Conheça três colapsos bancários do Brasil. Entenda como as falências dessas instituições mudaram a economia
O Banco Central do Brasil interveio e extinguiu três grandes bancos nas últimas décadas devido a graves falhas de gestão. O Banco Nacional, o Banco Econômico e o Bamerindus estão entre as instituições que deixaram rombos bilionários. O prejuízo conjunto alcançou cifras impressionantes e ameaçou o mercado.
Consequentemente, o governo brasileiro precisou criar mecanismos de defesa para o sistema financeiro. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o Programa de Estímulo à Reestruturação (Proer) surgiram para proteger os correntistas. Portanto, esses três colapsos alteraram definitivamente as regras bancárias nacionais.
O colapso do Banco Nacional e as contas fictícias
Inforrmações do portal ‘Infomoney’ indicam que o Banco Nacional patrocinava o piloto Ayrton Senna e possuía forte presença no esporte brasileiro. A empresa atuava como um dos maiores bancos privados do país. Porém, a instituição financeira faliu em 1995 e chocou o mercado nacional.
Os auditores descobriram 652 contas fictícias nos registros internos da empresa durante as inspeções. Assim, a fraude contábil gerou um rombo financeiro gigantesco de aproximadamente R$ 8 bilhões. A descoberta revelou a fragilidade das auditorias da época.
Logo, o Banco Central decretou a liquidação da empresa para conter os danos econômicos. O governo repassou fundos públicos para garantir a liquidez do sistema financeiro. O caso motivou a criação imediata do Fundo Garantidor de Créditos no mesmo ano.
Banco Econômico apresenta o maior rombo da história
O Banco Econômico operava como a instituição privada mais antiga do Brasil desde a sua fundação em 1834. Todavia, a empresa baiana enfrentou graves problemas de liquidez logo após a implementação do Plano Real.
O Banco Central iniciou a intervenção rigorosa na instituição também no ano de 1995. As investigações posteriores comprovaram a existência de um patrimônio completamente fictício nos balanços oficiais da empresa.
Por causa disso, o prejuízo total alcançou a incrível marca de R$ 15,8 bilhões, configurando um recorde histórico. Grupos empresariais tentaram resgatar o banco, mas a autarquia federal liquidou as operações em definitivo.
Bamerindus sofre intervenção após expansão acelerada
O Bamerindus liderava o mercado sul-americano de crédito durante as décadas de 1970 e 1980. Contudo, a estabilização econômica do país expôs diversas fragilidades e erros graves na administração do negócio paranaense.
O Banco Central assumiu o controle da instituição financeira em 1997 para evitar um desastre maior. Logo depois, o banco internacional HSBC comprou a parte saudável dos ativos da empresa falida.
O prejuízo financeiro da operação superou a quantia expressiva de R$ 5 bilhões na época. Consequentemente, o FGC desembolsou R$ 3,7 bilhões para garantir os recursos dos depositantes e manter a confiança pública.
O que acontece com o dinheiro do cliente na falência de um banco?
O Fundo Garantidor de Créditos protege ativamente o dinheiro dos clientes durante a falência de bancos. A entidade devolve os depósitos dos correntistas e investidores até o limite máximo estabelecido por lei.
Atualmente, o fundo garante até R$ 250 mil por CPF e por cada instituição financeira. Portanto, os investidores recebem integralmente o valor aplicado em contas de poupança, contas correntes e títulos de renda fixa.
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