Intervenção do Banco Central e falência decretada: O fim de banco popular igual a Caixa após mais de 100 anos
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Um dos bancos mais populares do Brasil acabou fechando as portas e teve, inclusive, a intervenção do Banco Central. A instituição era tão popular como a Caixa
Abrir um negócio não é uma das tarefas mais fáceis do mundo. Isso porque uma série de situações podem levar ao fim de um grande empreendimento. Dessa vez, por exemplo, falaremos sobre a falência de um banco tão popular como a Caixa que fechou as portas no Brasil após mais de 100 anos. Aliás, rolou, inclusive, intervenção do Banco Central.
Para quem não sabe, estamos falando sobre a falência do Banco Econômico. A instituição financeira, com sede em Salvador, foi fundado em 1834. Segundo informações da Wikipédia, ele era o banco privado mais antigo do Brasil quando sofreu intervenção pelo Banco Central do Brasil em 1995. Ele sofreu as consequências da implantação do Plano Real.
A instituição financeira era tão popular que também ficou conhecida como Caixa Econômica da Bahia. O lema do Banco era "Economia, Perseverança e Socorro nas Dificuldades”. Em 1910, foi vendido para o político e banqueiro Francisco Marques de Góis Calmon. Em 1968 incorporou o Banco Meridional, antes Banco Sinimbu, com agências em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul.
Apesar de receber ajuda do governo através do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), acabou sofrendo intervenção bem no início de 1995. Apesar de todas as tentativas, o banco foi fechado em agosto, assim como suas 276 agências. A instituição financeira tinha mais de nove mil funcionários e novecentos mil clientes.
Parte do banco foi então incorporada pelo Banco Excel, que passou a se chamar Banco Excel-Econômico. Posteriormente, em agosto de 1998, o conjunto foi incorporado pelo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e, em 2003, ao Bradesco. Em setembro de 2021, o BNDES e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) realizaram um leilão dos créditos do Banco Econômico que eles mantinham desde 1995.
Somente o Alternative Asset 1, fundo administrado pelo BTG, fez lance, vencendo pelo valor mínimo, de R$ 937,750 milhões. Em outubro de 2022, foi verificado o cumprimento de todas as respectivas condições precedentes, dessa forma concluindo o processo de aquisição do controle acionário do Banco Econômico, que passa a se chamar Banco BESA.
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Banco Econômico (Foto: Biblioteca/IBGE)
Banco Econômico e logo (Fotos: Reproduções / Internet)
Falência do Banco Econômico. Foto: Reprodução/Internet
Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?
Segundo informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.
No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.
A ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, que é considerado irrecuperável.