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Flávio Galvão defende Apocalipse e dispara: “Se você não está gostando, muda de canal”

Apocalipse tem registrado baixos índices (Foto: Reprodução/Record)
Apocalipse tem registrado baixos índices (Foto: Reprodução/Record)

Vivendo um dos mais polêmicos papéis em Apocalipse, atual novela bíblica da Record, Flávio Galvão defendeu a história e disse que ela não critica a Igreja Católica.

“Esse negócio de as pessoas acharem que tem uma coisa contra a Igreja Católica acho uma bobagem. As pessoas têm o direito de achar isso, mas vejo como dramaturgia. Se eu achasse que era uma coisa simplesmente para ofender uma religião, eu não estaria fazendo. Historicamente, a gente sabe dos problemas que a Igreja Católica tem, assim como da Igreja Protestante”, declarou.

Na entrevista, o ator elogia a construção do seu personagem, definido por ele como um sacerdote com “um lado político muito forte” e “cerebral”. “Existem envolvimentos do passado dele que agora começam a ser revelados e a autora começa a colocá-lo dentro de uma trama que é a ficção da novela. O personagem tem essa riqueza, é um ser humano. Ao mesmo tempo, ele quer o poder”.

Ele ainda elogiou o elenco e a autora da novela: “O resultado para mim tem sido muito positivo. As pessoas gostam muito. Gosto muito de fazer essa novela interessante. Acho que ela tem bons atores e um elenco ótimo. E a Vivian [de Oliveira, autora], me parece, começa a colocar na novela esse lado do folhetim, o que faz que a dramaturgia seja mais interessante”, disse ao UOL.

Na história, o personagem do ex-global é o sacerdote-mestre da Igreja da Sagrada Luz, um falso profeta do apocalipse. Cheio de mistérios, ele será o responsável pela ascensão do Anticristo, interpretado por Sérgio Marone.

E afirmou: “Acho que essas críticas independem de a televisão ter um critério de uma religião, porque se você pensar por esse aspecto, os livros do Dan Brown [‘Código da Vinci’, ‘Anjos e Demônios’] não seriam sucesso, ‘O Nome da Rosa’ [de Umberto Eco] não seria sucesso, porque são livros que criticam a Igreja Católica, como podem criticar a evangélica, espírita”, disse.

E concluiu: “Eu acho que qualquer tipo de censura tem uma dimensão muito desagradável. ‘Ah, não pode se falar do islamismo’. Claro que pode, se você não está gostando, muda de canal”.

Parece que o público já fez isso. E aparentemente foi para a Globo.

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Sobre o autor

João Almeida

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