TV Foco

Contos de Terror – Melissa – 20º Episódio

+ 16

O TEXTO ABAIXO  NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS.

No episódio anterior…

…Melissa prega a outra mão de Marcos.
-Por favor, pare! Melissa, eu te amo e sempre vou te amar, eu nunca gostei da Diana! – gritou Marcos, chorando…

…Melissa prega a outra mão de Marcos.
-Por favor, pare! Melissa, eu te amo e sempre vou te amar, eu nunca gostei da Diana! – gritou Marcos, chorando…

…- Marcos, sinto muito, mas tenho de terminar com isso. – Enquanto ela dizia isso, algo rolou pelo rosto de Melissa, uma minúscula gota d’água…

…Deixou Marcos na cozinha e foi até o quarto da falecida mãe, abriu uma das gavetas do armário e tirou de lá, a foto em que estava a mãe e o pai dela, e o pai segurando ela mesma, ainda como bebê.

A mesma que ela chorara, quando sua mãe morrera.

Melissa também pegou um isqueiro e uma garrava de álcool. Molhou a foto no álcool e então voltou para a cozinha.

Derramou o resto do álcool sobre o corpo de Marcos e, então, pôs fogo na foto e a jogou no corpo de Marcos.

– Adeus, Marcos. – disse Melissa, diante dos gritos aterradores de dor de Marcos. – Adeus, mamãe. Adeus, papai.

E então, ela andou calmamente até a cadeira, sentou-se e observou o garoto a morrer queimado e lamentando-se…

(Clique aqui para ler completo)

20º Episódio

Marcos tentava apagar o fogo, rolando no chão. Até que consegue, porém já era tarde, seu corpo estava quase todo queimado, ia morrer em questão de minutos, ou segundos.

Melissa se aproxima de Marcos, que estava agonizando. Ela senta ao lado dele.
-M-me a-ajuda… – falou Marcos, enquanto se esforçava para derramar suas últimas lágrimas.

-Eu não posso… é tudo culpa sua… você poderia ter me feito uma pessoa feliz, pelo menos uma vez na vida, mas a felicidade não existe.

Eu não tenho mais lágrimas, estou seca, não tenho sentimentos, vocês tiraram a minha inocência para sempre… eu sou apenas aquela que vai mandar você e seus amigos para o inferno, na desgraça eterna, para sofrer tudo aquilo que eu sofri, agora, só vivo para matar e causar dor. Adeus Marcos.

Marcos estava se esforçando para respirar. Até que ele para, seu coração não batia mais, ele não respirava, estava morto.

Melissa levanta, observa o corpo de Marcos, no chão e começa a subir as escadas.

Algumas cenas começam a se misturar na cabeça de Melissa, que começa a ficar tonta, enquanto ouvia algumas vozes.

-Eu odeio você!
-Você é uma vagabunda!
-Não dificulte as coisas, Melissa
-Eu te amo, me encontre na praça…
-Isso é para você aprender a se comportar melhor!
Melissa cai no chão, de joelhos, tapando as orelhas com as mãos.

-Não! – gritou ela.
-Você é uma menina má, Melissa
Melissa levanta a cabeça, sua visão estava embaçada, mas ela conseguia ver bem a imagem de sua mãe.
-Mamãe… me ajuda!

-Não Melissa, viu o que você fez? Estão todos mortos!

-Me ajuda mamãe, eu não tenho mais ninguém… – disse Melissa chorando, enquanto se agarrava na perna de sua mãe.

Melissa acorda, estava desmaiada na escada, ao lado dela, estava o corpo carbonizado de Marcos. Sua mãe estava morta, e ela não podia fazer nada.

Ela olha para uma foto de sua mãe sorrindo, numa pequena mesa da sala.
-Vaca maldita. – disse Melissa, sorrindo.

Até que alguém toca a campainha.

Melissa, antes de ir atender, veste um casaco para cobrir o sangue em seu vestido e pega um canivete, num dos ármarios da cozinha.

Ela abre a porta, parecia ser um policial.
-Olá, eu sou o policial Pedro, alguns vizinhos reclamaram dos gritos e do mal cheiro que vinham de dentro dessa casa…

-Sério? – perguntou Melissa, sorrindo. – Não aconteceu nada aqui…
-Posso entrar?

-Claro que sim!
Pedro entra na casa, e encontra o corpo de Marcos, perto da escada.

-M-minha nossa! – disse Pedro.
Pedro olha para trás assustado e vê Melissa. Antes que ele fizesse qualquer coisa, ela enfia o canivete em seu peito.

