Cobertura sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade é criticada por José Padilha

[caption id="attachment_266232" align="aligncenter" width="474"] Cineasta não está de acordo com a cobertura da morte do cinegrafista da Band[/caption] A forma como a mídia tem explorado a cobertura sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade não tem agradado a algumas pessoas…

18/02/2014 19:25

2 min

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Cineasta não está de acordo com a cobertura da morte do cinegrafista da Band

A forma como a mídia tem explorado a cobertura sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade não tem agradado a algumas pessoas do ramo. O cineasta José Padilha, diretor do filme “Tropa de Elite”, participou hoje, 18, de uma mesa-redonda com outros jornalistas para falar sobre sua nova produção, “Robocop”, e deu sua opinião sobre a morte do cinegrafista da Band.

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“Esta cobertura foi politizada de uma maneira que não reflete o bom jornalismo. Isso gerou artigos de diferentes pessoas, como Duvivier (Gregório Duvivier, humorista da Porta dos Fundos), Caetano (Veloso, cantor). As pessoas começaram a reclamar da cobertura”, disse ele.

No filme de Padilha, a crítica corporativa representada pelos comerciais no Robocop original foi substituída por um programa sensacionalista. “É difícil fazer uma sátira sobre a mídia de direita americana porque ela já é uma comédia. A gente precisa do Samuel L. Jackson para isso”, afirmou o cineasta.

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Comentando mais sobre o seu longa-metragem, José Padilha descartou a possibilidade dele dirigir uma nova sequência para o “Robocop”, já que ele não pensou em uma franquia e tampouco tinha esta pauta no seu contrato com o estúdio.

Ao lado de Joel Kinnaman (que interpreta o protagonista meio homem-meio máquina Alex Murphy) e Michael Keaton (Raymond Sellars, CEO da empresa que desenvolve Robocop), Padilha definiu o filme como essencialmente político. Ele admitiu que a proposta é difícil de ser realizada em um estúdio grande como a MGM:

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“O nosso filme é bem diferente. Temos um vilão que não é um vilão. Eu não quis fazer uma vilania caricatural. Eu queria fazer que o personagem oposto ao Robocop fosse inteligente e tivesse bons argumentos. Todos os argumentos sobre o uso de drones nas guerras são válidos. Isso já é estranho para um filme em Hollywood. Além disso, o personagem principal só aparece 11 minutos após o inicio do filme. E ainda temos um personagem que critica a mídia americana (vivido por Samuel L. Jackson)”.

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Com informações do Uol Televisão.

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