Decisão do Banco Central afeta a poupança na Caixa, Bradesco e mais em agosto

Banco Central reduz a taxa Selic para 14% ao ano. Descubra o impacto direto no rendimento da poupança da Caixa, Bradesco, Itaú e mais.

Ilustração do Banco Central/ Poupança (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/BC/Freepik)

Decisão do Banco Central mexe com o bolso dos brasileiros e altera o rendimento real da poupança na Caixa, Itaú, Bradesco e mais

A poupança, um dos meios tradicionais mais utilizados por brasileiros em grandes instituições financeiras, como Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil, passa por um momento de reavaliação de rentabilidade.

Isso porque, neste mês de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano.

De acordo com o G1, a decisão unânime marcou o quarto corte consecutivo da taxa, levando a Selic ao seu menor patamar desde março de 2025.

Tá, mas por que isso afeta a poupança?

  • Os juros básicos permanecem acima do teto de 8,5% ao ano;
  • A rentabilidade do investimento segue fixa em 0,5% ao mês, acrescida da variação da Taxa Referencial (TR).

Declaração do BC

Em nota oficial, o colegiado do Banco Central sustentou que o alívio monetário busca manter a trajetória de controle inflacionário sem travar o crescimento econômico do país.

O comitê destacou que essa decisão é inteiramente compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta estipulada.

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Paralelamente, o BC alertou que o ambiente internacional exige cautela por parte dos países emergentes diante dos:

  • Conflitos geopolíticos persistentes no Oriente Médio;
  • As incertezas sobre a condução da política monetária em economias avançadas.

Mesmo com as reduções graduais, a taxa de juros real do Brasil, quando descontada a inflação, permanece como uma das mais elevadas do mundo.

Vale destacar que o recuo de 0,25 ponto percentual já era amplamente antecipado pelos analistas do mercado financeiro.

Com as novas evidências de desaceleração econômica e dados recentes de desinflação, tivemos um recuo de 0,40% na prévia do IPCA-15 de agosto;

Vale dizer que grandes casas de análise revisaram suas projeções.

A estimativa majoritária aponta que o Banco Central não fará pausas no ciclo e deve encerrar o ano de 2026 com a taxa Selic em patamares ainda menores:

  • Possivelmente alcançando a marca de 13,25% ao ano após as próximas reuniões programadas.

Quando passará a refletir?

O funcionamento do sistema de metas dita que as alterações promovidas hoje na Selic levam de 6 a 18 meses para se refletirem integralmente na economia real.

Por esse motivo, o horizonte relevante mirado pela autoridade monetária já se estende até o primeiro trimestre de 2028.

Atualmente, as projeções oficiais indicam:

  • Uma estimativa de inflação de 5,1% para o fechamento de 2026, recuando para 3,8% em 2027;
  • Alcance de convergência de 3,2% em 2028.

Quanto a poupança está rendendo na prática?

Para entender na prática como a decisão do Banco Central afeta o seu bolso, é preciso lembrar que a poupança possui uma regra fixa:

Conforme citamos, sempre que a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende exatamente:

  • 0,5% ao mês (6,17% ao ano) + Taxa Referencial (TR).

Portanto, o rendimento nominal da poupança não cai com a redução da Selic para 14%.

Entretanto, o seu dinheiro ganha poder de compra, pois a inflação tende a desacelerar.

Mas, considerando a projeção atual da Taxa Referencial para o cenário de juros a 14%, o rendimento total estimado da caderneta fica em torno de 0,58% ao mês.

Veja quanto rende o dinheiro aplicado após o novo corte:

  • Aplicação de R$ 1.000: Rende cerca de R$ 5,80 por mês. Após um ano parado, o montante total acumulado na conta será de aproximadamente R$ 1.072;
  • Aplicação de R$ 5.000: Rende cerca de R$ 29,00 por mês. No final do período de 12 meses, o saldo total disponível para saque será de cerca de R$ 5.360;
  • Aplicação de R$ 10.000: Rende cerca de R$ 58,00 por mês. Ao término de um ano completo de aplicação, o poupador terá acumulado um montante final de R$ 10.720,00.

Embora o rendimento da poupança continue isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, os analistas alertam que outras modalidades de renda fixa continuam mais vantajosas.

Mesmo com a queda dos juros básicos, aplicações em Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e Letras de Crédito (LCI e LCA) que pagam 100% do CDI rendem mais, cerca de 13,90% ao ano.

Isso significa que deixar o dinheiro na poupança faz o trabalhador deixar na mesa quase o dobro de lucro que poderia obter em investimentos igualmente seguros e garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

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