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Falência decretada, aviões abandonados e venda à Gol: O fim decadente de 3 companhias aéreas no Brasil


De venda à gol a abandono de aeronaves: relembre as 3 companhias aéreas que não existem mais no Brasil (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Logo.net)

Relembre o fim de 3 grandes companhias aéreas que fizeram história no Brasil mas acabaram em declínio

Muitos aqui já sabem que a companhia aérea, Linhas Aéreas Gol, não anda nos seus melhores momentos.

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Apenas para contextualizar, a mesma precisou entrar com o pedido de recuperação judicial pelo Capítulo 11, nos Estados Unidos, por ser um processo mais “brando” do que no Brasil*, após uma série de dividas.

(Para saber sobre a recuperação judicial da Gol, clique aqui*)

O fato é que a situação ocorrida com a gigante despertou em milhares de brasileiros algumas lembranças envolvendo a história de outras companhias áreas brasileiras que, após um longo período de atuação, saíram de cena de maneira conturbada e hoje não existem mais.

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Sendo assim, separamos 3 companhias aéreas que tiveram um fim decadente em meio à falência decretada, venda à Gol e até mesmo abandono.

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Vale dizer que o trio existiu em uma era que viajar de avião não era visto apenas como um meio de transporte e sim uma experiência rica em histórias, desafios e até mesmo de aventuras.

1-Vasp:

De acordo com o portal Exame, a primeira da lista, Viação Aérea São Paulo (Vasp), foi uma das principais companhias aéreas brasileiras durante boa parte do século passado.

Fundada por um grupo de empresários paulistas ainda em 1933, a empresa enfrentou dificuldades financeiras logo no início de sua história.

Já em 1935, o poder estadual acabou comprando 91,6% das ações da empresa, tornando a Vasp uma estatal, carimbo que manteve até os anos 90, quando o então governador Orestes Quércia encabeçou a privatização da empresa.

O processo todo foi politicamente registrado. Uma CPI investigou irregularidades no processo de privatização, que envolveram o baixo valuation da empresa e um investimento milionário que o governo fez pouco antes de vender a então estatal. 

Fora isso, a idade avançada de parte da frota da Vasp tornou-se um desafio logístico e financeiro.

Manter aeronaves antigas exigia investimentos significativos em manutenção, o que se tornou insustentável diante das dificuldades financeiras que a empresa começou a enfrentar.

Isso sem falar no aumento da concorrência no setor da aviação também impactou a Vasp.

Em 2004, vários aviões foram impedidos de voar devido a irregularidades, e também ocorreu paralisação dos trabalhadores.

A chegada de empresas estrangeiras e o crescimento de outras companhias nacionais tornaram o mercado mais competitivo, o que aumentou ainda mais as dificuldades enfrentadas pela Vasp. 

No ano de 2005, a Vasp suspendeu suas operações de voos regulares e entrou em processo de recuperação judicial.

Apesar das tentativas de reerguimento, a empresa não conseguiu superar suas dificuldades financeiras e, em 2008, teve sua falência decretada.

Hoje, a massa falida da companhia aérea processa a União em 95 bilhões de reais, alegando que políticas aplicadas pela administração federal provocaram uma defasagem nas tarifas praticadas pela empresa.

Na época, o governo tabelava as tarifas das cias aéreas que tinham concessão de serviço público. 

Atualmente, as aeronaves abandonadas da companhia ou foram cortadas para serem vendidas como sucata, ou estão expostas, como artigos nostálgicos.

Assim, a Vasp encerrou suas atividades como uma das pioneiras e mais emblemáticas companhias aéreas do Brasil.

2- Varig

Em segundo lugar nós temos a  Viação Aérea Rio-Grandense (Varig). Ela foi uma das mais tradicionais e importantes companhias aéreas brasileiras, mas enfrentou uma série de desafios que resultaram em sua decadência e eventual encerramento..

Ela foi criada no dia 7 de maio de 1927 e iniciou suas operações com a aeronave Dornier Wal chamada “Atlântico” na rota conhecida como “Linha da Lagoa”, ligando Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande.

Em agosto de 1942, a Varig realizou seu primeiro voo internacional para Montevidéu.

A chegada dos Lockheed Constellation em 1955 permitiu a abertura da rota mais longa até então, conectando Porto Alegre a Nova Iorque, com escalas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Santo Domingo.

Essas aeronaves operaram até a década de 1960, quando foram substituídas pelos Boeing 707.

Com as operações internacionais e várias rotas locais, a Varig se tornou, entre as décadas de 1960 e 1980,  uma das maiores e mais conhecidas companhias aéreas privadas do mundo.

