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Confira os principais acontecimentos que marcaram a televisão brasileira em 2018

Os acontecimentos mais marcantes do 2018 na TV brasileira (Foto: Montagem/TV Foco)
Os acontecimentos mais marcantes do 2018 na TV brasileira (Foto: Montagem/TV Foco)

Sem dúvida alguma, o ano de 2018 entra para a história brasileira como um dos mais marcantes em termos de acontecimentos nacionais importantes. Por cobrir tais acontecimentos de forma ininterrupta, a televisão também fica marcada. Entretanto, ressalta-se também que o ano teve destaques relevantes tanto nos bastidores como em frente às câmeras. Nesse contexto, esta coluna preparou um material especial com a retrospectiva dos principais acontecimentos que marcaram a televisão brasileira em 2018.

O ano começou com a edição do Caldeirão de Ouro. Alusão à famosa premiação Globo de Ouro, o quadro já é um clássico do programa de Luciano Huck. Todavia, este ano, como pautado pela coluna em 06/1, a edição cometeu injustiças ao colocar Thiaguinho no Top 10 (muitos outros artistas que não entraram tiveram maiores repercussões) e ao permitir que Luan Santana (2º lugar) desbancasse Anitta (3º lugar), mesmo com o ano julgado mais favorável à cantora.

Em 09/1, a coluna criticou o apoio de Silvio Santos à Reforma da Previdência proposta por Michel Temer. Em almoço, ambos firmaram a “parceria”, por meio da qual o presidente combinou de visitar atrações do canal para falar sobre a proposta, sem nenhum tipo de debate com abertura para o contraditório. Os inegáveis envolvimentos do dono do SBT com políticos atuantes ao longo da história nacional são repugnantes.

O The Voice Kids foi tema da coluna em 04/2. As saídas de Victor & Léo e Ivete Sangalo, com as respectivas entradas de Simone & Simaria e Claudia Leitte (que formaram o novo júri com Carlinhos Brown) fizeram bem ao reality infantil. Além disso, o destaque ficou por conta dos participantes, que fizeram uma edição recheada de talentos vocais brilhantes. Tais aspectos tornaram a versão kids melhor do que a versão adulta.

Como não poderia deixar de ser, o Big Brother Brasil, reality de maior popularidade no país, foi destaque desta coluna em algumas edições especialmente entre fevereiro a março. Em 06/2, a coluna tratou da briga da participante Jaqueline com Mahmoud, que se tornaria um dos fatores para a eliminação da moça. Em 13/2, foram elencados 8 motivos pelos quais a participante Ana Paula merecia ser eliminada com rejeição, entre os quais, sua voz irritante, seu isolamento dos demais participantes, sua manipulação e sua característica marcante de falar mal de todos os que não gostava da casa. Em 18/2, a coluna elencou os três favoritos ao prêmio: Ana Clara (Família Lima), Gleici (campeã) e Kaysar. A postura um tanto quanto grosseira e controladora de Tiago Leifert, especialmente em comparação a Bial, foi tema da coluna em 28/2.

O BBB18 seguiu sendo pauta da coluna nas edições dos dias: 09/3 (Gleici tem tudo para superar maldição histórica no BBB18); 18/3 (Gleici merece vencer Kaysar no BBB18 por 5 motivos); 18/4 (Final dos sonhos entre os protagonistas Gleici, Kaysar e Família Lima transforma final do BBB18 na melhor de todos os tempos); e 20/4 (Do retorno de Gleici à coroa de Jéssica, confira os 18 momentos mais marcantes do BBB18). Todas as edições da coluna na íntegra vocês podem ver ou rever clicando aqui.

Na edição do dia 05/3, a coluna elencou os 5 erros mais imperdoáveis do Troféu Imprensa 2018: Novo Mundo não entrou entre as melhores novelas, mas Carinha de Anjo e Pega Pega entraram; Tá no Ar: a TV na TV não foi indicado à categoria Melhor Programa Humorístico; Anitta não foi indicada à Melhor Cantora; Emílio Dantas (Rubinho de A Força do Querer) não foi indicado à categoria de Melhor Ator; por fim, criaram a categoria Melhor Dupla Sertaneja, em uma premiação voltada às atrações televisivas.

