Entenda o que aconteceu com os grandes nomes do humor da Globo e os bastidores reais que afastaram o quarteto dos domingos
A trajetória da série “Os Trapalhões”, um dos maiores fenômenos da televisão brasileira , tem um cantinho cativo no coração de milhares de telespectadores.
Durante 18 anos, o grupo atrapalhado formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias animou os brasileiros.
A jornada na Globo começou em março de 1977, reforçando um sucesso absoluto que já vinha desde a findada TV Tupi.
No entanto, ela carrega, inevitavelmente, o peso da saudade.
Isso porque, infelizmente, muitas das estrelas que integraram e orbitaram o quarteto de apoio na Globo já nos deixaram.
Entre as causas, temos o agravamento de doenças como o câncer, complicações cardíacas e até mesmo Alzheimer.
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Sendo assim, com base em informações do portal Gazeta, trazemos mais detalhes sobre a partida de quatro figuras fundamentais e o legado deixado.

Roberto Guilherme (O sargento Pincel):
O ator foi um icônico ator, dublador e humorista brasileiro, imortalizado pelo personagem Sargento Pincel no programa Os Trapalhões.
O artista, cujo nome de batismo era Edward Guilherme Nunes da Silva, faleceu em 10 de novembro de 2022, aos 84 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer.
Trajetória:
- A parceria com Renato Aragão começou ainda em 1963 na TV Excelsior e durou décadas, estendendo-se por programas como “A Turma do Didi” e “Aventuras do Didi”;
- Antes da fama na TV, ele seguiu carreira no Exército Brasileiro e tornou-se sargento paraquedista. Inclusive, essa vivência real serviu de inspiração direta para o seu personagem mais famoso;
- Uma curiosidade interessante é que, segundo informações da CNN, na juventude, ele jogou como ponta-esquerda na categoria de base do Vasco da Gama e defendeu a Seleção Brasileira Militar de Futebol.

Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias):
Mauro Faccio Gonçalves, o nosso eterno e inesquecível Zacarias, foi um dos maiores humoristas e atores do Brasil.
O artista faleceu em 18 de março de 1990, aos 56 anos, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência respiratória decorrente de uma infecção pulmonar.
Trajetória:
- Começou a carreira nos anos 50 na Rádio Cultura de Sete Lagoas (sua cidade natal), como sonoplasta e depois locutor;
- Estreou na televisão na década de 60 na TV Itacolomi, em Belo Horizonte, criando diversos personagens de sucesso;
- Entrou para o grupo em 1974, ainda na TV Tupi, completando a formação clássica e mais bem-sucedida do quarteto;
- Protagonizou, ao lado do grupo, dezenas de filmes que bateram recordes históricos de bilheteria no Brasil.

Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum):
Antônio Carlos Bernardes Gomes, eternizado pelo personagem Mussum, foi um brilhante humorista, ator, músico e compositor brasileiro, considerado um dos pilares do quarteto Os Trapalhões.
O artista faleceu em 29 de julho de 1994, aos 53 anos, em São Paulo, devido a complicações após um transplante de coração.
Trajetória:
- Antes da comédia, ele chegou a ser membro fundador e vocalista do renomado grupo de samba Os Originais do Samba, em que tocava reco-reco;
- Foi convencido por Chico Anysio a ingressar na comédia televisiva no final dos anos 60;
- Entrou para o grupo em 1972, ainda na TV Tupi, consolidando uma química perfeita e revolucionária com Didi, Dedé e Zacarias;
- Sua vida era profundamente ligada à escola de samba Estação Primeira de Mangueira, onde era figura ilustre e respeitada.

Carlos Kurt (O Alemão):
Carlos Kurt, nome artístico de José Carlos Kunstat, foi o principal “vilão” recorrente de Os Trapalhões, eternizado sob o apelido de Alemão.
O ator e humorista carioca faleceu em 4 de março de 2003, aos 70 anos, no Rio de Janeiro, vítima de uma parada cardíaca decorrente de complicações da doença de Alzheimer.
Trajetória:
- Antes de ser famoso, ele foi remador e trabalhou na CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro); após isso, iniciou no rádio como técnico de som;
- Graças à sua colaboração com o grupo no filme Simbad, o Marujo Trapalhão (1976), ele passou a se tornar uma figura carimbada na TV e em clássicos do cinema como O Trapalhão no Planalto dos Macacos (1976) e Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (1978);
- Outra curiosidade sobre ele é que, devido ao seu porte físico marcante, fez uma rápida e célebre aparição no filme hollywoodiano 007 Contra o Foguete da Morte (1979), gravado parcialmente no Rio de Janeiro.

Por que “Os Trapalhões” acabou?
Muitos telespectadores se perguntam até hoje o que causou o fim do quarteto mais famoso do Brasil.
A primeira e principal separação temporária aconteceu no ano de 1983.
De acordo com o portal NDTV, o racha na época ocorreu devido a sérios impasses financeiros e gerenciais no cinema.
Além disso, havia fortes divergências sobre a divisão de lucros centralizada na empresa de Renato Aragão.
Dedé, Mussum e Zacarias estavam descontentes com os percentuais e queriam gerenciar seus próprios projetos por meio de outra empresa, a Demuza.
Assim, o grupo ficou completamente separado por cerca de seis meses antes de selar a paz. Porém, o rompimento durou pouco e o quarteto anunciou o retorno triunfal no início de 1984, após intensas negociações.
Mas, o encerramento definitivo das atividades do grupo só ocorreu anos mais tarde, motivado pelas mortes de Zacarias e Mussum.
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Autor(a):
Lennita Lee
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.



