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Diretor da TV Cultura rebate acusações de machismo no Roda Viva, condena críticos e admite erro

Jorge da Cunha Lima, vice-presidente do Conselho Curador da TV Cultura (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
Jorge da Cunha Lima, vice-presidente do Conselho Curador da TV Cultura (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

A TV Cultura vem fazendo uma série de entrevistas com os pré-candidatos à Presidência da República em 2018. Nomes como Ciro Gomes e João Amoêdo já foram “sabatinados” pelo programa Roda Viva, ambos com grande repercussão. Nenhuma delas, no entanto, foi mais comentada que a entrevista de Manuela D’Ávila (PC do B) no último dia 25.

Grupos de esquerda ligados à deputada acusaram a emissora de machismo por conta das interrupções a que ela foi submetida no programa, e passaram a fazer campanha contra o canal nas redes sociais. Após alguns dos entrevistadores que estiveram no programa se manifestarem rebatendo as acusações, foi a vez do vice-presidente do Conselho Curador do canal se manifestar.

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Em artigo publicado neste domingo (08) na Folha de São Paulo, Jorge da Cunha Lima deixa claro o teor do programa, que continua com a mesma essência desde sua fundação. “O programa precisa ser quente como uma roda viva. Não é chapa branca, nem preta, nem vermelha. Contudo, não deve agredir a pessoa do convidado, nem impedir que ele conclua um pensamento, em tempo televisivo”, escreveu.

Âncora e entrevistadores, porém, podem cobrar jornalisticamente objetividade nas respostas, quando houver dissimulação visível por parte do entrevistado. Isso significa, em respeito ao telespectador, não aceitar gato quando se indaga sobre lebre. Lembramos que alguns políticos canonizaram essa estratégia de procedimento: nunca responder à pergunta do entrevistador e inverter o seu conteúdo em proveito próprio”, ressaltou.

A deputada Manuela D'Ávila foi a entrevistada do Roda Viva, na TV Cultura (Foto: Divulgação)
A deputada Manuela D’Ávila foi a entrevistada do Roda Viva, na TV Cultura (Foto: Divulgação)

O diretor argumentou que interromper uma mulher não deve ser considerado machismo, visto que homens também são interrompidos na atração, coisa bastante comum em entrevistas políticas. “Um clima de respeito à pessoa humana é fundamental, seja homem ou mulher. Mas dar duro num entrevistado homem, conforme tradição do programa, não significa que o programa seja feminista, e vice-versa“, disse.

Jorge da Cunha ainda admitiu o erro do programa ter convidado um coordenador da campanha de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pra a roda de entrevistadores. “Erramos ao permitir que um debatedor convidado para o programa da candidata à Presidência pelo PC do B fosse militante de uma campanha para presidente –erro que reconheço, pois autorizei, e para o qual já adotamos normas restritivas“, escreveu.

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