A empresa era conhecida por seu serviço de bordo em todas as três classes.

Ainda de acordo com o portal Exame, nos anos 90, endividada com a compra de novas aeronaves, a Varig passou a ter prejuízos agravados com a recessão causada pela Guerra do Golfo.

A empresa vendeu aviões para bancos e empresas de leasing a fim de alugá-los. Na mesma época, a Varig faz uma reestruturação, dispensou mais de 3.000 funcionários e fechou 30 escritórios no exterior.

Mesmo assim, os gastos estrangularam a operação da Varig, que enfrentou também uma crescente concorrência no mercado, já que o governo abre o setor para companhias aéreas internacionais.

Além disso, os custos operacionais da Varig aumentaram, especialmente com a alta dos preços do combustível.

Em junho de 2005, com dívidas de 5,7 bilhões de reais ela pediu pela sua recuperação judicial.

Em 2006, deu -se inicio às demissões na empresa, totalizando mais de 5.000 funcionários cortados em apenas um dia.

Como consequência a malha aérea era ajustada a uma frota cada vez menor e a companhia começou a deixar de voar para vários destinos como Nagoya, Tokyo, Cancún, Lisboa, Milão, Madrid, Munique, Paris, Los Angeles, Nova York, México, Montevidéu, Assunção e Bogotá.

Até o inicio de julho de 2006 a VARIG estava reduzida a uma frota de dez aeronaves e sete destinos.

Em julho de 2006 a Varig foi dividida em duas empresas. A

nova foi leiloada e vendida para a Volo Brasil, que continuou a operar com a licença da Varig até obter a sua própria licença para operar.

Já a “antiga Varig” ficou com as dívidas. 

Em abril de 2007, a “nova Varig” foi comprada pela Gol e teve, aos poucos, sua frota transformada para a marca da compradora.

Já a antiga Varig tentou seu último plano de se reerguer e lançou uma companhia aérea com o nome “Flex” em março de 2007.

Porém em pouco tempo a empresa encerrou atividades novamente. No dia 20 de agosto de 2010 foi decretada a falência Varig.

Até hoje, alguns funcionários tentam receber da massa falida da empresa, que também tem processos na União cobrando indenizações bilionárias pelo período em que o preço das passagens foi tabelado. 

3- Transbrasil

Por dim, temos a Transbrasil, criada em 1955 por Omar Fontana, filho de Attilio Fontana, fundador da Sadia, empresa do ramo alimentício, inicialmente para transportar carne fresca de Santa Catarina para São Paulo.

Em 1956 ela passou a combinar o transporte de carga com o de passageiros. Pouco depois, comprou a Transportes Aéreos Salvador e passou a se consolidar como uma companhia aérea comercial. 

Em 1973, Omar abriu o capital aos seus funcionários e mudou a razão social da empresa para Transbrasil. Nos anos 1980 ocorreram ampliações e consolidação do mercado.

Em junho de 1983 chegaram três Boeing 767-200, com os quais iniciou voos internacionais para Orlando, nos Estados Unidos.

Como foi o fim da Transbrasil?

Os sucessivos planos econômicos dos anos 80, com o congelamento de preços das passagens, mas não dos custos, causaram prejuízos fortes para a Transbrasil. 

Nos anos 90, voltaram a investir em voos internacionais, mas os custos e a concorrência estrangularam a operação.

No início dos anos 2001, a empresa chegou a ficar sem crédito para a compra de combustível para suas aeronaves, e todos os seus voos foram cancelados. 

Durante esse período, houve pedido de recuperação judicial da companhia.

A falência da Transbrasil foi oficialmente decretada em 2002. Em 2005, houve especulações de que a colombiana Avianca e a brasileira Oceanair tentariam adquirir a marca, mas a história não avançou.

Ao procurar declarações dadas na época pelas 3 empresas, nada foi encontrado, somente as informações contidas pela fonte EXAME.

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Autor(a):

Meu nome é Lennita Lee, tenho 32 anos, nasci e cresci em São Paulo. Viajei Brasil afora, e voltei para essa cidade, afim de recomeçar a minha vida. Sou formada em moda pela instituição "Anhembi Morumbi" e sempre gostei de escrever. Minha maior paixão sempre foi a dramaturgia e os bastidores das principais emissoras brasileiras. Também sou viciada em grandes produções latino americanas e mundiais. A arte é o que me move ... Atualmente escrevo notícias sobre os últimos acontecimentos do cenário econômico, bem como novidades sobre os principais benefícios e programas sociais.