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Cauã Reymond diz que já fumou maconha

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Regina Rito
Rio de Janeiro

Cauã Reymond definitivamente conquistou seu espaço na TV, cinema e teatro. Atualmente, encarna o drogado Danilo de Passione, de Sílvio de Abreu, e só merece elogios. Por causa do personagem, o ator, que pesava 73 quilos, emagreceu quatro. Também deixou de frequentar a praia e até parou de surfar. Mas isso não é problema para esse taurino de 30 anos. Importante é encarar os novos trabalhos e se dedicar.

Quando convidado pelo autor da novela para fazer Danilo, não titubeou: “Adoro um desafio. Odeio coisas ‘meia bomba'”. Namorado de Grazi Massafera desde maio de 2007, já se considera casado: “Estou casadíssimo! Talvez a gente faça uma festa mais para frente”. Se o casal pensa em ter filhos? “Não deve demorar e será muito bem-vindo”, revela.

Confira a entrevista:

Quando foi convidado para fazer Passione sabia que o personagem chegaria no fundo do poço?
Sabia que ia ter problemas com dependência química, mas não como o Sílvio ia conduzir o personagem. Ele queria dar o exemplo de um cara de família de classe alta e mostrar que essa questão das drogas atinge todos os níveis sociais.

Frequentou sessões dos Narcóticos Anônimos, clínicas de recuperação e leu livros sobre drogas?
Continuo indo a reuniões dos narcóticos e a clínicas, porque sempre encontro reações diferentes. Li vários livros e gostei muito de Cristal na Veia, de Nic Sheff. Agora estou tendo auxílio de um psiquiatra, porque a Denise (Saraceni, diretora) acha bom, e também de uma preparadora de elenco para me ajudar no desenvolvimento do personagem.

Os dependentes te reconheceram?
Sim. Isso atrapalha um pouco porque, às vezes, mudam o comportamento, aumentam as coisas e acabam dificultando o processo de pesquisa. Faz parte.

Eles sabiam que fazia laboratório para a novela?
Em algumas situações, sim. Algumas vezes esclareci.

O que mais te impressionou nos dependentes?
Que as drogas atingem todo mundo e hoje em dia as pessoas têm problemas também com bulimia e outros tipos de disfunção.

Que ajuda os usuários precisam?
Uma das coisas que percebo quando leio sobre o uso de drogas é que o governo não está preparado para auxiliar famílias que enfrentam o problema e não têm condições para internar seus parentes. Acho que, em ano de eleição, é muito importante falarmos sobre isso.

A família ajuda?
A família acaba sendo a causa motor, quando a pessoa não está se sentindo incluída naquele núcleo familiar. Mais importante do que uma boa clínica é a pessoa ter vontade, querer se tratar e largar o vício.

Por que Danilo entrou nessa trip?
Ele tem um pai que sempre foi ausente, é muito rico, sempre foi o campeão e não estava acostumado a lidar com a adversidade. Mas existem pessoas que não têm apoio da família e não seguem esse caminho. Talvez o caráter ou a personalidade colaborem para isso. O Sinval (Kayky Britto), por exemplo, é irmão dele e seguiu outro caminho.

Mudou de hábitos por causa do Danilo?
Tive que fazer aulas para me aprimorar como ciclista e emagreci três ou quatro quilos. Tenho surfado menos, ido bem menos à praia. Às vezes, para aliviar a carga negativa, quando sinto que foi um dia pesado, vou direto da gravação para o cinema assistir a um bom filme ou tomo um banho de sal grosso e rezo. Acredito em uma boa reza.

Por causa do Danilo você deixou de fazer muitos comerciais?
Talvez sim. Ele não tem apelo carismático e está passando por um problema sério. Mas isso não me incomoda. Me incomodaria se não pudesse fazer bem o personagem. Danilo é um presente que ganhei do Sílvio. Está tudo certo.

Você já disse que experimentou maconha. Como fez para não virar usuário?
Fui atleta a vida inteira. Não gosto de beber e nunca circulei em grupos de pessoas que se drogavam. Mesmo quando jovem na escola, sempre fui do grupo de esportes.

Seus pais souberam?
Sabem que provei, mas conversaram comigo. Acho que em qualquer geração todo mundo teve essa experiência, né?

O que as pessoas falam quando te encontram?
Contam os problemas dos familiares e amigos. É muito legal porque todos acham bacana o fato de o Sílvio abordar esse tema na novela. De vez em quando, uma senhora fala: ‘Menino, para de usar droga’. Isso é muito gostoso.

Na trama, Danilo engravidou a Fátima (Bianca Bin) sem saber. Já passou por isso?
Não. Todas as vezes que uma namorada ficou na dúvida, eu dei apoio. O Danilo não foi bacana em ter se afastado do problema. A Fátima poderia ter morrido ao fazer o aborto.

Danilo ama Clara (Mariana Ximenes) ou é mais uma loucura da cabeça dele?
Boa pergunta! Não sei. Às vezes, acho que ama; às vezes, não.

Que fim espera para ele?
Que amadureça, volte a ter vida saudável, faça faculdade e tenha um caminho mais solar.

Você está na sua sétima novela, já fez nove filmes e duas peças de teatro. O que você curte mais?
Gosto de tudo. Acredito que nesse intercâmbio entre cinema e teatro você conhece pessoas diferentes e volta mais maduro para a televisão.

Como encara críticas?
Bem. Quando a crítica é construtiva, com uma observação que, às vezes, eu não tinha me dado conta, acho legal, porque agrega.

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Redação TV Foco