A incompetência da Record na produção de programas de qualidade para seus apresentadores foi tema da coluna em 28/3. À época, Xuxa, Gugu, Mion e Justus foram mencionados como maiores exemplos, visto que se deslocaram de programas originais para formatos estrangeiros comprados pela emissora. Isto, acima de tudo, mostra a incompetência de uma das maiores emissoras do país na contratação de profissionais capacitados para elaborar formatos originais. Sem dúvidas, a emissora tem recursos.

Em um ano em que as séries nacionais ganharam ainda mais força, a coluna listou 5 motivos sólidos para incentivar os leitores a assistirem a estreia de Onde Nascem os Fortes, vista de antemão pelo GloboPlay. Publicada em 23/4, foram listados: (1) as imagens maravilhosas gravadas no Nordeste brasileiro; (2) a trilha sonora, que contou com nomes como Rosana, Zé Ramalho e Elton John; (3) a ousadia da nudez da série; (4) o talento de Jesuíta Barbosa, que viveu Ramirinho, que se travestia de Shakira do Sertão; e (5) o roteiro de tirar o fôlego de George Moura e Sergio Goldenberg.

Outro produto importante da televisão brasileira, as novelas das 21h também foram pautas da coluna ao longo deste ano. Tanto O Outro Lado do Paraíso de Walcyr Carrasco como Segundo Sol de João Emanuel Carneiro estiveram presentes neste espaço.

O Outro Lado do Paraíso foi pauta das edições dos dias 09/5, 11/5 e 12/5. A coluna destacou que o beijo gay da trama de Walcyr reacendeu alerta social, mas não conseguiu salvar núcleo chato. Destacou que a trama é a maior prova recente de que audiência não significa qualidade. Além de ter frisado que com Gleici e Pabllo Vittar, desfecho da novela foi marcado por show de atuação de Marieta Severo e finais esperados.

Por sua vez, Segundo Sol foi tema desta coluna nos dias 03/6, 17/7, 23/7, 17/8 e 09/11. Respectivamente, destacaram-se as ótimas atuações e o texto de qualidade do início da trama; as vilãs deixando a desejar no conjunto da obra; a forma que a emissora reacendeu a trama após o banho-maria na Copa (“semana de capítulos especiais”); os protagonistas fracos e a audiência alta de Poliana impedindo o crescimento substancial da trama; e a fraquejada de JEC com o folhetim, sua pior novela às 21h.

O ano de 2018 também foi palco para o sucesso dos talk shows e seus comandantes. Ressalta-se como exemplo o trabalho de Fábio Porchat na Record. Em 21/5, a coluna afirmou que as entrevistas com Marília Gabriela, Danilo Gentili e Jô Soares comprovaram bom trabalho de Porchat na emissora de Edir Macedo. Além de sua notória habilidade de comunicação, Porchat impôs credibilidade ao conduzir tais entrevistas históricas.

Ainda na Record, a coluna ressaltou em 28/5 como o Jornalismo da emissora anda apático. A emissora sempre foi reconhecida por sua atuação intensa na área. Todavia, a emissora de Edir Macedo enfrenta uma fase na qual a área só se destaca em tempos de caos no país, como ocorreu com a greve nacional dos caminhoneiros este ano.

O ano foi marcado especialmente por dois grandes acontecimentos: a Copa do Mundo de Futebol e as Eleições 2018. Ambos tiveram coberturas intensas e abrangentes das principais emissoras de TV abertas e, obviamente, viraram pautas da coluna.

A Copa do Mundo pautou a coluna em 22/6 e 01/7. Na primeira data, ressaltou-se o quão descabido era o foco de Galvão Bueno (Globo) em Neymar. Obviamente, a emissora e o próprio Galvão possuem o direito de se manifestarem como bem entenderem, no entanto, é preciso ter bom senso em suas ações. Neymar pode ser o principal jogador da Seleção Brasileira, mas nada justifica essa atenção intensa no jogador, especialmente quando se sabe que a Seleção, por ser uma equipe, precisa do melhor de todos os seus jogadores e não de um ou dois. Com esse foco descabido, a emissora acaba reforçando a conhecida ‘Neymardependência’. Na segunda data, a coluna exibiu em vídeos os 5 momentos mais inusitados da Globo na Copa 2018, entre os quais, Galvão interagindo com a torcida no estádio e Fernanda Gentil dançando em pleno estúdio principal da Globo na Rússia.

