Falência de operadora de celular nº1 chega em meio a calote de R$100M na ANATEL e deixa clientes na amargura
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Uma famosa operadora de celular no Brasil passou por uma situação bastante delicada. Com calote de 100 milhões na ANATEL, a empresa fechou as portas no Brasil
Existem vários motivos que levam as empresas a quebrarem, como problemas financeiros, falta de linha de crédito, capital de giro, problemas administrativos e contábeis e é claro, a inadimplência. Tanto que nesta publicação falaremos a respeito da falência de uma operadora de celular que deu calote milionário.
Para quem não sabe, estamos falando a respeito da empresa de telecomunicações chamada Unicel, anteriormente conhecida como Aeiou. A empresa, vale lembrar, surgiu no mercado em 2008 com uma série de promessas que despertaram grande interesse entre os consumidores.
Segundo informações do portal Valor, a jornada da empresa foi marcada por obstáculos que levaram à sua falência. Logo nos primeiros meses após seu lançamento, a operadora de celular começou a enfrentar problemas recorrentes em relação à qualidade do sinal fornecido aos seus clientes.
Além disso, outro grande problema foi a falta de investimentos adequados e a escassez de recursos para lidar com os desafios do mercado de telecomunicações. A empresa não conseguiu acompanhar a rápida evolução tecnológica do setor e, consequentemente, não foi capaz de oferecer serviços competitivos.
No ano de 2011, a empresa simplesmente virou fumaça. Em esfera judicial, o destino da empresa, de seus acionistas e executivos também ficou no desconhecido. Ações contra a Aeiou – incluindo pedidos de falência – tramitavam com lentidão porque os oficiais de Justiça não conseguiam notificá-la.
A operadora pertencia à família do empresário José Roberto Melo da Silva e entrou em atividade após longa disputa com a Anatel, prometendo investir US$ 120 milhões (quase R$ 500 milhões). A companhia faltou com pagamentos das licenças adquiridas em leilões promovidos pela Anatel em 2005 e 2007.
Leia também
Operadora de celular rival da Vivo, a Unicel, declarou falência (Foto: Reprodução/ Internet)
Loja da Aeiou (Foto: Reprodução/ Internet)
Operadora Aeiou (Foto: Reprodução - Internet)
Empresa aeiou (Reprodução/Internet)
Nos dois casos, a empresa pagou a parcela inicial (10% do total), mas não quitou as seis prestações restantes. Dessa forma, o montante que ainda teria a pagar beira os R$ 100 milhões. Por causa das dívidas, a Unicel foi inscrita no cadastro de inadimplentes do governo federal (Cadin).
Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?
Segundo informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.
No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.
A ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, que é considerado irrecuperável.