Especialistas reprovam jornalistas do SBT em gincana do “Domingo Legal”

[caption id="attachment_328461" align="aligncenter" width="622" class=" "] Jornalistas do SBT levaram torta na cara (Foto: Facebook)[/caption] A participação das jornalistas do SBT na última edição do “Domingo Legal” não foi bem vista pelos especialistas em telejornalismo. Professores da área reprovaram o…

Jornalistas do SBT levaram torta na cara (Foto: Facebook)

Jornalistas do SBT levaram torta na cara (Foto: Facebook)

A participação das jornalistas do SBT na última edição do “Domingo Legal” não foi bem vista pelos especialistas em telejornalismo. Professores da área reprovaram o game, onde nomes como Rachel Sheherazade e Neila Medeiros levaram torta na cara no quadro “Passa ou Repassa”.

Outro que sofreu críticas negativas foi o comentarista policial Percival de Souza, que no mesmo horário, tirava o bigode ao vivo no “Domingo Show”, da Record. “Em busca de audiência, as emissoras vêm transformando a informação em espetáculo”, critica Laurindo Leal Filho, da ECA-USP.

“Não contentes, avançam agora em direção ao jornalista, transformando-o em pseudo-humorista”, aponta o professor. “Não tenho nada contra esse tipo de programa, desde que aqueles que o protagonizem deixem de trabalhar como jornalistas e assumam o papel de humoristas”, sugere.

Rachel Sheherazade, Neila Medeiros, Karyn Bravo e Joyce Ribeiro acabaram levando tortadas na cara da trupe de Danilo Gentili, do “The Noite”, passando a atração inteira com os rostos sujos. Já na Record, Percival foi obrigado a tirar o bigode que cultivou durante os últimos 40 anos.

Para outros especialistas em comunicação, os profissionais agiram errado ao trocar a seriedade do jornalismo por um espetáculo que apenas quer dar audiência. Professor de telejornalismo da Faculdade Cásper Líbero, Pedro Ortiz alerta para os riscos desse uso da atividade jornalística:

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“Emprestar’ a credibilidade do jornalismo para o puro entretenimento, ainda mais com a superexposição dos jornalistas em sua intimidade, como se fossem estrelas ou subcelebridades de um show que usa uma espécie de vale-tudo pela audiência, não é o melhor caminho para o jornalismo”.

Segundo Wagner Belmonte, professor de jornalismo da Fapcom, a transformação de jornalistas em personagens de programas de entretenimento confunde o público e compromete a credibilidade do profissional. Ele destaca que isso acaba afetando a credibilidade do profissional.

“Jornalista briga por credibilidade. Divertir é papel de quem é da linha de show, de entretenimento. Jornalista não tem que ser notícia”, critica o acadêmico, de acordo com o que informa o colunista Paulo Pacheco.

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