Por sua vez, as Eleições 2018 marcaram a coluna nas seguintes datas: 10/8, 18/8, 28/8, 19/9, 22/9, 12/10, 18/10, 22/10 e 31/10. Criticou-se a quantidade de candidatos após debate da Band, uma vez que não aprofunda propostas, mas devendo-se, obviamente, respeitar a legislação eleitoral. Elogiou-se acertos do debate promovido pela RedeTV!, como o tempo na tela, o corte do áudio dos que desrespeitavam tempo e o “ringue” no meio do palco. Criticou-se o tom agressivo de Bonner e Renata no comando das sabatinas no JN. E falou-se da tensão da campanha eleitoral que atingiu até o passado e o jornalismo da Globo.

Continuando, elogiou-se o desempenho de Renata Lo Prete, que fez brilhantemente sua 1ª eleição em rede aberta. Elencou-se os 10 momentos mais marcantes e repercutidos das Eleições 2018 na TV brasileira, tais como Cabo Daciolo criticando a Globo na Record e Fernando Haddad dizendo no JN que “a Globo também é investigada”. Comentou-se sobre o “apoio” implícito da Globo ao Haddad e do explícito da Record ao Bolsonaro. Este, por sinal, embasou mais colunas, nas quais se falou da ambição e oportunismo da emissora da Barra Funda e de seus privilégios (entrevistas exclusivas) após campanha descaradamente bolsonarista.

Seguindo a retrospectiva da coluna, salientam-se algumas pautas mais diversificadas. Em 07/6, afirmou-se que o SBT comemorava audiência explosiva de As Aventuras de Poliana, mas poderia chorar depois, visto que a grande duração da trama pode desgastá-la. Em 15/6, afirmou-se que a Globo sempre desvalorizou injustamente Angélica, que perdeu espaço na emissora e chegou a cogitar-se sua saída, mesmo talentosa. Felizmente, a loira voltará ao ar em 2019 com um novo programa na grade do canal carioca. Em 25/6, tratou-se da baixa audiência de Apocalipse na Record e dos bons números de ‘Poliana’ no SBT, o que configurava baixa da primeira e alta da segunda na dramaturgia. Em 29/7, a coluna afirmou que era tolice e maldade atribuir insucessos de anos do Vídeo Show às ex-BBBs (Vivian Amorim, Fernanda Keulla e Ana Clara). Já o Fofocalizando do SBT foi pauta da coluna em 04/8, em que se afirmou que o sucesso do programa se deveu muito às polêmicas entre seus próprios (ex)-apresentadores, como Mara e Léo Dias.

Em um ano no qual Silvio Santos ‘causou e bordou’, certamente o dono do baú não ficaria de fora deste espaço voltado ao mundo televisivo. No dia 11/7 criticou-se o fato dele ter colocado uma charada com teor preconceituoso em seu Programa Silvio Santos, o que deveria ser evitado em tempos de conscientização da tolerância. Nos dias 11 e 16 de novembro, Silvio voltou a ser pauta da coluna em virtude de sua polêmica com a cantora Claudia Leitte e de seus elogios a Bolsonaro no Teleton 2018. O patrão do SBT errou ao constranger Claudia e também por fazer politicagem no evento social. Além disso, as filhas do apresentador erraram ao criticar a cantora que foi vítima e que havia aceitado o convite de participar e ajudar o evento beneficente em favor da AACD.

Em 05/9, ressaltou-se o fato de a Globo fugir da realidade urbana e violenta em suas novas novelas, indo ao encontro do fantasioso. Citou-se como exemplos as novelas O Tempo Não Para (19h), que teve uma família congelada no tempo; Espelho da Vida (18h), que tem como mote central vidas passadas; e O Sétimo Guardião (21h), que aposta no realismo fantástico com uma fonte milagrosa e um gato que se transforma em humano.

Por falar em novelas da Globo, frisa-se a coluna publicada em 05/10. Comentou-se dos beijos entre pessoas do mesmo sexo que foram exibidos ineditamente em duas atrações dramatúrgicas da emissora, em um ano com pelo menos 5 beijos desse tipo em novelas da emissora. O mecânico Luccino (Juliano Laham) e o militar Otávio (Pedro Henrique Müller) protagonizaram, na novela de época Orgulho e Paixão, o primeiro beijo entre dois homens em uma novela das 18h, no capítulo exibido no dia 12 de setembro. Por sua vez, no dia 03 de outubro, após 23 anos de história, houve beijo entre dois homens também na novela Malhação. Os personagens Santiago (Giovanni Dopico) e Michael (Pedro Vinícius) se beijaram. É válido ressaltar que a atual temporada Vidas Brasileiras já havia exibido beijo entre pessoas do mesmo sexo com as personagens Lica (Manoela Aliperti) e Samantha (Giovanna Grigio), no ano passado. O beijo entre pessoas do mesmo sexo era um dos tabus mais fortes na televisão brasileira, principalmente nas populares atrações dramatúrgicas da Globo.

