao emprego. No primeiro trimestre de 2025, ele demitiu 657 funcionários, totalizando 2.269 cortes em 12 meses, acompanhados da desativação das agências, 891 postos avançados e 81 unidades de negócios.
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Por que o Bradesco fechou essas agências?
O Bradesco defende sua transformação digital com força. Alegou que apenas 2% das transações ocorrem de forma presencial, justificando a transferência de atendimento aos aplicativos, ao Pix ou aos correspondentes.
Além disso, ele alega que a segmentação de clientes (Massificado, Prime, Principal e Private) gera “oportunidades internas”, com a criação de até 3.800 novas vagas fora dos balcões das agências.
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Autor(a):
Wellington Silva
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