Brasileiros com 50 podem passar a ter benefícios de idosos com novo projeto: Entenda

Grupo de brasileiros podem ser considerados idosos aos 50 anos caso proposta avance no Senado, com direitos previstos na legislação Brasileiros com deficiência podem ser considerados idosos aos 50 anos caso o PL 401/2019 seja aprovado pelo Senado. A proposta…

Benefícios garantidos para milhares de brasileiros (Foto: Divulgação)

Grupo de brasileiros podem ser considerados idosos aos 50 anos caso proposta avance no Senado, com direitos previstos na legislação

Brasileiros com deficiência podem ser considerados idosos aos 50 anos caso o PL 401/2019 seja aprovado pelo Senado. A proposta pretende mudar uma regra do Estatuto da Pessoa Idosa e criar um critério específico para esse grupo.

Atualmente, a legislação brasileira considera idosa a pessoa que tem 60 anos ou mais. Entretanto, o projeto estabelece uma exceção para pessoas com deficiência, levando em conta os impactos que determinadas condições podem provocar ao longo da vida.

Projeto altera regra do Estatuto da Pessoa Idosa

Primeiramente, o texto em discussão no Congresso prevê que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos de idade. A mudança, contudo, não significaria uma alteração geral na idade considerada para todos os brasileiros.

Além disso, a proposta permite que esse limite seja ainda menor em determinadas situações. Para isso, seria necessária uma avaliação biopsicossocial multidisciplinar, capaz de analisar as características e necessidades específicas de cada pessoa.

De acordo com o Senado Federal, o PL 401/2019 acrescenta dois parágrafos ao artigo 1º da Lei nº 10.741, de 2003, conhecida como Estatuto do Idoso. O texto estabelece justamente a possibilidade de enquadramento da pessoa com deficiência como idosa a partir dos 50 anos.

Por que a idade poderia ser reduzida para pessoas com deficiência?

Nesse sentido, a justificativa do projeto considera que pessoas com deficiência podem enfrentar um processo de envelhecimento diferente daquele observado na população em geral. Dependendo da condição, os efeitos físicos e sociais podem aparecer mais cedo.

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Além disso, a proposta considera situações em que a expectativa de vida pode ser menor. Por isso, os autores defendem que a legislação também leve em consideração as particularidades desse grupo.

Segundo informações divulgadas pela Agência Senado, o autor da proposta é o então deputado federal Eduardo Barbosa. O parlamentar argumentou que pessoas com deficiência continuam sujeitas ao envelhecimento precoce, mesmo diante do aumento da expectativa de vida observado na população.

Reconhecimento aos 50 anos não será automático

Por outro lado, completar 50 anos não faria com que toda pessoa com deficiência fosse automaticamente enquadrada como idosa. O projeto prevê uma análise individual para determinar a aplicação do critério.

Assim, a avaliação poderá considerar aspectos médicos, psicológicos e sociais relacionados à deficiência. Dessa forma, a proposta busca evitar que uma idade fixa seja utilizada sem observar as condições específicas de cada indivíduo.

Ainda conforme o texto disponível no Senado, o limite de 50 anos poderá ser reduzido depois de uma avaliação da deficiência. Portanto, a própria proposta abre espaço para que pessoas que apresentem necessidades relacionadas ao envelhecimento precoce recebam proteção ainda antes dessa idade.

Quais direitos poderiam ser alcançados com a mudança?

Caso a proposta seja aprovada e posteriormente entre em vigor, as pessoas enquadradas na nova regra poderão ter acesso às garantias destinadas à população idosa previstas na legislação.

Entre essas medidas estão mecanismos de proteção social, atendimento prioritário e políticas públicas específicas. A aplicação prática, porém, dependerá da regulamentação e da forma como a nova regra será incorporada ao ordenamento jurídico.

Além disso, a mudança pretende ampliar a proteção de pessoas com deficiência que chegam à maturidade enfrentando necessidades diferentes das observadas entre outros grupos da população.

Por isso, a proposta não trata simplesmente de antecipar uma idade. Na prática, o objetivo é reconhecer que o envelhecimento pode acontecer de maneiras diferentes, especialmente entre pessoas que convivem com determinadas deficiências.

Em que etapa está o projeto que pode mudar a idade dos idosos?

Enquanto isso, o PL 401/2019 ainda não virou lei. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e também recebeu pareceres favoráveis em comissões do Senado Federal.

Agora, o texto está pronto para ser analisado pelo Plenário do Senado. A página oficial da matéria informa que a proposta segue em tramitação e está localizada no Plenário da Casa.

Além disso, a Agência Senado informou que o projeto estava entre as propostas que poderiam ser apreciadas pelos senadores, justamente por tratar da possibilidade de considerar pessoas com deficiência como idosas a partir dos 50 anos.

Portanto, a regra atual continua valendo. Ou seja, pessoas com deficiência ainda não são consideradas idosas automaticamente aos 50 anos apenas por causa do projeto. A mudança depende da conclusão da tramitação e das demais etapas necessárias para que uma nova legislação entre em vigor.

Quando brasileiros com deficiência poderão ser considerados idosos aos 50 anos?

Por fim, a mudança ainda depende da aprovação do Senado Federal e das etapas seguintes do processo legislativo. Até que isso aconteça, permanece válida a regra atual de que a pessoa idosa é aquela com 60 anos ou mais.

Caso o projeto avance, pessoas com deficiência poderão ter um critério diferenciado, com possibilidade de reconhecimento a partir dos 50 anos e até mesmo em idade inferior, mediante avaliação biopsicossocial.

De acordo com o Senado Federal, o PL 401/2019 permanece em tramitação e aguarda deliberação do Plenário.

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