Governo Tarcísio reconhece decisão inédita que determina suspensão na Uber e 99 em São Paulo em 2026
A Justiça de São Paulo manteve em 2025 a suspensão do serviço de mototáxi oferecido por aplicativos como Uber e 99 na capital. A decisão atingiu diretamente um modelo de transporte que cresceu em grandes centros.
Desde o início, o Judiciário destacou riscos à segurança viária. Autoridades municipais sustentaram que a atividade viola normas locais vigentes. Além disso, o caso ganhou peso político ao envolver decisões conhecidas pelo governo estadual.

O governador Tarcísio de Freitas acompanhou o tema de perto. O debate passou a influenciar projeções regulatórias para 2026.
O embate jurídico ganhou força após a sanção da Lei Estadual 18.156. A norma condicionou o funcionamento do mototáxi à autorização municipal. Assim, São Paulo capital manteve a proibição.
A Prefeitura argumentou que a cidade não criou regras específicas para o serviço. Por isso, a Justiça entendeu que as plataformas não poderiam operar. Além disso, magistrados citaram dados sobre acidentes envolvendo motocicletas.
O crescimento desses números reforçou o argumento oficial. O sistema de saúde também entrou no debate como fator de preocupação.
O que as empresas acham dessa lei?
Enquanto isso, empresas defenderam que a legislação federal permite o transporte por motocicletas. As plataformas afirmaram que atuam como intermediárias tecnológicas. Segundo elas, a atividade não se confunde com o mototáxi tradicional.
Ainda assim, decisões judiciais rejeitaram essa tese. O entendimento dominante apontou ausência de regulamentação local. Dessa forma, Uber e 99 suspenderam o serviço na capital paulista. As companhias informaram que aguardam definições superiores.
- A Justiça citou aumento de acidentes com motos
- A Prefeitura alegou risco à segurança pública
- As empresas prometeram recorrer das decisões
Posteriormente, um acidente fatal envolvendo corrida de mototáxi reacendeu o debate. O caso ocorreu durante a vigência de decisões provisórias. Em resposta, a Justiça reforçou a suspensão. O juiz fixou multa diária em caso de descumprimento.
A medida ampliou a pressão sobre as plataformas. Ao mesmo tempo, autoridades municipais intensificaram o discurso preventivo. O foco passou a ser a redução de sinistros no trânsito.
Situação atual
No entanto, o tema avançou para instâncias superiores. O Supremo Tribunal Federal analisou ações relacionadas ao transporte por aplicativos. Em decisão liminar, o STF suspendeu parte das restrições estaduais.
O tribunal destacou a competência da União para legislar sobre trânsito. Apesar disso, a Corte preservou a autonomia municipal para regulamentar serviços locais. Assim, São Paulo continuou com poder decisório. O cenário permaneceu indefinido.
No fim de 2025, a Câmara Municipal aprovou nova legislação. A lei criou exigências para eventual liberação do mototáxi. Entre elas, cadastro obrigatório de condutores. O texto também exigiu seguro de acidentes pessoais.
Além disso, determinou critérios técnicos para as motocicletas. A Prefeitura defendeu que as regras aumentam a segurança. Já as plataformas classificaram as exigências como excessivas.
Representantes do setor afirmaram que a lei cria obstáculos operacionais. Segundo as empresas, as normas inviabilizam economicamente o serviço. Por isso, novas ações judiciais surgiram. O conflito passou a envolver inovação e regulação.
Por fim, o impasse sobre o mototáxi em São Paulo expôs limites da legislação atual. O caso revelou tensões entre segurança pública e demanda social. Ao mesmo tempo, mostrou disputas entre esferas de poder. Cada decisão judicial alterou expectativas do mercado.
Assim, o futuro do serviço segue incerto. A definição final dependerá de regulamentação clara. Até lá, Uber e 99 seguem fora da capital paulista.
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