Chocantes, cenas de violência contra Clara em O Outro Lado do Paraíso foram inspiradas em livro

[caption id="attachment_559772" align="aligncenter" width="711"] Clara (Bianca Bin) é agredida por Gael (Sérgio Guizé) em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/TV Globo)[/caption] O Outro Lado do Paraíso, atual novela das 21 da Globo, vem surpreendendo e até chocando parte do…

23/11/2017 20:08

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Clara (Bianca Bin) é agredida por Gael (Sérgio Guizé) em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Clara (Bianca Bin) é agredida por Gael (Sérgio Guizé) em O Outro...
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Clara (Bianca Bin) é agredida por Gael (Sérgio Guizé) em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Clara (Bianca Bin) é agredida por Gael (Sérgio Guizé) em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/TV Globo)

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O Outro Lado do Paraíso, atual novela das 21 da Globo, vem surpreendendo e até chocando parte do público pelas suas cenas fortes de violência contra a mocinha Clara (Bianca Bin), agredida constantemente pelo marido, Gael (Sérgio Guizé).

Esse tema, aliás, foi apontado como um dos motivos para a baixa audiência da trama até agora. Mas apesar de já vir promovendo algumas mudanças no folhetim, a Globo chegou a usar a violência ocorrida na trama para promover uma campanha. No encerramento de alguns capítulos, a emissora exibiu mensagens de incentivo para o público denunciar casos de violência contra a mulher.

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O que pouca gente sabe é que essas sequências foram inspiradas em um livro: Um Soco na Alma, de Beatriz Schwab e Wilza Meireles. A obra, que conta com análises terapêuticas e relatos de mulheres vítimas de relacionamentos abusivos, será relançada nesta quinta-feira (23).

+ O Outro Lado do Paraíso: Globo teria jogado cenas já gravadas no “lixo”

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Em entrevista ao site Metrópoles, Schwab, que também é diretora-presidente do Instituto Chamaeleon, ONG que auxilia vítimas de violência doméstica em Brasília, revela que o livro chegou às mãos de Walcyr Carrasco, autor do folhetim, quase que por acaso. “Um dos projetos do Chamaeleon, o Ler Cura, foi consagrado pelo Ministério da Cultura [MinC]. Recebemos o prêmio do Walcyr Carrasco. Ele pediu o livro porque estava escrevendo sobre o tema. Achei que não daria em nada”, declarou.

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A autora também falou sobre a rejeição do público em relação às cenas fortes de violência na novela, e admite que já esperava essa reação. “As pessoas não gostam de lidar com essa realidade. Quando eu digo que mulheres e crianças estão vulneráveis, se assustam. A violência doméstica acontece em todas as classes sociais. Não adianta botar um véu diante dos olhos”, afirmou.

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Formado em jornalismo, fui um dos principais jornalistas do TV Foco, no qual permaneci por longos anos cobrindo celebridades, TV, análises e tudo que rola no mundo da TV. Amo me apaixonar e acompanhar tudo que rola dentro e fora da telinha e levar ao público tudo em detalhes com bastante credibilidade e forte apuração jornalística.