Chefão da dramaturgia semanal da Globo, Guel Arraes diz que “não se achava um bom diretor de novela”

[caption id="attachment_397408" align="aligncenter" width="640"] Guel Arraes em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews(Foto: Globo/João Miguel Júnior)[/caption] O entrevistado de Bianca Ramoneda no ‘Ofício em Cena’ desta terça-feira (03), é foi um dos mais completos e complexos que o programa…

04/11/2015 18:00

3 min

Guel Arraes em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews (Foto: Globo/João Miguel Júnior)
Guel Arraes em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews (Fot...
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Guel Arraes em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Guel Arraes em entrevista ao "Ofício em Cena", na GloboNews
(Foto: Globo/João Miguel Júnior)

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O entrevistado de Bianca Ramoneda no ‘Ofício em Cena’ desta terça-feira (03), é foi um dos mais completos e complexos que o programa já teve. Ele é autor, roteirista, produtor de cinema e TV. Mistura referências de outras artes e inventa formatos há 35 anos na televisão. “Acho que vou usar no crédito: Guel Arraes – não é ator”, brincou a apresentadora, fazendo referência ao único ofício que ele não segue na TV. “Isso me define totalmente”, disse em tom bem humorado o atual diretor de gênero de Dramaturgia Semanal da Globo, responsável por trabalhos como ‘Armação Ilimitada’, ‘TV Pirata’, ‘Comédia da Vida Privada’, ‘Retrato Falado’ e ‘Auto da Compadecida’, entre muitos outros.

Guel começou na TV dirigindo novela. A estreia foi com a primeira versão de ‘A Guerra dos Sexos’, de 1983, com Jorge Fernando. “A novela não é o melhor lugar para mim porque sou ruim de improvisar. Eu sou bom de preparar. Eu queria fazer tudo muito bem e terminava não fazendo direito”, explica. Como sempre acreditou na mídia, começou a buscar outros formatos para fazer o que sempre quis. “Uma coisa que fosse mais inquietante, que pudesse questionar o espectador, mas que também fosse economicamente viável. Tudo isso num período de abertura política, quando a TV precisava se reinventar”.

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E foi assim que Guel e seus produtos serviram de porta de entrada para a TV de várias pessoas da cena alternativa, como Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães e todos do “Asdrúbal”, Pedro Cardoso, Felipe Pinheiro, Miguel Falabella, a turma da “TV Pirata”, depois os meninos do “Casseta e Planeta”; Jorge Furtado e por aí vai. “Eu passei a fazer parte dessa turma que tentava novos formatos alternativos à novela. O que para mim foi bom porque eu também não me achava um bom diretor de novela. O trabalho só de direção às vezes tinha um lado frustrante. Fui buscar programas que eram mais baratos e que me davam mais tempo de direção”, conta Guel.

Ele ainda explica a declaração que deu em algumas entrevistas de que não gosta de dirigir. “Eu adoro dirigir, mas não gosto do set. Hitchcock falava isso. Como tinha tudo desenhado, ele costumava dizer: “o filme já está pronto, só falta filmar”. O filmar é que eu acho chatíssimo porque muitas vezes não dá para realizar tudo o que eu tinha planejado e só tem aquele dia para gravar. Então tem que abrir mão de tudo aquilo que você sonhou. Por isso o set é um momento mais de angústia do que de prazer”, explica.

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Formado em jornalismo, foi um dos principais jornalistas do TV Foco, no qual permaneci por longos anos cobrindo celebridades, TV, análises e tudo que rola no mundo da TV. Amo me apaixonar e acompanhar tudo que rola dentro e fora da telinha e levar ao público tudo em detalhes com bastante credibilidade e forte apuração jornalística.