Falência decretada e fechamento definitivo de empresa gigantesca número um de Recife PE expõe calote milionário e impacto econômico
Recife viveu um cenário de choque após a falência decretada de uma das maiores e mais influentes empresas da cidade, até então líder no mercado local.
Ao fechar suas portas, a companhia não só marcou o fim de uma era de sucesso empresarial, como também deixou um rastro de dívidas milionárias, afetando diretamente fornecedores, funcionários e toda a economia da região.
O TV Foco, a partir do seu time de especialistas e das informações do G1 da Globo, detalha agora falência de empresa que organiza festa formatura.
Falência de empresa
Formandos de diversas universidades no Grande Recife foram surpreendidos ao descobrirem que a empresa NovaEra Nordeste Eventos e Promoções Ltda, responsável pela organização de seus bailes de formatura, decretou falência em 20 de março de 2023.

Estudantes que contrataram serviços como fotografias, placas e festas para celebrar a conclusão de seus cursos ficaram sem receber os serviços contratados, apesar de já terem efetuado os pagamentos.
O problema começou quando uma das formandas percebeu que a razão social da empresa havia sido alterada após o pagamento de um boleto.
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Porém, ao buscar esclarecimentos, descobriu que a mudança se devia ao repasse de pagamentos para outro credor.
Além disso, outros alunos relataram que, após reuniões nas quais a empresa garantiu que tudo estava em ordem, perderam contato sem explicações adicionais.
Porém, estima-se que o prejuízo total ultrapasse R$ 1 milhão, afetando estudantes de instituições como Uni São Miguel, Unibra e UniFBV-Wyden.
Alunos revoltados
- Vanessa Kelly, estudante de Enfermagem da UNINASSAU, expressou frustração por não receber fotos de eventos após quase cinco anos de pagamentos.
- A falta de transparência e respeito por parte da empresa gerou grande insatisfação em Vanessa.
- Vanessa lamentou a ausência das fotos, que foram tiradas durante eventos programados.
- A estudante destacou os preparativos feitos com antecedência, esperando um serviço adequado.
- A situação levantou questões sobre o compromisso da empresa com seus clientes e a qualidade dos serviços prestados.

Principais pontos do ocorrido
- Formandos contrataram a NovaEra para organização de eventos de formatura, incluindo bailes, fotografias e placas.
- Após pagamentos realizados, a empresa alterou sua razão social e cessou comunicações, deixando os alunos sem os serviços contratados.
- O prejuízo total estimado ultrapassa R$ 1 milhão, afetando diversas instituições de ensino no Grande Recife.
- A NovaEra justificou a falência devido a dificuldades financeiras agravadas pela pandemia, negando intenção de fraude.
- Estudantes buscam reaver valores investidos e responsabilizar a empresa pelos serviços não prestados.
O que empresa NovaEra falou?
Em resposta às acusações, o advogado da NovaEra, Rafael Nunes, afirmou que a situação não configura golpe ou fraude contra os consumidores.
Além disso, ele explicou que a pandemia afetou severamente as finanças da empresa, levou à falência e que vendeu os bens dos sócios para honrar compromissos financeiros.
Porém, a empresa afirmou que todos os credores receberiam os valores devidos e que ela já havia distribuído a ação de falência.

No entanto, os estudantes afetados buscaram registrar queixas na Delegacia do Consumidor, localizada na Rua Gervásio Pires, 863, Boa Vista, no Recife, visando reaver os valores investidos e obter justiça pela situação enfrentada.
CONCLUSÃO
Por fim, este episódio destaca a vulnerabilidade de consumidores que investem em serviços essenciais para momentos significativos de suas vidas, como a formatura, e acabam sendo lesados devido à má gestão ou má-fé de prestadores de serviços.
Porém, a falta de regulamentação mais rigorosa e fiscalização no setor de eventos de formatura contribui para que situações como essa ocorram, prejudicando centenas de estudantes que confiaram na empresa para a realização de um dos momentos mais importantes de suas trajetórias acadêmicas.
Veja também matéria especial sobre: Prisão e falência: O fim de 8 empresas populares decretado em Curitiba, PR, e desespero de clientes.
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Autor(a):
Wellington Silva
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