Carrefour, Burger King e outras gigantes do varejo anunciam fechamento de lojas e saída do país em 2025 com impacto no mercado
A crise econômica que assola a Argentina nos últimos anos tem levado grandes multinacionais a reavaliar suas operações no país. A inflação galopante, a instabilidade política e a desvalorização da moeda local criaram um ambiente desafiador para os negócios.
Contudo, empresas que antes viam a Argentina como um mercado promissor agora enfrentam dificuldades que comprometem suas operações. Esse cenário tem provocado uma debandada corporativa, com pelo menos 16 multinacionais considerando encerrar atividades ou vender ativos no país.

Porém, entre os casos mais emblemáticos, destacam-se as saídas do Carrefour e do Burger King. O Carrefour, gigante francês do varejo, anunciou a venda de suas 700 lojas na Argentina, que empregam cerca de 17 mil pessoas.
No entanto, a matriz decidiu, após uma análise estratégica, concentrar esforços em mercados mais estáveis, como França, Espanha e Brasil. A empresa contratou o Deutsche Bank para assessorar a operação, que pode alcançar até US$ 2 bilhões. A previsão é concluir a venda nos primeiros meses de 2026, garantindo uma saída ordenada e sem conflitos legais com o governo argentino.
O Burger King fechou suas lojas na Argentina?
Por outro lado, o Burger King, que operava na Argentina há 36 anos, também decidiu encerrar suas atividades no país. O grupo mexicano Alsea, controlador da marca, anunciou a venda de seus 116 restaurantes, distribuídos por diversas províncias argentinas.
Porém, a decisão faz parte de uma estratégia de reestruturação regional, focando em marcas mais rentáveis, como Starbucks, que continuará a operar no país. O BBVA foi designado para buscar potenciais compradores para a operação de Burger King na Argentina.
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Esses movimentos refletem uma tendência crescente de desinvestimentos estrangeiros na Argentina. Empresas que antes viam o país como uma oportunidade de expansão agora enfrentam um ambiente econômico desafiador.
A saída dessas multinacionais também tem impactos significativos no mercado de trabalho local. Com o fechamento de lojas e unidades de produção, milhares de empregos estão sendo perdidos, afetando diretamente a economia de diversas regiões. Além disso, o fechamento de operações de grandes marcas pode reduzir a competitividade no mercado, afetando a qualidade dos serviços e produtos disponíveis para os consumidores argentinos.
Por fim, para o governo argentino, a saída dessas multinacionais representa um desafio adicional. Além de perder investimentos e empregos, o país enfrenta a necessidade de atrair novos investidores para substituir os que estão deixando o mercado. Isso exige políticas econômicas mais estáveis e previsíveis, capazes de restaurar a confiança dos investidores estrangeiros na economia argentina.
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Autor(a):
Wellington Silva
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