Com saga de amores proibidos, “Velho Chico” será emoldurada por crítica social, diz diretor
[caption id="attachment_415648" align="aligncenter" width="620"] Afrânio (Rodrigo Santoro) chega ao sítio de Aracaçu em “Velho Chico”, nova novela das nove (Foto: Globo/Sergio Zalis)[/caption] Uma grande história de amor, uma saga familiar que atravessa gerações. Próxima novela das nove da Globo, “Velho…
Afrânio (Rodrigo Santoro) chega ao sítio de Aracaçu em "Velho Chico", nova novela das nove
(Foto: Globo/Sergio Zalis)
Uma grande história de amor, uma saga familiar que atravessa gerações. Próxima novela das nove da Globo, “Velho Chico” narra o amor maior: pelo rio São Francisco, pelo Brasil, pela natureza e que vai se revelar na grandeza do sentimento entre Maria Tereza (Isabella Aguiar/ Julia Dalavia/ Camila Pitanga) e Santo (Rogerinho Costa/ Renato Góes/ Domingos Montagner). Do outro lado das margens desses amores habita a ganância, a ambição desenfreada, o coronelismo arcaico, ainda muito presente em nosso país: a paixão pelo poder a qualquer custo.
Amores proibidos capazes de balançar estruturas antigas em uma jornada emocional pelo Brasil profundo. “É um reencontro com a brasilidade, com a história do nosso país e de sua gente, dos amores puros e dos desencontros, uma declaração de amor à nossa terra, contada com uma emoção brasileira, nossa! Um romance que começa na década de 60 e desemboca numa atualidade cercada de contradições. Uma novela de amor, mas também emoldurada por uma crítica social”, destaca Luiz Fernando Carvalho, diretor da novela.
O diretor Luiz Fernando Carvalho dirige Rodrigo Santoro, que será Afrânio em "Velho Chico"
(Foto: Globo/Caiuá Franco)
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Uma história que mostra a cultura arcaica dos coronéis, com suas fazendas produtoras de algodão erguidas muitas vezes em circunstâncias que oprimiram o povo nordestino. Nos dias de hoje, seus herdeiros formados em novas tecnologias do solo, habituados ao uso de novos procedimentos, buscam o reequilíbrio da natureza e consequentemente um mundo melhor e mais justo para todos. Essa é a nova geração de Velho Chico, chamado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho de "admirável mundo novo."
O enredo do romance entre herdeiros de famílias rivais se entrelaça à trajetória de luta pelo renascimento do Rio São Francisco. A saga tem início no final dos anos 60, na fictícia Grotas de São Francisco, e se estende até os dias de hoje. A briga familiar, que começou pelas águas e avançou pelas terras, perde o sentido para a nova geração, mas nem por isso a rivalidade deixa de existir e de impedir que antigos amores interditados pela família se reencontrem.
Com estreia prevista para março, “Velho Chico” é uma novela de Benedito Ruy Barbosa, escrita por Edmara Barbosa e Bruno Barbosa, com direção de Luiz Fernando Carvalho.