Comunicado do Serasa sobre a poupança deve ser lido por correntistas hoje (11/05)

Serasa emite alerta sobre a poupança (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Lennita/Pinterest/GMN/SERASA)
Alerta do Serasa: Por que você deve revisar sua poupança agora? Entenda a diferença de rendimento que está fazendo correntistas perderem dinheiro para a inflação
E nesta segunda-feira (11) trazemos um alerta importante para quem busca fazer o dinheiro trabalhar a favor do bolso. De acordo com um comunicado do Serasa, é extremamente necessário que os correntistas revisem suas estratégias de reserva financeira, principalmente se a mesma estiver em uma poupança.
Embora a tradicional caderneta ainda seja o refúgio de milhões de brasileiros, a diferença de rendimento para outros investimentos de baixo risco atingiu patamares que não podem mais ser ignorados.

O que você precisa saber sobre a poupança?
A poupança funciona sob regras rígidas do Governo Federal, atreladas à taxa Selic. Em 2026, com os juros em patamares que exigem atenção, o rendimento da caderneta muitas vezes mal empata com a inflação.
- Regra de rendimento: Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR). Se estiver igual ou abaixo, rende apenas 70% da Selic + TR;
- O “aniversário”: O rendimento só é creditado uma vez por mês, na data de depósito. Se você sacar o dinheiro no dia 29, perde todo o rendimento daquele mês;
- Inflação: O maior perigo não é o saldo diminuir, mas o poder de compra derreter. Se a inflação anual for maior que o rendimento, você compra menos coisas com o mesmo valor no futuro.
Onde o dinheiro rende mais com a mesma segurança da poupança?
Muitos brasileiros permanecem na caderneta por medo de perder dinheiro, mas existem alternativas de renda fixa que oferecem maior retorno mantendo a proteção. Confira as principais diferenças:
Poupança:
- Rentabilidade: Fixa e baixa, definida por lei;
- Liquidez: Altíssima e imediata;
- Segurança: Protegida pelo FGC (até R$ 250 mil por CPF/Instituição);
- Tributação: Isenta de Imposto de Renda.
CDB (100% do CDI):
- Rentabilidade: Geralmente maior que a caderneta, acompanhando os juros do mercado;
- Liquidez: Frequentemente diária (permite resgate a qualquer momento);
- Segurança: Mesma proteção via FGC;
- Tributação: Incide Imposto de Renda sobre o lucro (tabela regressiva).
Tesouro Selic:
- Rentabilidade: Acompanha a taxa Selic oficial do país;
- Liquidez: Resgate em um dia útil (D+1);
- Segurança: Máxima (garantia do Tesouro Nacional/risco soberano);
- Tributação: Incide Imposto de Renda sobre o lucro (tabela regressiva).

O que acontece com R$ 20.000 aplicados em um ano?
Considere um cenário com a Selic em 10,5% ao ano:
- Na Poupança: O rendimento líquido seria de aproximadamente 7,35%, resultando em R$ 21.470;
- No CDB (100% do CDI): Mesmo com o desconto do Imposto de Renda (17,5% para este prazo), o rendimento líquido seria superior, resultando em aproximadamente R$ 21.716.
Nesta simulação simples, deixar o dinheiro no CDB renderia R$ 246 a mais do que na caderneta com o mesmo nível de segurança e facilidade de resgate.
Quando a caderneta ainda faz sentido?
Apesar de render menos, a caderneta não deve ser totalmente descartada em dois casos específicos:
- Para quem está começando agora a guardar os primeiros valores e ainda não se sente seguro para abrir conta em corretoras ou bancos digitais;
- Valores que serão usados em menos de 30 dias, para evitar a cobrança de IOF e IR que incidem nos primeiros dias de outras aplicações.
O que fazer para começar a investir?
Migrar da poupança para investimentos mais rentáveis pode ser um processo gradual. O Serasa recomenda:
- Monte sua reserva de emergência: Antes de buscar riscos, tenha de 3 a 6 meses de suas despesas em um CDB de liquidez diária ou Tesouro Selic;
- Use a tecnologia: Aplicativos como o Minhas Contas da Serasa ajudam a organizar seus boletos, liberando clareza sobre quanto sobra no mês para investir;

- Cuidado com as taxas: Evite investimentos que cobram taxas de administração altas em renda fixa, pois elas podem anular a vantagem sobre a caderneta.
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