Ela torce o canivete fazendo ele cair no chão enquanto o sangue escorria no chão.

Pedro não estava morto, mas estava inconsciente. Ela começa a observar Pedro, e rapidamente pega o cacetete e o revólver que estavam com ele.

Melissa arrasta o policial até uma porta que levava a uma espécie de jardim que ficava nos fundos da casa, onde ninguém podia ve-los. Ela pega uma pá e começa a cavar.

Já havia anoitecido, quase todos estavam dormindo.
Melissa percebe que cavou o suficiente, e jogou o policial no buraco que ela mesma havia feito.

Ele acorda, estava meio tonto. Ele tenta pegar sua arma, mas percebe que ela não estava mais com ele.

-Sua maluca, me deixe sair!

Melissa começou a jogar terra em cima do policial, que tentava sair. Melissa batia com a pá em suas mãos, impedindo a saída dele daquele lugar. Pedro já estava quase todo coberto pela terra, não conseguia respirar direito, desistiu de gritar, ninguém podia ouvi-lo.
-Pronto. – disse Melissa, sorrindo.

O policial foi sepultado vivo. Melissa resolve sentar numa cadeira, no jardim, queria esperar para ver o nascer do Sol, não estava com sono.

Algumas horas se passam, o Sol acaba surgindo, Melissa entra em casa, e começa a arrastar o corpo de Marcos para o porão.

Depois, subiu as escadas, colocou um pijama, ia tentar dormir um pouco. Até ouvir a campainha, novamente.
-Quem é? – perguntou Melissa.

-É Lúcia, sua vizinha!
-Ah, é a senhora… – disse Melissa, virando os olhos.

Melissa abre a porta e vê uma mulher, na varanda.
-Olá querida, vim aqui por que escutei gritos ontem a noite, está tudo bem? – perguntou Lúcia.

-Sim, não precisa se preocupar… – disse Melissa, fechando a porta.
-Espere! Eu soube do que aconteceu com sua mãe… você está bem mesmo querida, podemos tomar um chá e conversar…
-Está bem… – disse Melissa, forçando um sorriso.

Lúcia entra na casa, vai até a sala, e senta no sofá.
-Fique aqui enquanto eu vou fazer o chá… – disse Melissa, dando um sorriso malicioso.

Lúcia sorri. Espera um pouco até que Melissa volta para a sala, com duas xícaras de chá.

-Aqui está o seu chá… eu vou pegar um coisa lá em cima e já volto… – disse Melissa, deixando as xícaras na mesa.

Melissa sobe as escadas enquanto Lúcia começa a tomar o chá. Lúcia começa a sentir um cheiro estranho, vindo do porão, já queMelissa havia arrastado os corpos de Gina, Diana, Marcos e Rogério para lá.

Ela deixa a xícara na mesa e vai até a cozinha, onde encontra pequenas poças de sangue, e um cheiro que ela nunca havia sentido antes.

Mesmo com medo, ela abre a porta que levava até o porão e começa a descer as escas, até ver o corpo de Marcos, jogado ao lado de um velho baú, no porão. Lúcia põe a mão na boca, para não gritar.

-Já terminou o seu chá? – perguntou Melissa, atrás de Lúcia.
Lúcia se vira, e encontra Melissa, com o revólver que ela havia pegado do policial, na mão.

Lúcia abre a boca para falar alguma coisa, e ao mesmo tempo Melissa aperta o gatilho, atirando na cabeça de Lúcia. Os miolos de Lúcia se espalham pela parede imunda do porão, enquanto seu corpo rola o resto da escada, indo parar ao lado do mesmo baú onde estava o corpo de Marcos.

Melissa fecha a porta.
-Isso está ficando ridículo. – disse Melissa, dando um longo suspiro.

Ela tinha que ser rápida, antes que outro vizinho fosse reclamar. Ela pega uma maçã na geladeira, e vai até a sala, tomar seu chá, fazia tempo que não comia nada.

Continua…

Contos de Terror – Melissa – de segunda a sexta ás 20h00 aqui no TV Foco

Está acompanhando?
não deixe de comentar!

Confira a audiência detalhada de todas as novelas da Globo semana a semana aqui

Siga o TV FOCO no Google Notícias e receba as informações bombásticas da TV e dos famosos em primeira mão - Clique Aqui!

Sobre o autor

Deivison Lima

Escreve sobre Televisão desde 2008