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O 2018 também foi muito marcado pelo atrito de boa parcela do público com o Amor & Sexo da Globo. Nesse sentido, a coluna tratou do tema em 21/11. Afirmou-se que o programa acertou em ignorar suposto boicote. Entre outras coisas, a atração busca entreter e debater sobre a sexualidade e os relacionamentos, com a regra suprema de deixar seus convidados e o público participante falarem abertamente sobre os assuntos em pauta. Além do mais, a atração tem enfatizado a luta pelos direitos humanos, especialmente dos grupos mais vulneráveis socialmente, como mulheres, negros, LGBTs, entre outros. Desse modo, a atração iria contra seus próprios princípios se mudasse em virtude de parcela da opinião pública.

Em 09/12, afirmou-se que A Fazenda 10 deveria comemorar sucesso de Marcos Mion, peões e audiência. Após longa estadia de Britto Jr. e passagem de Roberto Justus na apresentação do reality, ambos sem grande desenvoltura, a direção do show acertou em cheio com a entrada de Marcos Mion. Sem dúvida, Mion deu um novo gás ao programa, que necessitava há tempos, especialmente por seu talento, carisma e jogo de cintura em frente às câmeras. O elenco da edição 10 foi um dos melhores do reality de todas as temporadas. Não que o perfil geral seja o mais adequado no sentido de popularidade e famosidade, requisitos esperados, mas foi um dos melhores quando se leva em consideração os propósitos do reality, de atritos e polêmicas entre os participantes. A temporada que marcou quase uma década do reality rural conseguiu se manter estável positivamente na audiência, diferente de algumas temporadas anteriores, com destaque para as muitas vitórias sobre a Globo, conquistando o primeiro lugar. Animou a Record!

No último dia 16, O Sétimo Guardião foi pauta da coluna. Apontou-se as 6 principais razões que poderiam explicar 1º mês fraco da nova novela global: (1ª) demora em concluir arcos de seus núcleos; (2ª) com 1 mês, ainda não se sabe com maior entendimento a importância de se manter a fonte escondida/segura – o arco central da trama; (3ª) Valentina (Lília Cabral), vilã magna, demasiadamente caricata; (4ª) generalizado tom de humor da novela; (5ª) uso do “terror” talvez não esteja sendo bem utilizado nas cenas fantásticas da novela; e (6ª) falta de química do casal protagonista.

Por fim, no último dia 19, a coluna tratou de um dos maiores acertos da Globo nos últimos tempos, a série médica Sob Pressão. O drama médico conseguiu criar bons personagens protagonistas, médicos que possuem vidas atormentadas pelo passado, bem como consegue mostrar a cada episódio duas a três boas histórias de pacientes do hospital, essas com início, meio e fim e bons ganchos. Desse modo, assemelha-se muito a dramas médicos de sucesso como Grey’s Anatomy e The Good Doctor, nos quais seus protagonistas enfrentam vidas difíceis e há sempre boas histórias contadas a partir de situações dos pacientes que chegam aos respectivos serviços. Ressaltou-se ainda a brasilidade da série, que foca em um hospital público do SUS, com todas as suas dificuldades. A coluna parabenizou os envolvidos com a série. O ótimo roteiro de Jorge Furtado e seus colaboradores. A direção caprichosa de Andrucha Waddington, que abrilhante os olhos do público com ângulos e imagens incríveis. E especialmente o excelente trabalho dos atores, como Júlio Andrade (Dr. Evandro), Marjorie Estiano (Dra. Carolina), Stepan Nercessian (Dr. Samuel), Fernanda Torres (Dra. Renata), Bruno Garcia (Dr. Décio), Pablo Sanábio (Dr. Charles) e Heloísa Jorge (Enfª Jaqueline).

Boas festas e um 2019 de vida, saúde e alegrias!

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* Danyllo Junior escreve sobre o mundo da televisão há 10 anos
As opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do TV Foco

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