O fim discreto e triste de ex-âncora do Jornal Nacional com câncer terminal e reclusão; veja todos os detalhes na matéria a seguir

Ao longo das décadas, o Jornal Nacional consolidou-se como um dos principais pilares do jornalismo brasileiro. Assim, mais do que um simples telejornal, o Jornal Nacional apresentou rostos que se tornaram símbolos de credibilidade, integrando a rotina informativa de milhões de famílias.

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Nesse contexto, entre os profissionais que marcaram o Jornal Nacional nos anos 1980, destaca-se este âncora. O jornalista construiu uma carreira sólida na televisão, porém, o âncora viveu seus últimos anos longe dos holofotes, enfrentando problemas de saúde e dificuldades pessoais.

Com base em informações do G1 e da Wikipedia, reunimos os principais momentos de sua trajetória profissional e pessoal.

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Quem foi Berto Filho na história do jornalismo brasileiro?

Berto Filho (Foto: Divulgação)
Berto Filho (Foto: Divulgação)

Nascido como Ulisberto Lelot, Berto Filho iniciou sua carreira no jornalismo ainda na década de 1970. Pouco tempo depois, ao ingressar na Globo, ganhou espaço rapidamente, graças à voz marcante, ao tom sereno e à postura firme diante das câmeras.

Durante os anos 80, o jornalista assumiu funções de destaque. Dessa forma, passou pela bancada do Jornal Nacional, além de comandar o Jornal Hoje, o RJTV e integrar a equipe do Fantástico. Assim, tornou-se uma referência para o público e para a própria emissora.

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Por que ele deixou a Globo e se afastou da televisão?

Em 1986, Berto Filho encerrou sua primeira passagem pela Globo. Em seguida, continuou ativo no mercado e trabalhou em emissoras relevantes, como TV Rio, Rede Manchete e RedeTV!, mantendo presença constante na televisão por mais alguns anos.

Posteriormente, em 2004, retornou à Globo como locutor do Fantástico, ocupando, em determinados momentos, o espaço de Celso Freitas. Contudo, esse vínculo chegou ao fim em 2008. A partir daí, o jornalista decidiu se afastar definitivamente das telas, reduzindo gradualmente sua exposição pública.

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Como os problemas de saúde impactaram sua vida pessoal?

Com o afastamento da televisão, surgiram também graves problemas de saúde. Inicialmente, Berto Filho enfrentou um câncer no fígado. Anos depois, recebeu o diagnóstico de um câncer agressivo na garganta, condição que comprometeu sua autonomia e exigiu cuidados contínuos.

Dessa maneira, em 2015, sem plano de saúde e precisando de assistência constante, o jornalista passou a morar no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. O local acolhe profissionais da arte em situação de vulnerabilidade social ou financeira, oferecendo suporte médico e moradia.

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Como foram seus últimos anos longe da televisão?

Mesmo vivendo de forma reclusa, Berto Filho manteve uma rotina intelectual ativa. Durante o período no Retiro dos Artistas, dedicou-se à escrita de um livro, projeto citado por seu filho, Henry Lelot.

Entretanto, com o agravamento da doença, o jornalista não conseguiu finalizar a obra nem levá-la à publicação. Ainda assim, seus últimos anos foram marcados por reflexão, cuidados médicos e distanciamento da vida pública, em contraste com o passado de grande visibilidade.

Quando Berto Filho morreu e o que causou sua morte?

Berto Filho morreu em 12 de março de 2016, aos 75 anos. O câncer na garganta evoluiu de forma severa e acabou se espalhando para o cérebro, agravando rapidamente seu estado de saúde.

Naquele momento, ele estava internado no Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro. Após o falecimento, familiares realizaram o sepultamento no Cemitério do Caju.

Seu nome permanece ligado a um período marcante do telejornalismo brasileiro, lembrado pela seriedade profissional, pela voz inconfundível e pela contribuição à televisão nacional.

O que a trajetória de Berto Filho revela sobre a vida após a fama?

A história de Berto Filho mostra que a visibilidade na televisão nem sempre garante estabilidade no longo prazo. Pelo contrário, sua trajetória evidencia a fragilidade enfrentada por muitos profissionais da comunicação ao deixar os grandes veículos.

Assim, mais do que relembrar um ex-âncora, seu caso provoca reflexões importantes sobre memória, amparo institucional e dignidade para aqueles que ajudaram a construir a história da televisão brasileira.