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Com a compra do Baú, Magazine Luiza retoma o 2° lugar no setor

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A rede varejista Magazine Luiza fechou acordo de compra do Baú da Felicidade, que pertence ao Grupo Silvio Santos, na ‘promoção’ de R$ 83 milhões, fora as dívidas contraídas até então pelo Baú. Assim, o Magazine ganha em troca – retoma, na verdade – o segundo lugar do varejo no País, que até então pertencia à Máquina de Vendas. 

A operação deverá ser finalizada dia 31 de julho de 2011, segundo comunicado. A rede que pertencia ao dono do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) obteve um faturamento no ano passado de R$ 415 milhões e possui 121 pontos de venda nos Estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Cada loja saiu em média por R$ 685 mil. Em nota, o Magazine Luiza informou que no pacote vieram as lojas físicas, escritórios, centros de distribuição e, ainda, sistemas de informática (hardware e software) e a propriedade da base de clientes.

Segundo o professor do Provar José Lupoli Júnior, o preço foi muito abaixo do de mercado e ainda a dona das Lojas Maia conseguiu ficar fora das dívidas do ex-dono do Baú da Felicidade. “O comunicado [do Magazine] deixa bem claro que a rede não será responsabilizada pelas dívidas que o Baú possui, mas pelos espaços físicos em que a rede está presente”, explica. Segundo Lupoli, esta foi uma atitude bem pensada da proprietária do grupo, Luiza Helena Trajano, pois até hoje ninguém sabe o montante da dívida deste grupo no mercado.

Quem concorda com Lupoli Jr. é o advogado José Del Chiaro da Rosa, do escritório Advocacia José Del Chiaro. Ele afirma que além de ser um negócio que gera a possibilidade de uma concorrência ainda maior, também é algo que dificilmente será barrado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Como isso gera uma maior competitividade no mercado, o Cade deve apoiar a iniciativa. Caso aconteça alguma sobreposição, a compra será liberada com observações ligeiras, como a mudança de algum ponto de venda”, diz. Del Chiaro ainda afirma que a compra deve fazer o Magazine Luiza economizar em sinergia e logística. “A [rede] Magazine Luiza é conhecida no sul do País e os pontos ficam próximos às Lojas do Baú, o que vai fazer com que a logística seja mais rápida e com menor custo para a empresa.”

Motivação

No comunicado enviado ao mercado, a rede varejista informa o motivo da compra: “Para a rede, a consolidação da presença nos mercados de atuação – com destaque para o fortalecimento das operações no Paraná e na região metropolitana de São Paulo, especialmente por essas lojas estarem localizadas em endereços comerciais estratégicos, com foco na classe C – é um dos pontos fortes dessa negociação.”

Com a aquisição, o Magazine Luiza acrescenta à sua área total de vendas mais 46 mil metros quadrados, equivalentes a 11% da área de vendas atual. Alguns pontos comerciais são adequados para a expansão do modelo de Loja Virtual Luiza, especialmente no Estado do Paraná. Esta é a primeira aquisição da empresa depois de sua abertura de capital, realizada no início de maio. Parte do dinheiro obtido com a venda de ações ao mercado será destinada aos projetos de expansão. A compra das Lojas do Baú é a 13ª da história do Magazine Luiza. A primeira foi realizada em 1976, com a incorporação das Lojas Mercantil. Depois veio a compra das redes Talarico, Presidente, Tamoios, Felipe, Wanel, Líder, Arno, Madol, Killar, Base, e, no ano passado, a Lojas Maia.

Concorrência

Com a aquisição da Lojas do Baú, o Magazine Luiza eleva suas expectativas de faturamento em 2011. Considerando-se os números de 2010, o faturamento da rede passaria para R$ 5,715 bilhões quando somados os R$ 415 milhões que a Lojas do Baú vendeu em 2010, aproximadamente. O montante é pouco superior aos R$ 5,7 bilhões que a Máquina de Vendas faturou no ano passado.

A fusão entre Ricardo Eletro e Insinuante deu origem à Máquina de Vendas, uma empresa com 750 lojas que fez o Magazine Luiza comer poeira ao ultrapassá-lo no segundo lugar dentre as redes de varejo brasileiras. Com a aquisição da Lojas do Baú, o Magazine Luiza passaria a ter um faturamento, em 2010, bem próximo ao da Máquina de Vendas. O número de lojas, porém, continua a ser inferior: o Magazine Luiza terá, agora, 725 lojas, 121 a mais do que antes da aquisição, mas 25 a menos do que a Máquina de Vendas.

Desde que o Grupo Silvio Santos teve de enfrentar as inconsistências contábeis do balanço do Banco PanAmericano e sua posterior venda ao BTG Pactual especulava-se a venda do Baú. O grupo admitia negociações e o Magazine Luiza era apontado como um dos interessados. Em comunicado, o grupo afirma que foi o melhor a fazer.

A marca Lojas do Baú, famoso ícone que compõe a rede do Grupo Silvio Santos, não será mantida pela empresa varejista de Luiza Helena Trajano, que deve assumir o controle em 1° de agosto. Esta é a primeira aquisição depois da abertura de capital da empresa, feita no início de maio. Parte do dinheiro obtido com a venda de ações ao mercado será destinada aos projetos de expansão.

O grupo admitia as negociações e o Magazine Luiza era apontado como um dos interessados. O líder do setor continua a ser Grupo Pão de Açúcar, com Extra Eletro, Casas Bahia e Ponto Frio – rede que, antes de ser arrematada pelo grupo de Abílio Diniz, Luiza Helena Trajano tentou comprar. Apesar de tentar, o Magazine Luiza não conseguiu, no entanto, comprar a rede Ponto Frio, que foi adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar. O grupo de Silvio Santos comanda agora uma reestruturação dos seus negócios para focar suas atividades em comunicação, consumo e capitalização.

DCI

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Redação TV Foco