Dinho aparece em psicografia atribuída ao cantor dos Mamonas Assassinas que revela quem teria sido responsável pela tragédia
Uma carta psicografada atribuída a Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, voltou a repercutir nas redes sociais em 2026. A mensagem aborda o acidente que matou os integrantes da banda e rejeita a ideia de responsabilizar uma terceira pessoa pela tragédia.
Segundo o conteúdo divulgado pelo canal Espiritualista, Dinho teria afirmado que a morte dele e dos companheiros fazia parte de um momento previamente determinado. Além disso, a mensagem descreve uma suposta experiência após o acidente e menciona temas como paz espiritual e reencarnação.
O que diz a mensagem atribuída a Dinho
Na carta, Dinho aparece relatando como teria vivenciado os instantes posteriores à queda. Conforme o texto divulgado, ele afirma que foi rapidamente conduzido ao plano espiritual depois da colisão.

Além disso, a mensagem descreve um cenário de tranquilidade, cercado por natureza e pássaros. O conteúdo também apresenta a ideia de que o cantor estaria se preparando para uma nova experiência de vida.
Entretanto, o trecho que mais chamou atenção envolve a responsabilidade pelo acidente. Na versão divulgada, Dinho pede que ninguém procure uma terceira pessoa para justificar sua morte e a dos demais integrantes.
Assim, a mensagem apresenta a tragédia como parte de uma trajetória espiritual. O texto ainda relaciona a experiência a conceitos de reencarnação, aprendizado e continuidade da existência.
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O que aconteceu com os Mamonas Assassinas
A mensagem ganhou repercussão porque Dinho morreu no auge da carreira, ao lado de Bento Hinoto, Júlio Rasec, Sérgio Reoli e Samuel Reoli. O acidente aconteceu em 2 de março de 1996, durante o retorno da banda de Brasília para Guarulhos.
Naquela noite, o Learjet 25D, matrícula PT-LSD, operado pela Madri Táxi Aéreo, colidiu com a Serra da Cantareira. Ao todo, nove pessoas morreram, incluindo os cinco músicos, dois tripulantes e dois profissionais que acompanhavam o grupo.
Dinho tinha 24 anos e havia alcançado enorme popularidade com os Mamonas Assassinas. Por isso, a morte repentina do cantor provocou forte comoção nacional e encerrou uma trajetória que havia começado poucos anos antes.
Investigação apontou fatores operacionais
Apesar da narrativa espiritual apresentada na carta, Dinho não altera os registros oficiais sobre o acidente. O CENIPA investigou a ocorrência e identificou uma combinação de fatores humanos e operacionais durante a aproximação para Guarulhos.
A aeronave chegou à aproximação final fora dos parâmetros de estabilidade e realizou uma arremetida. Depois, durante o circuito visual noturno, a tripulação manteve uma trajetória que levou o avião em direção ao relevo da Serra da Cantareira.
Além disso, a investigação considerou aspectos como fadiga, coordenação entre os tripulantes, planejamento e dificuldades relacionadas à operação. Portanto, o relatório técnico não trata a ocorrência como resultado de uma única circunstância isolada.
Nesse contexto, Dinho reaparece na carta psicografada com uma explicação de natureza espiritual. A mensagem, contudo, não possui valor documental para modificar as conclusões da investigação aeronáutica.

Mensagem volta a circular três décadas depois
Trinta anos após a tragédia, Dinho continua presente na memória dos fãs. A nova circulação da carta reacendeu justamente essa lembrança e levou novamente o acidente para as redes sociais.
Assim, a carta atribuída a Dinho apresenta uma narrativa sobre o pós-morte, reencarnação e destino. Ao mesmo tempo, os registros oficiais mantêm a explicação baseada nos fatores identificados durante a investigação do acidente. Desse modo, Dinho permanece no centro de uma história que combina memória artística, repercussão popular e uma mensagem espiritual atribuída ao cantor.
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Autor(a):
Wellington Silva
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