Falida? Atriz de Toma Lá, Dá Cá, morreu aos 78 e teve ajuda financeira de Faustão
Conheça a história real de atriz de Toma Lá, Dá Cá; Relembre sua carreira, o apoio de amigos e seus últimos anos de vida.
Relembre a trajetória marcante de atriz que brilhou no humorístico da Globo e enfrentou momentos delicados em seus últimos anos de vida
O humorístico Toma Lá, Dá Cá, criado por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, marcou a história da televisão brasileira com personagens inesquecíveis que adentravam os nossos lares por meio da Globo.
Entre eles, destaca-se a icônica Deise Coturno, interpretada pela brilhante atriz Norma Bengell.
Mas, por trás do humor um tanto escrachado da personagem, temos a história real da artista, carregada de memórias e um desfecho comovente e recluso.
Uma vida de luta
Norma Bengell faleceu em 9 de outubro de 2013, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.
Porém, apesar de todo o seu reconhecimento, em seus últimos anos de vida, a atriz enfrentou severos problemas financeiros decorrentes de altos investimentos em produções independentes.
De acordo com o portal Na Telinha, após sofrer quedas graves, passou a utilizar cadeira de rodas e, posteriormente, foi diagnosticada com um câncer no pulmão direito.
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Por decisão própria e firme, a artista optou por recusar o tratamento oncológico agressivo.
Ela viveu de forma reclusa em Copacabana e seu falecimento ocorreu no Hospital Rio-Laranjeiras.
Respeitando os seus desejos finais, após a cremação, as cinzas da atriz foram lançadas ao mar na Pedra do Arpoador.
Norma Bengell faliu?
Embora tenha tido uma despedida reservada no Cemitério São João Batista, Norma Bengell nunca foi esquecida pelos colegas de profissão.
Durante o período em que enfrentou o declínio na saúde e na estabilidade financeira, a atriz recebeu suporte de grandes nomes da televisão, como:
- Miguel Falabella;
- Jô Soares;
- Fausto Silva (Faustão).
Viúva do ator italiano Gabriele Tinti e sem filhos, ela contou com os cuidados dedicados de uma acompanhante em sua rotina.
Na série Toma Lá, Dá Cá, sua personagem Deise Coturno vivia uma divertida paixão platônica pela vizinha Bozena (Alessandra Maestrini), garantindo a identificação imediata com o público.
Qual foi o legado deixado por Norma Bengell?
Para além do sucesso na comédia televisiva, Norma Bengell construiu uma carreira revolucionária no Brasil:
- Pioneirismo no cinema: Protagonizou o primeiro nu frontal do cinema nacional no filme Os Cafajestes (1962) e integrou o elenco do clássico O Pagador de Promessas (1962).
Inclusive, essa foi a única produção brasileira premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
- Cineasta de vanguarda: Dirigiu obras de grande relevância artística para o país, como o aclamado longa-metragem Eternamente Pagu;
- Musa e ativismo: Por fim, ela atuou como cantora ao lado de ícones da Bossa Nova, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Além disso, enfrentou perseguições políticas durante o período de chumbo da ditadura militar, sendo posteriormente reconhecida como anistiada política.
Apesar do adeus, a história de Norma Bengell permanece viva na memória da dramaturgia como um testemunho de coragem, pioneirismo artístico e da importância de valorizar as grandes estrelas da nossa história.
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