Falência decretada e 500M no lixo: Fim decadente de gigante do varejo, tão popular quanto a Casas Bahia
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Falência de gigante do varejo, tão popular quanto a Casas Bahia, impactou o mercado brasileiro e deixou consumidores no chão com a notícia
Não tem como falar da história econômica do Brasil sem mencionar a ascensão e queda de grandes redes varejistas que moldaram o mercado e o comportamento de consumo.
Nesse contexto, temos a marcante Disapel, que nos anos 2000, protagonizou um desses episódios de quebras, gerando um impacto profundo na economia da região Sul.
Vale destacar que, na época, ela era tão grande e popular como a Casas Bahia é atualmente.
Podemos dizer que a Disapel foi mais que uma empresa; foi um símbolo de:
- Inovação;
- Sucesso comercial;
- Influência social.
O que tornou a sua derrocada um dos fatos mais marcantes para milhares.
Sendo assim, a partir de informações divulgadas e publicadas pelo portal Wiki e Jus Brasil, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes sobre essa quebra e seus impactos.
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Fundação e auge:
A Disapel nasceu em 25 de setembro de 1964, em Curitiba, Paraná, pelas mãos de Mário Turkiewicz:
- Primordialmente chamada Distribuidora de Aparelhos Eletrodomésticos Ltda., a empresa começou com uma pequena loja na Praça Santos Andrade, ao lado do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná.
- Com a razão social posteriormente alterada para Disapel Eletro Domésticos Ltda., a empresa se especializou em eletrodomésticos, transformando-se em uma das maiores redes varejistas da região Sul do Brasil.
A marca Disapel, consolidada nos anos 70, era sinônimo de eletrodomésticos para milhões de brasileiros.
Com o reconhecimento público constante, a marca chegou a ser premiada com o Top of Mind no Paraná, consolidando-se como uma das maiores referências.
Liderança visionária:
Sob a liderança de Paulo Turkiewicz, filho do fundador, a Disapel atingiu novos patamares:
- Eleito a Empresário do Ano de 1994 no Paraná, suas iniciativas impulsionaram a empresa a se destacar como a maior revendedora de marcas renomadas como Monark, Sundown e Philips.
- Em 1992, Paulo foi reconhecido em Paris como um dos dez maiores revendedores da Philips no mundo.
- Nos anos 1990, a Disapel já era o maior grupo de varejo do Paraná, com um faturamento anual que ultrapassava a marca de US$ 500 milhões.
Além disso, a empresa era uma das maiores empregadoras da região, movimentando também a cadeia produtiva de fornecedores e parceiros comerciais.
Como a Disapel faliu?
No entanto, todo esse faturamento de R$500 milhões acabaram indo "pro lixo", uma vez que não foi suficiente para salva-la.
Pois é, apesar do sucesso, a Disapel passou a enfrentar dificuldades na virada do milênio, cujas quais culminaria no seu triste e decadente fim:
- Infelizmente, em junho dos anos 2000, a empresa teve sua falência decretada.
- Na época, a rede ainda contava com 81 lojas ativas: 36 no Paraná, 20 em Santa Catarina e 25 no Rio Grande do Sul.
- Em um leilão realizado para liquidar os ativos, o grupo Ponto Frio arrematou as lojas por R$ 12,1 milhões, em valores da época.
Quais foram os impactos da falência da Disapel?
A queda da Disapel gerou um impacto econômico considerável, especialmente na região Sul.
O encerramento das atividades significou o fechamento de milhares de postos de trabalho e uma ruptura em redes de fornecimento locais.
Não foram encontradas declarações públicas de seus responsáveis sobre os fatores que levaram ao encerramento das operações.
No entanto, apesar do tempo, o espaço permanece aberto, caso ela queira expor a sua versão dos fatos.
Resumo
A Disapel, fundada em Curitiba em 1964, foi uma das maiores redes varejistas do Sul do Brasil, chegando a operar 110 lojas e faturar mais de US$ 500 milhões ao ano.
Reconhecida por sua liderança visionária e por ser uma das maiores empregadoras da região, teve sua falência decretada em 2000, deixando um impacto significativo na economia.
Suas 81 lojas foram adquiridas pelo Ponto Frio por R$ 12,1 milhões, mas os responsáveis pela empresa nunca se manifestaram publicamente sobre os motivos da falência.
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