Em entrevista, Boni critica fórmula dos telejornais atuais: “Estão errando”

[caption id="attachment_424887" align="aligncenter" width="600"] (Foto: Divulgação)[/caption] O ex-chefão da Globo, Boni, está há anos fastado da direção da emissora. Engana-se, porém, quem acha que isso é motivo que impeça-o de opinar sobre a televisão atual. Boni, que é dono de…

05/03/2017 22:17

2 min

Boni no "Programa do Jô", em 2015 (Foto: Globo/Ramón Vasconcelos)
Boni no "Programa do Jô", em 2015 (Foto: Globo/Ramón Vasconcelos...
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(Foto: Divulgação)

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O ex-chefão da Globo, Boni, está há anos fastado da direção da emissora. Engana-se, porém, quem acha que isso é motivo que impeça-o de opinar sobre a televisão atual. Boni, que é dono de uma das afiliadas do canal carioca, falou o que acha do jornalismo atual em entrevista exclusiva para a revista IstoÉ.

Ao ser questionado sobre o motivo da constante queda de audiência de jornais como o “Jornal Nacional”, ele foi enfático na resposta: “Estão errando. Nos Estados Unidos, os telejornais são diários oficiais. O sujeito viu algo na internet, mas ele não confia totalmente, quer ter certeza se é verdade e busca a televisão”.

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Boni deu um exemplo: “Aqui, o cara assiste o JN na intenção de saber o que aconteceu na greve do Espírito Santo, mas a reportagem entrevista um sujeito envolvido, a mulher que estava não sei onde, a filha da mulher… O espectador não aguenta. Ele só quer saber se é verdade ou não. O JN teria que ser só para confirmar”.

O ex-diretor da Globo ainda sugeriu que o “aprofundamento” ficasse por conta de outros programas: “A opinião e o aprofundamento da notícia ficariam para outros produtos, como o Jornal da Globo, que não devia ser tão tarde, e programas de entrevistas, que estão faltando. Sabe qual é o problema? Perderam o ponto final”.

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Ainda sobre o assunto, Boni opina que no Brasil se especula muito ao passar uma notícia, e que o mais importante não é um assunto tratado por muito tempo, e sim vários assuntos tratados de maneira resumida. Ele ainda deu o exemplo do jornalismo americano, que considera o modelo ideal:

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“Os jornais americanos têm um apresentador só. Sabe por quê? Para evitar sorrisinhos, perda de tempo. Não tem matéria sobre o (Donald) Trump que chegue a falar se ele pinta o cabelo, se engoma, quem é o cabeleireiro dele. Não dá para fazer esse troço, não dá”.

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Apaixonado pelo mundo da televisão, Fernando Lopes escreve sobre o assunto no TV Foco desde 2013.